Mostra SocioBioCotidiano, Artes do Corpo e Cena: territórios, alimentos e transversalidades
Chamada para inscrição de Trabalhos na Mostra
Formulário de Inscrições de trabalhos na Mostra até 31 de agosto
Formulário de inscrições nas Oficinas até 08 de setembro
A Mostra SocioBioCotidiano, Artes do Corpo e Cena fomenta a aproximação entre Arte, Ciência e Inovação. Integrando o eixo formativo do 32º Porto Alegre em Cena, a Mostra aborda a inter-relação entre territórios e transversalidades. Ela acontece de 12 a 15 de Setembro, no Centro Cultural da UFRGS, Galpão Floresta Cultural e Lendárea.
Quanto à temática que será explorada, será colocada em evidência a relação entre territórios, alimentos e transversalidades. Os territórios envolvem as dimensões subjetiva, identitária e processual, considerando a inter-relação entre os grupos humanos, não humanos e o ambiente. São espaços onde dinâmicas socioambientais, culturais e econômicas se desenvolvem em espaços urbanos e rurais. A transversalidade considera as múltiplas perspectivas que se cruzam nos territórios, permitindo uma abordagem ampla e complexa para promover sociedades mais justas, resilientes e equitativas. Os alimentos como transversalidades nos territórios se configuram em uma dimensão que perpassa e conecta diferentes aspectos da vida, interrelacionando territórios rurais e urbanos, que podem (ou não) estar associados à saúde integral, das populações humanas e do ambiente.
A Mostra aborda 3 eixos e é composta por Oficinas, Debates e Apresentação de trabalhos selecionados através de chamada pública e Feira Gastronômica SocioBioCotidiano.
As Oficinas serão realizadas pela manhã, com exceção do dia 14 de setembro, quando ocorre a Imersão Artística Corpo Ambiente, na Lendárea Espaço de Vida, na zona rural de Porto Alegre. À tarde acontecem painéis com convidados ligados aos campos artístico, científico e a movimentos sociais, para problematizar a temática relativa a cada eixo, seguidos por apresentações de trabalhos selecionados, integrando manifestações artísticas, performáticas, científicas, reflexivas, intervencionistas e a(r)tivistas com duração entre 05 e 15 minutos, a serem apresentados na Sala Abacateiro. Após, os trabalhos são comentados pelos convidados, fomentando o diálogo entre proponentes e público presente sobre os aspectos temáticos, artísticos, técnicos, científicos e de inovação para a sustentabilidade.
Dia 12 de setembro
10h às 12h – Oficina de dança para pessoas com Parkinson, familiares, cuidadoras e amantes da dança!
Orientação: Duda Sorgato e Suzi Weber do Coletivo Novos Velhos Corpos
Local: Salão Nobre do Novo Instituto de Artes (Ex-ICBS) – campus central UFRGS
Público-alvo: A Oficina é destinada ao público 50+ e 50-, pessoas interessadas no tema, amantes da dança de todas as idades, pessoas com Parkinson, familiares e cuidadores.
Nº de vagas: 25 pessoas
Descrição: Oficina de dança cheia de movimento, improvisação e divertida! O objetivo é criar um espaço dinâmico, com propostas que envolvem técnicas de dança e improvisação, promovendo bem-estar e conexão. A proposta é intergeracional, celebrando a arte e a longevidade. Vem celebrar a vida, vem celebrar a dança e fazer parte dessa experiência com a gente! Para pessoas 50 + e 50 -.
14h às 15:30h – Painel Eixo I – Clima, corpo e território – o eixo visa refletir sobre a transição de um paradigma que previa mudanças climáticas para um novo entendimento de que o planeta já ultrapassou um ponto de inflexão crítico, entrando em uma fase de consequências imprevisíveis e potencialmente catastróficas sobre os corpos e territórios. Diante da crise climática, emergem manifestações artísticas, pesquisas e movimentos que engendram novos modos de estar no mundo e impulsionam, nas artes da cena, embates indispensáveis nesse momento. Estas manifestações serão debatidas à luz da interface entre arte e ciência.
