Resenha do livro: CHRISTOPHERS, Brett. The Price is Wrong. Why Capitalism Won’t Save the Planet. Londres e Nova York: Verso, 2024.
Antonio Barros1
Neste contexto de agravamento dos efeitos nocivos das mudanças climáticas e diante da total falta de políticas para a interrupção e a mitigação do aquecimento global, muitas possibilidades de ação prática são sugeridas e colocadas em perspectiva. A algumas falta a complexidade necessária para se apresentar de fato como uma proposta eficiente em escala global; já outras não se mostram factíveis em um cenário de corrosão social e de ampliação do consenso neoliberal. Entre as alternativas ditas “locais”, impulsionadas pela força das comunidades organizadas em torno da luta pela terra e pela autonomia, e as opções “globais”, mais parecidas com ideias tiradas de utopias infantis e tecnofilias toscas, é sempre muito salutar acolher uma reflexão que, não propondo na verdade um caminho específico para a saída da crise climática global, enfrenta, não obstante, os obstáculos concretos para a implementação de soluções mundiais efetivas. Nesse sentido, o livro de Brett Christophers, professor do Departamento de Geografia Humana da Universidade de Uppsala, na Suécia, é, possivelmente, a melhor leitura do ano de 2024.
Comecemos por um fato importante, que ajuda a situar o tema do livro e as razões por que ele é imprescindível nesse debate. Com efeito, uma das causas do aquecimento global e de suas consequências é a maior concentração de gases do efeito estufa na atmosfera terrestre, decorrente da queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial. Entender onde se concentra essa queima é crucial para se chegar à raiz do problema. Quando observamos que, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA) e com o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), 75% dos gases do efeito estufa correspondem à emissão de CO2, e que, desse montante, 75% são o produto da queima de combustíveis fósseis, dos quais 37,5% se originam no setor elétrico, percebemos que é no âmbito da produção e consumo de energia elétrica que se concentra o maior desafio para a descarbonização e a transição verde. Ou seja, não há alternativa séria ao aquecimento global se ela não almejar a diminuição significativa até a total parada da queima dos combustíveis fósseis, e isso não será possível sem se mirar o setor de energia elétrica no mundo todo. Uma saída, então, seria obviamente investir em produção de energia elétrica por meio de fontes renováveis, sendo que duas delas se mostram as mais seguras e confiáveis: a energia solar e a energia eólica (a energia nuclear impõe ao menos dois problemas, um ambiental, o outro geopolítico – o descarte dos resíduos radioativos e o fato de que usinas nucleares podem ser alvos preferenciais de nações inimigas). E, de fato, alguns países e empresas assumiram o encargo de ampliar as usinas de produção de energia solar e eólica ao longo das últimas décadas, menos por ansiedade climática e mais por senso de oportunidade de negócios. Em todo caso, como mostra o livro de Christophers, é ainda muito tímido o crescimento desse tipo de matriz energética nos países desenvolvidos, sobretudo à luz da urgência climática; em países do Sul Global, por sua vez, ele é quase inexistente. Como se pode notar pelos dados arrolados no livro, a tão esperada revolução energética não vem acontecendo, mesmo após o barateamento substancial dos componentes indispensáveis para a instalação de usinas solares e eólicas. E isso, segundo o autor, deve-se a um conjunto de questões que, de maneira geral, se resumem a um único ponto: não é o preço da produção de energia limpa que impede o alastramento das usinas solares e eólicas pelo planeta, mas, sim, outro fator, a saber, o lucro.
