• Movimento: Acústica, das ondas ao som

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Figura 1. Faça você mesmo! prenda uma régua à mesa e puxe a ponta solta para cima e largue. Teste prendê-la em pontos dife­ren­tes e ouça o que acontece!

Você sabe o que é uma onda? Aquela onda do mar, indo e vindo, que­brando próxima à praia. Pois então, o assunto é muito mais amplo do que isso. Você pode fixar fir­me­mente uma lâmina metá­lica ao tampo de uma mesa, sus­pen­der a extre­mi­dade livre da lâmina e soltar. O quê acon­tece? Você ouvirá um som! Esse som é pro­du­zido pelo movi­mento de vai-e-vem – osci­la­ção – da lâmina, que per­turba o ar no seu entorno, pro­du­zindo, alter­na­da­mente, com­pres­sões e rare­fa­ções de ar. Essas per­tur­ba­ções viajam desde a lâmina até alcan­ça­rem nossos ouvidos.

Mas o que o som tem a ver com uma onda do mar? Assim como essa, o som é uma onda mecâ­nica. Essas são per­tur­ba­ções perió­di­cas do meio, que se pro­pa­gam em todas as dire­ções a partir do ponto em que foram pro­du­zi­das. Fenô­me­nos ondu­la­tó­rios possuem um inter­valo de tempo bem defi­nido entre os eventos que se repetem, deno­mi­nado período do fenô­meno, e o número de eventos pro­du­zi­dos na unidade de tempo é chamado frequên­cia do fenô­meno. A unidade de medida de frequên­cias é o hertz (Hz). Um hertz repre­senta uma osci­la­ção a cada segundo: 1 Hz = 1/s.

Figura 2. Repre­sen­ta­ção de uma onda sonora, com zonas de baixa e alta pressão. Adap­tado de: U(iki)TFPR, CC BY-SA 4.0, via Wiki­me­dia Commons.

O som é uma onda mecâ­nica, pois precisa de um meio para per­tur­bar e, assim, pro­pa­gar-se. É clas­si­fi­cado como uma onda lon­gi­tu­di­nal para carac­te­ri­zar o fato que a osci­la­ção das par­tí­cu­las do meio acon­tece na mesma direção em que a própria onda se propaga; dife­ren­te­mente de ondas trans­ver­sais em uma corda, que oscilam para cima e para baixo enquanto a onda se desloca de um lado a outro. Perceba que, enquanto a onda sonora passa, cada par­tí­cula do meio oscila para a frente e para trás em torno de um ponto fixo no espaço, empur­rando e puxando as par­tí­cu­las vizi­nhas, mas não sendo car­re­gada pela onda.

Figura 3. Tempo (em horas) cal­cu­lado para viagem dos tsu­na­mis gerados pelo Grande Ter­re­moto do Alasca, de 1964; perceba a dis­tân­cia viajada pelas ondas. Fonte: NGDC, CC BY-SA 3.0, via Wiki­me­dia Commons.

É impor­tante res­sal­tar um aspecto fun­da­men­tal: em toda onda mecâ­nica, a dis­tân­cia que a matéria se desloca quando a onda passa é insig­ni­fi­cante quando com­pa­rada à dis­tân­cia que a própria onda viaja. Isso é verdade até para uma grande onda do mar, cuja altura é muito menor que a dis­tân­cia de onde ela veio. Diz-se que, na prática, não há trans­porte de matéria pro­du­zido por uma onda. Mas não se deixe enganar, o estudo das ondas não deixa de ser um estudo do movi­mento, apesar de his­to­ri­ca­mente serem tra­ta­dos separadamente. 

Curiosidade:

Existem outros tipos de eventos repe­ti­ti­vos que podem ser des­cri­tos como ondas. Essas ondas podem ser clas­si­fi­ca­das de acordo com a sua natu­reza: mecâ­nica, ele­tro­mag­né­tica ou gra­vi­ta­ci­o­nal. Essa última foi obser­vada expe­ri­men­tal­mente pela pri­meira vez em 2015, apesar de ter sido ima­gi­nada em 1893, por Oliver Hea­vi­side, e pre­vista em 1916, por Albert Einstein.

Maria Eduarda Belló e Rogério Nunes Wolff / Equipe AMLEF 2022

Referências:

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