Cleópatra VII Filópator (69-30 a.C.)

Cleópatra VII Filópator | Foto: Sergey Sosnovskiy
Fonte da imagem: Ancient Rome. Disponível em: http://ancientrome.ru/art/artworken/img.htm? id=7870. Acesso em: 13 de dez. de 2020.

Rainha do Egito, foi a última governante da dinastia ptolomaica. Esta dinastia tinha sido fundada pelo general Ptolomeu I Soter  após a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C.  

Pertencente ao universo cultural helênico, incorporaram ao longo do tempo elementos da antiga instituição faraônica: desde a segunda geração, a dinastia aderiu ao casamento entre irmão e irmã, baseada na sua crença de que os faraós o praticavam.

Pouco se sabe da infância de Cleópatra, mas na família real, ambos meninos e meninas eram educados e as mulheres podiam governar juntamente com suas contrapartes masculinas. Plutarco conta que Cleópatra foi a primeira dos ptolomaicos a aprender a língua egípcia e que ela falava um total de sete idiomas. Ela também teria aprendido matemática, astronomia, música, retórica e literatura gregas.

Em 51 a.C., quando Ptolomeu XII morreu, Cleópatra, então com dezoito anos, assumiu o trono, governando com seu irmão (ou mais provavelmente meio irmão) Ptolomeu XIII. Como Ptolomeu tinha apenas 10 anos de idade quando o governo deles começou, Cleópatra foi a parceira dominante na relação. Três conselheiros da corte real, Áquila, Teodoto e Potino, aproveitaram-se da situação e exerceram forte influência sobre o menino. Enquanto Cleópatra pendia para o lado dos romanos, que haviam ajudado seu pai a reconquistar o trono, os conselheiros e Ptolomeu XIII, sob influência deles, apoiavam um Egito mais independente.

Por volta de 48 a.C. Ptolomeu XIII e seus conselheiros conseguiram expulsar Cleópatra para além das fronteiras do Egito. Enquanto ela estava reunindo um exército na Síria para tentar reconquistar seu trono, a disputa política entre os líderes romanos Pompeu e Júlio César teve desdobramentos no Egito, e ela encontrou ocasião de recuperar sua posição trono, o que obteve valendo-se de sua capacidade de charme, sedução e influência pessoal. César também garantiu aos irmãos mais novos dela, Arsínoe IV e Ptolomeu XIV, o governo do Chipre, o qual Roma havia anexado.

As relações pessoais e afetivas entre Cleópatra e César, com quem teve um filho, Ptolomeu XV, ao qual ela chamou Cesário, ou Pequeno César (47 a.C.), e depois com Marco Antônio, o importante líder romano que se estabeleceu em sua corte e envolveu-se com ela. Isto a colocou em conflito com Otávio, o mais alto pretendente ao trono imperial, e levou a que um conflito diplomático, e depois militar, eclodisse em 31 a.C., no qual o Egito foi derrotado e anexado ao Império Romano.

A morte dela, por suicídio, assumiu dimensão trágica e veio a ser objeto de inúmeras representações teatrais, musicais e cinematográficas. Personagem fascinante e controversa, é lembrada como irresistível amante mas também como governanta astuta, que empregou seus vários talentos para preservar o Egito como um estado independente o máximo possível.

BIBLIOGRAFIA

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WALKER, Susan; HIGGS, Peter (eds). Cleopatra of Egypt: From History to Myth. Princeton: Princeton University Press, 2001.

Última atualização em: 28/01/2021

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