"Estes bizarros discipulos da ciência seguiam seu caminho sem encontrar qualquer oposição efetiva, seja de seus discipulos ou da imprensa médica" (p.365).
"...martirologia dos pacientes infelizes oferecidos como vítimas da ciência..."(p.365)Ele destacou o Dr. Manassein, que era o editor da revista Physician, como uma voz discordante do cenário de inadequações: "Não será a hora dos médicos se unirem e se levantarem em revolta contra estes experimentos, não interessando o quão instrutivos eles possam ser?"(p.366)
O
autor também dedicou o capítulo XIX à questão da
vivisecção de animais. Ele fez muitas críticas sobre o
uso de animais em atividades de ensino e de pesquisa.
Ele questionou a posição de Descartes e de Malebranche
de desqualificar qualquer possibilidade de sofrimento
dos animais. A sua proposta era de que não se
mantivessem as práticas até então vigentes, mas que
também não se proibissem totalmente os experimentos em
animais. Ele afirmou que "não devemos ridicularizar as
pretensões dos antivivisseccionistas - os sofrimentos
dos animais são verdadeiramente horríveis e a simpatia
para com eles não é um sentimentalismo". (p.155) A
adequação no uso de animais era uma necessidade
imperiosa para a prática da ciência, pois a
"vivisecção é imprescindível à ciência médica".(p.151)
É um texto de referência histórica fundamental para
entender a evolução do pensamento humano que resultou
no estabelecimento do marco regulatório para a
pesquisa em seres humanos.
Livro disponível na íntegra:
Veresaev
VV. The Memoirs of a Physician. New York: Alfred A Knopf;
1916.
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Referências
Rothman DJ. Strangers at the
bedside. sl[New York}:Basicbooks, 1991:27-28.
Capron AM. Human experimentation. In: Veatch RM. Medical ethics. Boston: Jones and bartlett, 1997:137.
Kipper DJ, Goldim JR. A pesquisa em crianças e adolescentes. J Pediatr (Rio J). 1999;75(4):211–2.
Texto incluído em 07/08/1999
e atualizado em março de 2019