Mediação: Profª Cláudia Sachs (Teatro/UFRGS)
Prof. Tatiana Gerhardt – Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e Saúde Coletiva/UFRGS
Juliana Vicari – bailarina do Espetáculo Muita Água
Alice Audibert e Tainara Fernandes Carvalho – Representantes da Juventude do Movimento Sem Terra
16h às 18h Mostra Eixo I – Clima, corpo e território
Colete de couro com fios de nylon – Quarta Processos da Cena: Quarta Parede
(Re)plantios e (des)ocupações – Clarissa Brittes
Projeto Aorta\Horta – amor em movimento – Catiana Quadros da Silva
Rigor metodológico, exercício um: os butiá caíram no bolso, e agora? – Romi Na Ibis
Apocalyptus: zunindo fabulações por uma cultura da regeneração – Eduardo Augusto Colombo
“Terra seca, filete de rio e o lamento que vem com a água” – Yuri Lopes Silva
Local: Sala Abacateiro, Centro Cultural, UFRGS
Dia 13 de setembro
10h00 – 12h00 – Oficina Introdução às Máscaras Larvárias como recurso expressivo
Orientação: Cláudia Sachs
Data e Horário: 12/09 (sábado), 10h00 – 12h00
Local: Galpão Floresta Cultural
Público-alvo: pessoas que buscam aprofundar a sua expressão física e criativa, estudantes das artes do palco, artistas, representantes de instituições públicas, organizações não governamentais, pontos de cultura, associações de trabalhadores em educação e cultura, associações de bairros e projetos sociais e culturais.
Nº de vagas: 25
Descrição: Exploração da linguagem cênica das máscaras larvárias, criadas por Jacques Lecoq. Essas máscaras ampliadas e poéticas desenvolvem consciência corporal, expressividade não verbal e relação com o espaço, servindo como base para diversas formas de atuação. A prática inclui improvisação, jogos teatrais, breve estudo do movimento essencial e da presença cênica.
14h às 15:30h – Eixo II – Territórios, inclusão e transversalidades – o eixo considera territórios como espaços socialmente construídos, instâncias relacionais onde as dinâmicas socioambientais, culturais e econômicas se desenvolvem, implicando a presença de identidades, significados culturais e relações de poder. A transversalidade, por sua vez, refere-se à abordagem que considera as múltiplas dimensões e perspectivas que se cruzam nos territórios, como gênero, raça, classe social, etnia, idade, entre outras. Nesse contexto, debater sobre a inclusão nos territórios implica em reconhecer e valorizar as diferenças e especificidades de cada grupo, garantindo o atendimento de suas necessidades e demandas, contribuindo, assim, para a construção de sociedades mais justas e equitativas.
Debate Territórios, inclusão e transversalidades
Mediação: Profª Cibele Sastre (Dança/ESEFID)
Natália Soares – Instituto ECOA
Geórgia Macedo, Nayane Gakre e Angélica Kaingang – Coletivo Artístico Água Redonda e Comprida
Bruno Gonzales Pedrotti – Coletivo Catarse
16h às 18h Mostra Eixo II – Transversalidades, inclusão e territórios
Coletivo Múltiplos de Dança Inclusiva – Caroline Tasso
Avô e Neto – Rosi Jacomelli
Inambí – Corpa-território: Coexistindo ancestralmente com a cidade – Daiane Gonçalves Molina
Legítima defesa: Cantos de trabalho e incorporações – Alexsander Martins Vidaleti
Biba_manicongo – Abibatou Manicongo
“Tambores da Pampa” – Flávio Terra
Local: Sala Abacateiro, Centro Cultural UFRGS
Dia 14 de setembro
9h30 às 19h – OFICINA/IMERSÃO CORPO AMBIENTE- Movimento Território
Contato, Improvisação e Performance em Ambiente Natural
Orientação: Krishna Daudt e Ana Dangal
Data e horário: 14/09 (domingo), das 9h30 às 19h
Local: Lendárea Espaço de Vida, Morro São Pedro
Público-alvo: praticantes das artes do corpo interessadas/os na pesquisa do Movimento em espaços não formais (mais especificamente em ambiente natural), agentes da rede escolar (orientadores, professores, diretores, merendeiros), representantes de associações de trabalhadores em educação e cultura, associações de bairros e projetos sociais e culturais.