Décadas após o avanço tecnológico na produção de energia solar e eólica, produzir energia limpa ficou mais barato. Se, antes, o preço dos componentes (estes ainda em fase de desenvolvimento e sob desconfiança geral dos países, dos mercados e dos consumidores) afugentava os investidores, agora é relativamente barato captar a energia solar e aproveitar a força dos ventos para abastecer as cidades com eletricidade. Na verdade, como mostra Christophers, existe ainda uma vantagem competitiva que torna a energia solar e eólica mais atraente do ponto de vista do preço: o fato de que tanto o sol quanto o vento não apenas são fontes inesgotáveis e presentes em todos os países, como também não são comodificadas. Isto é, diferentemente das usinas que funcionam a carvão ou a gás natural – as que, portanto, são responsáveis diretas pelo aquecimento global –, dependentes das flutuações nos preços dessas commodities, as estações de energia solar e eólica não ficam sujeitas a qualquer lei de mercado incidindo sobre a matéria-prima essencial para sua produção. Logo, uma vez instaladas, essas estações, que necessitam de pouco reparo e manutenção, podem dar lucro por muito tempo, sem que parte desse ganho seja comida pela aquisição de suprimentos. Mas isso apenas em tese… Confrontando os dados, Christophers observa que, a despeito do preço mais barato e das vantagens competitivas desse tipo de produção energética, a transição verde caminhou a passos muito lentos e tímidos, não cumprindo seu papel após a assinatura dos acordos de Paris.
A razão disso, segundo Christophers, é que a energia elétrica, como uma commodity peculiar, passou por muitas transformações ao longo dos últimos decênios, ficando muito mais atrelada aos interesses do mercado do que aos princípios geopolíticos da cooperação internacional e à urgência da transição energética. O livro mostra, portanto, que o que dirigiu a transição até aqui foram dois fatores: primeiramente, os subsídios dos governos dos países desenvolvidos, que, embora de modo errático e vacilante, fez prosperar usinas solares e eólicas em complementação ao seu parque energético majoritariamente “sujo”; em segundo lugar, onde a renovação da matriz energética ficou sob a incumbência do mercado, os agentes privados se mobilizaram em função dos lucros obtidos na venda da energia elétrica, e não pelo baixo custo de sua produção. Ocorre que, com a gradual suspensão dos subsídios governamentais nos anos recentes, o capital assumiu a frente desse processo. E, novamente, norteando-se pelo lucro mais do que pelo preço, as empresas que investem em energia negaram-se a realizar a transição de modo mais rápido, pois viram na manutenção do sistema de produção “sujo” mais vantagens econômicas. Christophers destrincha o porquê.
Na verdade, alguns fatores contribuem para essa situação – todos eles ligados à desregulamentação dos mercados e à privatização das companhias elétricas, seja no polo da geração, seja, principalmente, no polo da distribuição. Como observa o autor do livro, até mais ou menos a década de 1990, antes do predomínio da ideologia neoliberal, os países apresentavam um modelo de produção de energia elétrica verticalizado – isto é, da geração à distribuição, uma empresa apenas cuidava de toda a cadeia comercial. Com isso, o controle sobre os preços finais seguia propósitos mais estratégicos do ponto de vista territorial. Porém, com a desregulamentação geral promovida pelo consenso neoliberal, houve uma desverticalização ampla no setor de energia elétrica, fazendo com que a produção ficasse sob responsabilidade de apenas uma ou de poucas companhias (em muitos casos, estatais), mas a distribuição passasse ao controle do setor privado, a fim de, entre outras coisas, incentivar a concorrência e supostamente diminuir os custos finais no varejo. Em alguns países – como nos EUA, por exemplo –, até mesmo a produção de energia passou a admitir a concorrência entre empresas, fazendo com que houvesse, inclusive, comércio de energia elétrica entre pontos distantes do território nacional. Desse modo, aponta Christophers, as leis do capitalismo de mercado se impuseram sobre o que antes era o controle vertical, fazendo com que o lucro se tornasse o fator predeterminante na formatação do sistema elétrico.

