Suguru Goto

Por Dóris Couto

Suguru Goto é considerado, no Japão, porta-voz de uma nova geração de artistas que realizam
experimentações no campo artístico e exploram as potencialidades da experiência e da relação
homem-máquina.
Iniciou seus estudos de composição e piano no Japão e depois se aperfeiçoou em Boston. Fez
pós-graduação em Berlim. Tem ainda estudos realizados na Universidade de Paris, onde vive a
mais de 20 anos.
Suas obras apresentam instalações interativas e performances experimentais envolvendo som e movimento na criação de novas percepções e sentidos. Entre as criações do artista estão os instrumentos musicais virtuais, capazes de criar uma interface de comunicação entre os movimentos humanos e o computador, onde som e imagem de vídeo são controlados por instrumentos musicais virtuais em tempo real através de computadores. Ultimamente, ele vem criando os robôs, que executam instrumentos acústicos, e aos poucos está construindo
uma orquestra de robôs. Saiba mais aqui.
Depois de estudar composição e piano no Japão, mudou-se para os Estados Unidos para continuar seus estudos no New England Conservatory em Boston. Ele precedeu seus estudos de pós-graduação na Universidade Técnica de Berlim e HDK em Berlim, Alemanha. Sob Dieter Schnebel, professor de música experimental, Suguru Goto iniciou suas práticas na mistura de várias representações: som, dança e imagem. Depois de ter prosseguido a sua investigação no IRCAM e na Universidade de Paris em França, vive em Paris há mais de 20 anos.
Em 2009, Suguru Goto foi convidado para a Bienal de Veneza e seu trabalho “RoboticMusic” foi tocado lá.[1] Em 2016, seu primeiro livro “Emprise[2]” foi publicado em Tóquio.
Dentre seus trabalhos destaco Cymatics, que é uma escultura cinética e instalação sonora que expressa a visão do artista sobre a natureza através de uma série de elementos simbólicos que são usados ​​harmoniosamente em um contexto tecnológico. Segundo artista ele “buscou constuir um lugar onde a arte é uma ponte entre o material e o espiritual, entre a tecnologia e a natureza, e entre as humanidades e a ciência.
Cymatics apresenta Dois cubos, duas salas, duas substâncias – água e fluido não newtonianos –reunidos em espaços onde as ondas sonoras transformam as substâncias em formas geométricas. O resultado é uma visão harmônica dos elementos da natureza, demonstrando o efeito morfogênico das ondas sonoras (cimática).O processo criativo envolveu a construção de uma sinergia entre música para ser vista e imagens para serem ouvidas, de forma a criar uma performance sensorial para a complexidade da percepção humana. Assista o vídeo aqui.

Fonte: https://www.flickr.com/photos/sharefestival/6441862867/

Em Hypnoid (https://vimeo.com/121406568), o artista parte da performance do corpo da bailarina e em tempo real são geradas imagens, resultando de um único movimento, vários caminhos corpóreos que se projetam a partir da captação de movimentos por meio do Kinect, cujos dados são enviados para o Frameworks e Max para produzir os sons e imagens. O Open NI é usado para Kinect, e OpenGL é usado para manifestar as imagens, ambos foram especialmente programados para este trabalho, que tem como conceito a relação corpo humano/corpo estendido, a máquina ou seu avatar, que reproduz a série de movimentos construindo as imagens deles que se projeta, no espaço virtual.
Se trata da poética do movimento que se deixa registrar pela tecnologia, resultando na memória visual do movimento da bailarina, que pode ser vista mesmo quando sua performance avança em outra sequência coreográfica.

Fonte: Suguru Goto/Chiharu Otake. Hypnoid.https://vimeo.com/121406568

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