N° de vagas: 25
Dia 15 de setembro
9h00 às 12h00 – OFICINA Alimentos e Arte do Movimento (SocioBioCotidiano para crianças)
Orientação: Ana Dangal e Gabriela Coelho-de-Souza
Rita de Cássia Castanheira e Lívia Silva Santos
Data e Horário: 15/09 (segunda-feira), 10h00 às 12h00
9h00 às 11h30
Local: Sala Abacateiro, Centro Cultural da UFRGS
Sala Limoeiro
Público-alvo: Oficina para crianças e adultos – alunas/alunos do Ensino Fundamental (5º e 6º anos, acompanhados pelas/os professores/as) e agentes da rede escolar (orientadores, professores, diretores, merendeiros).
Nº de vagas: 25
Descrição: a Oficina Alimentos e Arte do Movimento é uma proposta de sensibilização ecológica e uma vivência lúdica e sensorial da Arte do Movimento, partindo da temática Alimentação Viva e Sociobiodiversa.
14h às 15:30h – Eixo III – SocioBioCotidiano, alimentos e territórios – o eixo visa refletir sobre as relações entre a (in)disponibilidade de alimentos de qualidade e quantidade, bem como o acesso aos alimentos pertencentes aos territórios. Neste contexto, a cultura do SocioBioCotidiano emerge preconizando práticas gastronômicas com alimentos da sociobiodiversidade na alimentação cotidiana. Esse movimento se caracterizar como uma dimensão da soberania e segurança alimentar dos territórios, que influencia a nutrição, a qualidade de vida e a saúde humana e do planeta.
Mediação: Prof. Gabriela Coelho-de-Souza – Curso Gastronomia Cultural/AsSsAN Círculo/CISADE
Joana de Albuquerque – Mestra em Artes Cênicas, pesquisadora LAPETT Laboratório de Pesquisa e Estudos em Tanz Theatralidades
Bárbara Santos – Artista da dança, pesquisadora e docente do Departamento de Artes Cênicas da Universidade Federal da Paraíba-UFPB (participação on-line).
Kitanji Nogueira – Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos de Matriz Africana – FONSANPOTMA
Prof. Tainá Bacelar – Professora de Gastronomia e Sociobiodiversidade, Universidade Nacional de Brasília
16h às 18h Mostra Eixo III – SocioBioCotidiano, alimentos e territórios
“IlustraSociobio”- Andrey Osório Machado, Aline Paz Dias, Jessica Ferrari, Jossane Stephanou,Raquel Schutz
“Rural, Urbano, Conexão e Sabor” – Larissa Jacobsen da Rocha e Marcela Meneghetti Baptista
O percurso da Fome – Danielle Quintana
Da invisibilidade à inclusão: ativismo alimentar e os desafios das restrições nos territórios universitários e o direito de comer – Paula Bandeira Pereira – Liga Acadêmica de Restrições Alimentares (LARA – UFRGS)
Horta Comunitária da Lomba do Pinheiro: sua gente e outros-que-gentes – Tomás Rech da Silva
EcoViamão – Sheila Andresa dos Santos
Petisco Somático do Movimento – Raissa Martinez Sandoval
“O canto que move…” – Andréia Tanara S. Soster e Fabio Mentz
Local: Sala Abacateiro, Centro Cultural UFRGS
FEIRA GASTRONÔMICA SOCIOBIOCOTIDIANO
Iniciativa de se articula com o Eixo III, SocioBioCotidiano, alimentos e territórios, envolvendo alunos e docentes do Curso de Gastronomia Cultural do CISADE. Consiste numa exposição interativa de alimentos, criações gastronômicas e produtos realizados com ingredientes da Sociobiodiversidade.