Nessa curta, porém vertiginosa, história da desregulamentação neoliberal alguns momentos se destacam em razão do quanto são decisivos para o encorpamento da produção de energia elétrica dependente de combustíveis fósseis e para a obstrução da transição energética. Destaco apenas três. O primeiro, decorrente da desverticalização, é o fato de que as corporações envolvidas com a produção e distribuição de energia elétrica são muitas vezes um braço das companhias petroleiras. Não é raro vermos, na Europa e nos EUA, multinacionais como a Exxon dominarem o mercado, impondo, portanto, seus interesses, que obviamente conflitam com as ambições estratégicas dos movimentos verdes e dos acordos climáticos globais. Essas empresas preferem distribuir dividendos aos seus acionistas em vez de reinvestir o capital em produção de energia limpa, apesar dos clamores sociais em contrário. Isso se deve também ao fato de que o capitalismo financeiro atual favorece a circulação de capitais em detrimento dos planejamentos estratégicos dos países comprometidos com a descarbonização da economia. Nesse sentido, não há incentivo para a construção de usinas solares ou eólicas, uma vez que é muito mais atraente, do ponto de vista capitalista, manter os altos lucros das usinas termoelétricas, que, além disso, recompensam essas mesmas companhias pelo uso do combustível fóssil.
Ademais, de acordo com Christophers, há impedimentos comerciais para a transição que têm a ver com vícios desse sistema energético fortemente dependente do carbono. Como fica demonstrado no livro, a transição energética, por mais bem sucedida, depende da convivência entre usinas termoelétricas e usinas solares e eólicas em seu início. Assim, o suprimento de energia fica sujeito ao quanto as termoelétricas podem de fato produzir em escala, uma vez que tanto a energia solar quanto a eólica podem passar por períodos de intermitência e de baixa produção. Para o nível de consumo do nosso sistema capitalista (aceleracionista e ininterrupto), uma geração de energia elétrica totalmente dependente da matriz limpa é, por assim dizer, uma estrutura teoricamente ineficaz, uma vez que não é possível controlar a oferta de energia ou a sua qualidade. Diante da potencial escassez, portanto, as termoelétricas passam a ser garantidoras de um suprimento constante e confiável. E, dado que elas demoram muito para serem acionadas, teriam que se manter em funcionamento em alguns cenários, a fim de que não houvesse desabastecimento total ou mesmo parcial de energia elétrica. A imprevisibilidade cada vez maior do clima também agrava o cenário, pois traz insegurança para o planejamento da distribuição de energia. Logo, a dependência em algum grau dessa matriz energética faz com que o lobby das companhias petroleiras e das usinas termoelétricas suba consideravelmente; não apenas isso: também seu poder de interferir nos preços finais torna-se maior, conforme a necessidade de salvaguardas energéticas se intensifica em situação de emergência climática. Em um contexto em que o mundo se torna cada vez mais dependente da energia elétrica (e, inclusive, no contexto futuro da transição verde, em que parte considerável do transporte, por exemplo, será substituída por veículos elétricos), muitos países não querem assumir esse risco, mantendo, portanto, as usinas “sujas” em seu planejamento estratégico. Com isso, enfim, independentemente de o preço da tecnologia limpa ser mais convidativo para os investidores, os lucros que elas podem fornecer ainda são muito inferiores aos lucros garantidos pela geração por combustível fóssil, de modo que, no fim das contas, sobretudo se a transição fica pendente das iniciativas privadas, não há razão, do ponto de vista capitalista, para investimentos na geração de energia renovável.
