O
arroz de terras altas (sequeiro) como o próprio nome
diz, é cultivado em terras altas ou um tanto enxutas.
No Brasil, ele tem sido cultivado em áreas de pastagens
degradadas pois, tem boa tolerância a solos ácidos,
sendo usado como meio de recuperação desses
solos.
Historicamente,
o arroz sequeiro apresenta baixos níveis de produtividade
e, sobretudo, qualidade dos grãos inferior aos
produzidos pelo processo irrigado, o
que,
geralmente, não agrada o consumidor. Por isso, pesquisas
recentes procuram produzir sementes para o cultivo de terras
altas altamente produtivas e com qualidade de grão
tão boa quanto a do arroz irrigado.
Atualmente,
13% dos campos de arroz do mundo cultivam esse tipo de arroz
entretanto, representam apenas 4-5% da produção
total mundial. Cerca de 20% do arroz de sequeiro do mundo
é cultivado na América Latina.
No Brasil,
esse tipo de cultura, concentra-se na Região de Cerrado
e, apesar de ocupar cerca de 64% da área cultivada,
responde por apenas 39% da produção nacional.
Diferentemente do arroz irrigado que, ocupando apenas 40%
da área cultivada é responsável por aproximadamente
60% da produção nacional.
Bom, com estas
informações percebe-se que a cultura do arroz
de sequeiro (terras altas) não é a melhor quando
comparada ao de várzeas... Certo?!