em breve programação completa
Cronograma
| Dia 12/09
(Sexta) |
Dia 13 (Sábado) | Dia 14 (Domingo) | Dia 15 (Segunda) | Dia 15 (Segunda) | |
| 10-12h | OFICINA
Dança para pessoas com Parkinson, familiares, cuidadoras e interessados. Com Suzi Weber e Duda Sorgato Sala Abacateiro |
OFICINA Introdução às Máscaras Larvárias como recurso expressivo
Com Cláudia Sachs Galpão Floresta Cultural |
9h30 às 18h30
OFICINA/IMERSÃO CORPO AMBIENTE- Movimento Território, Contato, Improvisação e Performance em Ambiente Natural Com Krishna Daudt e Ana Dangal Lendárea Espaço de Vida 17:30 Compartilhamento com o público |
Feira Gastronômica SocioBioCotidiano
Espaço Cinamomo |
OFICINA – Alimentos e Arte do Movimento
(SocioBioCotidiano para crianças) Com Ana Dangal e Gabriela Coelho-de-Souza Sala Abacateiro |
| 14-15:30 | Painel Eixo I: Clima, corpo e território
Auditório Jacarandá |
Painel Eixo II: Territórios, inclusão e transversalidades
Auditório Jacarandá |
Feira SocioBioCotidiano
Espaço Cinamomo |
Painel Eixo III: SocioBiocotidiano, alimento e território
Auditório Jacarandá |
|
| 16–18:00 | Mostra Clima, corpo e território
Sala Abacateiro |
Mostra Territórios, inclusão e transversalidades
Sala Abacateiro |
Mostra SocioBiocotidiano, alimento e território
Sala Abacateiro |
Jornal da Universidade 12 de dezembro de 2024 Artigo
Artigo | Gabriela Coelho-de-Souza, do Desenvolvimento Rural, aponta que a presença da sociobiodiversidade no nosso dia a dia pode colaborar na prevenção e mitigação de desastres climáticos
*Por: Gabriela Coelho-de-Souza
*Ilustração: Dantara Stamado Ordovás/Programa de Extensão Histórias e Práticas Artísticas/DAV-IA/UFRGS
Nos anos 2020, com mais de 80% da população brasileira vivendo nas cidades, nos colocamos a seguinte questão: em quais momentos do seu cotidiano as pessoas se conectam com a natureza? Para muitas pessoas que vivem ritmos acelerados no contexto da urbanidade, o preparo dos alimentos e os momentos de autocuidado são as únicas relações que ainda mantêm com elementos da natureza, como o contato com a água e os alimentos, por meio da lavagem e preparo de legumes, hortaliças, saladas, cereais e carnes. Já para outras pessoas, somente o contato com a água nas suas práticas de autocuidado mantém essa relação, na medida em que vivem ritmos intensos de trabalho e se alimentam no estilo fast food.
Como esta desconexão está ligada às crises climáticas que estão assolando as diferentes partes do mundo, em especial o contexto da região metropolitana de Porto Alegre? Na medida em que os produtos consumidos no cotidiano das pessoas são praticamente todos industrializados, e muitos deles são oriundos de outros países, como grande parte dos eletroeletrônicos, roupas e utensílios plásticos. Esses objetos fazem parte de cadeias longas de comercialização, cuja produção das matérias-primas, oriundas de petróleo e de minerais, e o seu transporte geram gases de efeito estufa que contribuem para o aumento das mudanças climáticas. Além disso, temos que considerar os rejeitos e a produção de microplásticos presentes em praticamente todos os ecossistemas do mundo. Associados ao abastecimento no contexto internacional, o desmatamento, a agricultura industrial e a indústria alimentícia se constituem em fatores determinantes que agravam as mudanças do clima, estando associadas à sindemia, que é o conjunto das pandemias da desnutrição, obesidade e mudanças climáticas.
Em função do ritmo acelerado da vida das pessoas, do avanço tecnológico juntamente com as comodidades desenvolvidas para uma vida com maior estabilidade, o espaço das práticas cotidianas de manutenção da vida, foi sendo gradualmente substituído pela indústria, que oferta produtos para o atendimento de todas as necessidades das pessoas, agravando a desconexão com a natureza.