Some-se a isso o fato de que, como observa Christophers, em muitos países, especialmente os que demandam mais eletricidade, o sistema energético não verticalizado admite o mercado de energia no varejo. Nos EUA, por exemplo, existe a possibilidade de um consumidor comprar energia produzida em outro estado, graças a uma malha hiperconectada de pontos que ligam diferentes produtores a diferentes distribuidores e, logicamente, a diferentes consumidores. Esse modelo, que em princípio poderia ser benéfico para as empresas dispostas a investir em energia renovável, mostra-se, na opinião de Christophers, uma quimera. E isso se deve às armadilhas do capitalismo, mais uma vez: o baixo custo de geração de energia por parte das usinas mantidas por recursos renováveis – que lhes permitiria comercializar uma energia mais barata nacionalmente, uma vez que se poderia reduzir a margem de lucro na mesma proporção do custo de geração – enfrenta o problema de sua incapacidade de suprir a demanda. Com isso, quem determina os preços finais – e, consequentemente, as margens de lucro – não é o custo da energia limpa, mas sim o custo geral da energia total no varejo, ainda fortemente atrelado às outras matrizes energéticas. A solução seria, portanto, ampliar a rede de fornecimento de energia limpa, em substituição às usinas “sujas”; porém, além do problema colocado mais acima, e consideradas as imperfectibilidades desse mercado, o capital financeiro – uma variável crucial nessa equação, uma vez que dispõe dos fundos monetários para viabilizar a construção das usinas solares e eólicas – reluta em financiar empreendimentos em energia limpa. Na verdade, como demonstra Christophers, a equação é complexa: se as taxas de lucro se mantêm altas em função da presença das termoelétricas, então o financiamento das usinas limpas seria não apenas desejável ecologicamente falando, mas também muito rentável, posto que o preço de produção é menor. Contudo, a maior presença dessa energia no sistema elétrico eliminaria a variável determinante para os altos lucros dessa commodity. Um sistema majoritariamente mantido por energia renovável faria com que os lucros atuais se mostrassem extorsivos, e só poderiam ser mantidos nas condições de monopólios privados ou estatais. Não sendo assim, a derrubada nos preços de produção acarretaria uma diminuição considerável nos lucros, tornando esses empreendimentos menos atraentes ao capital financeiro. Por outro lado, mantido o sistema atual, no qual as usinas “sujas” ditam as margens de lucro para todos as empresas, há pouco interesse do capital financeiro em financiar usinas solares ou eólicas, uma vez que elas não competirão em pé de igualdade com as outras, não podendo, assim, garantir o retorno do investimento a médio e longo prazo – o que aumenta o risco do investimento e, consequentemente, o custo do capital, desincentivando, portanto, o empreendimento privado.
Como forma de driblar esse obstáculo, muitas usinas de produção de energia por fontes renováveis optam por firmar acordos prévios que estipulam o preço base do Kw para consumidores finais – os chamados Acordos de Compra de Energia (Power Purchase Agreements). Em muitos casos, como no exemplo da Amazon, que adquire energia a preços fixos de geradoras desse tipo, o valor estipulado com antecedência limita a capacidade de reinvestimento do capital, diminuindo, assim, a sua possibilidade de expansão. No entanto, essa é uma maneira relativamente segura de se ingressar no negócio, uma vez que isso viabiliza, entre outras coisas, o empréstimo bancário fundamental para a construção da geradora. Mas, novamente, essa alternativa, que parece menos arriscada do que se lançar de cabeça no mercado, inibe investidores privados, que veem chances de competição frustradas desde o início, dado que muitas vezes o preço final fixado depende mais da vontade do contratante do que das oscilações do mercado. Além disso, esse modelo torna as geradoras limpas reféns de megaempresas, as únicas capazes de consumir no atacado, pagando preços abaixo dos de varejo.
Em face disso, fica claro que não é o baixo custo da produção de energia elétrica limpa que impulsiona ou dificulta a expansão da presença das usinas solar e eólica no sistema energético. Desde que os governos suspenderam os subsídios, tornou-se impraticável, do ponto de vista do capitalismo, investir e ampliar a oferta de energia por fontes renováveis. Como mostra Christophers, na medida em que os atores ligados à queima de combustíveis fósseis determinam os preços da energia elétrica, ampliando a sua margem de lucro, os empreendimentos verdes, pouco competitivos, perdem incentivos e esbarram nas leis do mercado. A descarbonização do sistema energético, portanto, fica obstada pela segurança financeira que os combustíveis fósseis trazem para os capitalistas