Rainha consorte da 11ª dinastia, era uma das esposas do faraó Mentuhotep II, que reinou no período de 2061-2010 a.C. Os dados sobre sua existência encontram-se no túmulo e na pequena capela a ela dedicada na parte dos fundos do complexo funerário do faraó, em Deir el-Bahri, na margem oeste de Tebas.
O túmulo de Kawit foi construído junto com os de outras prováveis cinco esposas-reais: Ashayet, Henhenet, Kemsit, Sadeh e Mayet. Apenas ela e mais duas parecem ter ocupado a posição de rainhas, enquanto as demais parecem ter sido apenas sacerdotisas da deusa Hathor.
Kawit aparece nos monumentos funerários de Mentuhotep II por vezes associada a divindades, ou diante da rainha Kemsit. Ela ostenta o título de “Esposa amada do rei”, “Ornamento do rei” e “Sacerdotisa de Hathor”.
Em seu próprio sarcófago de pedra que se encontra no Museu Egípcio do Cairo, uma cena pouco usual chama a atenção dos(as) pesquisadores(as) e parece indicar que sua origem fosse núbia. No relevo, ela aparece sentada, segurando em uma das mãos uma vasilha e na outra um espelho, enquanto duas serviçais pessoais arrumam o seu cabelo e lhe servem bebida. O tamanho curto de seu penteado poderia, segundo alguns, sugerir que tivesse uma origem núbia.
BIBLIOGRAFIA
GRAJETZKI, Wolfram. Ancient egyptian queens: a hieroglyphic dictionary. Londres: Golden House Publications, 2005.
ARNOLD, Dieter. Relief of wives of Nebhepetre Mentuhotep II. In: Oppenheim, Adela et al (eds.). Ancient Egypt transformed. The Middle Kingdom. Nova Iorque: The Metropolitan Museum of Art, 2015.
Última atualização em: 28/01/2021
