Entretanto, as enchentes de maio de 2024 evidenciam que essa desconexão não é uma condição definitiva, levando ao questionamento do paradigma de que a industrialização e a tecnologia, ao assumir as nossas tarefas cotidianas, têm sustentação a longo prazo.
Então, como reverter este padrão de produção e consumo que agravam as mudanças climáticas e ameaçam a condição da vida humana? Neste contexto, emerge o movimento do SocioBioCotidiano que está relacionado ao consumo consciente preconizado pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12, da Organização das Nações Unidas. O SocioBioCotidiano é a prática de colocar os produtos da sociobiodiversidade no cotidiano de cada um de nós. Estes se materializam nas fibras, alimentos, sabores, aromas, pescados, carnes, entre outros, da Mata Atlântica e Pampa, produzidos por famílias agricultoras agroecológicas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, movimentos negros, movimento de hortas comunitárias, de agricultura urbana, de compostagem, entre outros, e transformados por estes grupos e empreendimentos voltados à sustentabilidade em produtos especiais que chegam às pessoas.
Então, embora o contexto da urbanidade seja imperativo, a conexão possível entre as pessoas nas cidades e os elementos da natureza presente no rural, se dá por meio das pessoas que manejam esses produtos das sociobiodiversidade e mantém os ecossistemas nativos, pois são eles que têm a capacidade de prevenir e mitigar os efeitos das mudanças climáticas e promover a resiliência do campo e das cidades.
A Cultura do SocioBioCotidiano se constitui como um movimento em prol da sustentabilidade, conservação da biodiversidade, combate à pobreza, segurança alimentar e nutricional e prevenção e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Ela foi celebrada na Mostra SocioBioCotidiano Corpo e Cena no 31º Porto Alegre em Cena, junto à Ocupação Carla Vendramin, com 24 trabalhos artísticos, reflexivos, performáticos, científicos e a(r)tivistas, além da Feira com 10 iniciativas empreendedoras.
A Mostra foi realizada em parceria com a UFRGS, por meio do Curso de Dança da ESEFID, PGDR, CISADE, AsSaAN Círculo, Centro Cultural e Parque Zenit, com a parceria de Lendárea, Coletivo Maria da Paz, Gravura na Tulipa, Centro Municipal de Dança e Movimento Lixo Zero de Porto Alegre.
Gabriela Coelho-de-Souza é professora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural, coordenadora do AsSsAN Círculo – Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional e diretora do Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento da UFRGS.
As Oficinas propostas no contexto da Mostra SocioBioCotidiano, Artes do Corpo e Cena são realizadas por professores das unidades acadêmicas da UFRGS envolvidas na iniciativa e por parceiros do meio artístico e educacional que atuam cooperativamente com estás unidades.
São Oficinas artísticas que articulam de forma singular e inovadora as temáticas que serão vivenciadas nos 3 Eixos da Mostra, criando espaços de sensibilização, inclusão e estímulo à criatividade. São destinadas a públicos intergeracionais, de escolas da rede de ensino público, estudantes das artes do corpo e profissionais do palco. São o começo de ações conjuntas que possam vir a se desdobrar ao longo do tempo e desejam ser um contributo para o Eixo formativo do Festival Porto Alegre em Cena.
- Oficina de dança para pessoas com Parkinson, familiares, cuidadoras e amantes da dança!
Orientação: Duda Sorgato e Suzi Weber do Coletivo Novos Velhos Corpos
Data e Horário: 12/09 (sexta), 10h00 às 12h00
Local: Salão Nobre do Novo Instituto de Artes (ex-ICBS)
Público-alvo: pessoas 50 + e 50 – friendly!
Nº de vagas: 25 pessoas
Descrição: Oficina de dança cheia de movimento, improvisação e divertida! O objetivo é criar um espaço dinâmico, com propostas que envolvem técnicas de dança e improvisação, promovendo bem-estar e conexão. A proposta é intergeracional, celebrando a arte e a longevidade. Vem celebrar a vida, vem celebrar a dança e fazer parte dessa experiência com a gente! Para pessoas 50 + e 50 -.