envolvidos no negócio. É curioso notar, nesse sentido, que mesmo em um momento de crise os governos e os investidores privados não foram capazes de romper com essa lógica. Quando a Europa se viu diante da elevação dos preços do gás natural (principal fonte de energia das usinas europeias) após a invasão russa na Ucrânia, alguns países sentiram a necessidade urgente de investir em energia solar e eólica como substitutivo às termoelétricas. Christophers, no entanto, nota que os preços finais ao consumidor, que se elevaram em função do custo do gás natural, não impulsionaram lucros substancialmente maiores, porque houve de fato uma redução no consumo total – o que aponta para o fato de que a energia elétrica é uma commodity excêntrica, não totalmente suscetível às leis básicas de mercado, como sugere Christophers a partir de sua leitura de Karl Polanyi. Mais do que isso, a urgência em trocar a matriz energética nesse contexto de risco tinha mais a ver com a subsistência energética nacional do que com as emergências climáticas: nesse caso, não foi o lucro pontualmente excepcional que permitiu com que agentes públicos e privados entrassem na corrida por produção de energia limpa, mas sim a incerteza em relação ao fornecimento básico. Em outros termos, o que impulsionou a mais recente transição energética na Europa foi o pânico de ficar sem energia alguma, mais do que o senso de oportunismo capitalista. Diante disso, Christophers alega: não é o capitalismo que vai salvar o mundo do aquecimento global. Deixados por conta dos capitalistas e das regras do mercado, continuaremos a consumir energia elétrica de fontes não renováveis e sujas. E, mesmo que a Europa e os EUA, que são capazes de executar uma transição energética mais ampla e rápida, consigam efetuar a descarbonização do sistema energético a despeito das distorções impostas pelo capitalismo, ainda assim restará todo um planeta para fazer a transição. Bangladesh, Egito, Nigéria e Indonésia são apenas alguns dos países que são quase que integralmente dependentes de combustíveis fósseis para a produção de energia elétrica. E, em breve, o crescimento econômico desses países fará a demanda por energia elétrica crescer exponencialmente. Se essas nações confiarem nas leis de mercado para efetuar realizar a transição, seguramente não conseguirão consumá-la, mesmo que os custos de instalação e os gastos operacionais das geradoras de energia solar e eólica caiam ainda mais. Logo, Christophers insiste em um retorno ao keynesianismo, algo na linha do Green New Deal, que dê aos estados nacionais o controle sobre o processo de transição energética, seja por meio do restabelecimento dos subsídios ao capital privado, seja pela própria indução pública na instalação de geradores de energia limpa. Ausente, pelo menos por ora, qualquer perspectiva revolucionária, e mantidas as normas vigentes do capitalismo de mercado, é nos subsídios e no controle estatal que reside a maior esperança de uma transição verde dentro dos acordos multilaterais firmados. Naturalmente, essa aposta ainda é feita com base na consciência de que o capitalismo é e ainda será a força condutora da sociedade nas próximas décadas. E repousa, outrossim, em uma estrutura geopolítica esclerosada – o Estado-nação, que tem sido muito antes uma insistente barreira à transição energética e aos acordos multilaterais, do que um trunfo na corrida pela descarbonização. Mas, pelo menos, o livro de Christophers não ilude o leitor com soluções simplistas ou expectativas vãs, nem o conclama à ação sem tática ou sem direção. A obra apenas elucida o estado atual da transição energética e de suas armadilhas. E isso não é pouco, em vista da complexidade do que está em vigor, da urgência da transformação e de tudo o mais que está em jogo.
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- Professor de Teoria Literária no Instituto de Letras e no PPG-Letras da UFRGS. Editor do site Carbono. Bluesky: antbarros.bsky.social. ↩︎
Carbono, vol. 1 – dezembro de 2024.
ISSN: 3085-7066

Uma resposta em “É o lucro, estúpido!”
Interessante, porém Christophers, segundo essa bela resenha, não se atentou para algo que vem ocorrendo de forma muito rápida e silenciosa nos países em desenvolvimento como o Brasil: a geração solar on grid e off grid feita pelas pessoas em suas casas e estabelecimentos. A China inunda o mercado com todos os equipamentos necessários para um simples “Zé bcta” ou um grande empresário ter energia própria por um custo baixo. As companhias energéticas já cobram dos estados brasileiros uma taxação desses
produtos e aumentam a taxa mínima do on grid. Imagine quando cada propriedade tiver seu sistema solar de 4000 pilas gerando 650 kikowats e mandando pra rede uma parte disso. Pois bem, essa revolução no uso energético careceria de maiores estudos.