Duda Sorgato
Licenciada em Dança pela UFRGS e mestranda em Artes Cênicas pela mesma instituição. Dedica seus estudos acadêmicos à área de dança e saúde, com foco na doença de Parkinson.
Suzi Weber
Bailarina, coreógrafa e professora nos cursos de Graduação em Teatro e de Pós-Graduação em Artes Cênicas/UFRGS. Trabalhou com inúmeros coreógrafos e diretores de teatro gaúcho desde 1982. Junto ao Coletivo 50 + vem trabalhando o tema da longevidade nas artes vem realizando diferentes ações com exposições, palestras, oficinas de dança para pessoas com mais de 50 anos. Junto ao Coletivo 50 + ganhou o prêmio Açorianos 2022 de Melhor Espetáculo de dança.
- Oficina Introdução às Máscaras Larvárias como recurso expressivo
Orientação: Cláudia Sachs
Data e Horário: 12/09 (sábado), 10h00 – 12h00
Local: Galpão Floresta Cultural
Público-alvo: atores, bailarinos, estudantes das artes do palco e artistas que buscam aprofundar sua expressão física e criativa.
Nº de vagas: 25
Descrição: Exploração da linguagem cênica das máscaras larvárias, criadas por Jacques Lecoq. Essas máscaras ampliadas e poéticas desenvolvem consciência corporal, expressividade não verbal e relação com o espaço, servindo como base para diversas formas de atuação. A prática inclui improvisação, jogos teatrais, breve estudo do movimento essencial e da presença cênica.
Cláudia Sachs
Diretora, atriz, preparadora corporal e professora de teatro desde 1987, com ênfase em interpretação, movimento corporal, improvisação e preparação de ator. Professora adjunta no curso de Teatro da UFRGS, foi coordenadora do curso de teatro da UFRGS (2019 a 2021) e atua como chefe do departamento desde 2024. Estudou com Jacques Lecoq em sua escola em Paris (1992/93) e desenvolve pesquisa sobre essa pedagogia de criação teatral.
- OFICINA Alimentos e Arte do Movimento
(SocioBioCotidiano para crianças)
Orientação: Ana Dangal e Gabriela Coelho-de-Sousa
Data e Horário: 15/09 (segunda-feira), 10h00 às 12h00
Local: Sala Abacateiro, Centro Cultural da UFRGS
Público-alvo: Professoras e alunas/alunos do 5º ano Fundamental da EMEF Martim Aranha
Nº de vagas: 25
Descrição: a Oficina Alimentos e Arte do Movimento é uma proposta de sensibilização ecológica e uma vivência lúdica e sensorial da Arte do Movimento, partindo da temática Alimentação Viva e Sociobiodiversa.
Esta Oficina visa proporcionar uma experiência artístico- educativa relacionada com as dimensões afetiva, cultural, criativa e de cuidado envolvidas na Alimentação. A Oficina estabelece uma articulação pedagógica com conteúdos do ensino escolar, relativos à origem do que consumimos cotidianamente, com a maneira como estes consumos afetam tanto o nosso Corpo como o Planeta, estimulando o autocuidado e cuidado com a Terra.
Ana Dangal
Artista do Movimento e arte-educadora com atuação desde os anos 80 – em Brasília no Cresça, Centro de Realização Criadora, em São Paulo no Teatro Vento Forte, em Gaia (Portugal), no Ginasiano-ensino artístico especializado e na Escola Superior de Educação Santa Maria, em Porto Alegre, como colaboradora, no PGDR da UFRGS, disciplina Sociobiodiversidade, processos criativos e pesquisa científica. Realizou especialização no Método Laban de Análise do Movimento na Faculdade de Psicologia da USP, doutorado em Ciências da Educação na FCSH na Universidade Nova de Lisboa.
Gabriela Coelho-de-Sousa
Professora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural;
Coordenadora AsSsAN – Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional;
integrante da Rede LASSAN; Coordenadora Curso de Especialização em Gastronomia Cultural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS;
Presidente da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia – SBEE; Membro da Rede de Estudos Rurais.
- OFICINA/IMERSÃO CORPO AMBIENTE- Movimento Território
Contato, Improvisação e Performance em Ambiente Natural
Orientação: Krishna Daudt e Ana Dangal
Data e horário: 14/09 (domingo), das 9h30 às 19h
Local: Lendárea Espaço de Vida, Morro São Pedro
Público-alvo: professores e estudantes do ensino médio, estudantes e praticantes das artes do corpo interessadas/os na pesquisa do Movimento em espaços não formais (mais especificamente em ambiente natural), pessoas com interesse em práticas regenerativas, ecológicas e de sustentabilidade no cotidiano.
N° de vagas: 25
Descrição: nesta Imersão artística que visa trabalhar poéticas da relação Corpo Ambiente, serão desenvolvidos Laboratórios de Movimento gerados a partir de Experimentações sensoriais, corporais, gestuais e cênicas mobilizadas através de práticas como manejo do solo, compostagem e relação sensível com o bioma mata atlântica.
Como ferramentas de trabalho artístico partiremos da articulação de recursos de educação somática, artes marciais internas, contato-improvisação e composição em tempo real.
A experiência realizada ao longo do dia de Imersão será compartilhada com o público, através de uma performance interativa e de uma roda de conversa sobre processos de criação artística constituídos simultaneamente como ação existencial, social e ambiental, refletindo sobre as possibilidades de potenciar o cuidado com a Terra através do despertar do Corpo Ambiente Cena.
Nessa Oficina Imersão desejamos discutir e fomentar a vivência do território Corpo Terra e oferecer um contributo ao Festival, envolvendo estudantes da UFRGS e convidando o público do Festival Porto Alegre em Cena a conhecer este espaço cultural rodeado pela mata no perímetro urbano da cidade, inaugurando também a possibilidade de utilização do Espaço Lendárea para o acolhimento de espetáculos em ambiente natural e residências artísticas em alojamento ecológico do local.
O compartilhamento público acontecerá na Lendárea, ao ar-livre e em meio aos bosques e afloramentos de pedra, ao final do dia de trabalho da Imersão: 14 de Setembro , das 17h30 às 19h00 na Lendárea espaço de Vida, na Rua do Cerro 973, Bairro Lageado
Krishna Daudt
Artista visual e professora. Dança e conduz práticas de contato e improvisação. É curadora na residência artística Imersão arte na mata e professora de Artes Visuais na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre. Organiza a Jam Paraíso, no Centro Municipal de Dança. Integra o Laboratório de Contato e Improvisação – Labem CI e o Coletivo Lento. Sua poética envolve práticas artísticas participativas, consciência corporal, performance e audiovisual em diálogo com a temática corpo, movimento, território e ancestralidade. É licenciada em Yoga pelo Lakshmi Yoga Vidya (Brasília,DF), Bacharel e licenciada em Artes Visuais pelo Instituto de Artes na Universidade do Rio Grande do Sul – UFRGS e pós graduanda em Cinema pela Faculdade do Sul de Minas – FASUL/MG. Busca encontros com a arte na vida ordinária e nos espaços entre as vértebras.
Ana Dangal
Artista do Movimento e arte-educadora com atuação desde os anos 80 – em Brasília no Cresça, Centro de Realização Criadora, em São Paulo no Teatro Vento Forte, em Gaia (Portugal), no Ginasiano-ensino artístico especializado e na Escola Superior de Educação Santa Maria, em Porto Alegre, como colaboradora, no PGDR da UFRGS, disciplina Sociobiodiversidade, processos criativos e pesquisa científica. Realizou especialização no Método Laban de Análise do Movimento na Faculdade de Psicologia da USP, doutorado em Ciências da Educação na FCSH na Universidade Nova de Lisboa. Movimenta a Lendárea espaço de Vida, promovendo imersões artísticas e oficinas relacionadas com soluções baseadas na Natureza, entre as quais a Bioconstrução, mobilizando processos de sensibilização corporal e artística para nutrir e potenciar interfaces Arte – Sustentabilidade.
Sobre o local Lendárea Espaço de Vida
Trata-se de um espaço cultural na zona sul de Porto Alegre, em atividade desde 2023, situado no morro São Pedro, local com maior contínuo de vegetação nativa da cidade. O Projeto de intervenção da Lendárea foi gerado à partir do Curso Sociobiodiversidade e Empreendedorismo para a Sustentabilidade do Cotidiano frequentado no PGDR da UFRGS, tendo sido posteriormente estruturado com o apoio da Incubadora Germina do Campus Litoral Norte da UFRGS.
Em construção.
Ficha Técnica
Mostra SocioBioCotidiano, Artes do Corpo e Cena – territórios e transversalidades
Realização
Porto Alegre em Cena e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Instituições realizadoras na UFRGS
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança – ESEFID – Curso de Dança CISADE – Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento,
DAD – Departamento de Artes Dramáticas da UFRGS
Centro Cultural UFRGS
Departamento de Difusão Cultural, Pró-reitoria de Extensão/UFRGS
Instituições apoiadoras na UFRGS
AsSsAN Círculo – Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural
Lendárea Espaço de Vida
Coordenação/ Curadoria: Prof. Cibele Sastre – ESEFID, Prof. Claudia Sachs DAD e Prof. Gabriela Coelho-de-Souza Gastronomia Cultural/AsSsAN Círculo/CISADE
Produção: Juliana Vicari
Apoio à produção: Ana Dangal – Lendárea
Comunicadora da Mostra: Juliane Salapata
Produção da Feira Gastronômica SocioBioCotidiano: Livia Silva dos Santos e Andressa Ramos Teixeira
Cibele Sastre é artista de dança e artes do corpo, especialista no sistema de movimento Laban/Bartenieff – LBMS. É professora adjunta do Curso de Dança da ESEFID/UFRGS, atuante nos estudos do campo labaniano, da educação somática, e de processos de criação e composição em dança. Integrante da Rede Internacional dos Estudos da Presença, tem dedicado suas pesquisas guiadas pela e/ou baseadas na prática com diferentes populações relacionando questões de emergência climática, problematizando pobreza, relações étnico-raciais, performance e educação. Articuladora do Conexão Sul, encontro de artistas contemporâneos de dança a partir da Região Sul.
Cláudia Sachs
Diretora, atriz, preparadora corporal e professora de teatro desde 1987, com ênfase em interpretação, movimento corporal, improvisação e preparação de ator. Professora adjunta no curso de Teatro da UFRGS, foi coordenadora do curso de teatro da UFRGS (2019 a 2021) e atua como chefe do departamento desde 2024. Estudou com Jacques Lecoq em sua escola em Paris (1992/93) e desenvolve pesquisa sobre essa pedagogia de criação teatral.
Prof. Gabriela Coelho-de-Souza é professora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural. Coordenadora AsSsAN – Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, integrante da Rede LASSAN. Coordenadora Curso de Especialização em Gastronomia Cultural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS. Presidente da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia – SBEE; Membro da Rede de Estudos Rurais.
Juliana Vicari – Bailarina, coreógrafa e professora de dança há mais de 20 anos. Mestre em Artes Cênicas pela UFRGS, Analista de Movimento Laban/Bartenieff Certificada pelo LIMS – Nova Iorque. Licenciada em Dança pela UERGS tendo atuado como professora nos cursos de dança na ULBRA, PUC, SOGIPA e UERGS. Vencedora do Prêmio Açorianos de Melhor Coreografia com espetáculo “A3” em 2008. Trabalha como professora de dança para crianças na Escola Amigos do Verde e é co-criadora da ecoperformance Muita Água, que tematiza as enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul.
Ana Dangal
Artista do Movimento e arte-educadora com atuação desde os anos 80 – em Brasília no Cresça, Centro de Realização Criadora, em São Paulo no Teatro Vento Forte, em Gaia (Portugal), no Ginasiano-ensino artístico especializado e na Escola Superior de Educação Santa Maria, em Porto Alegre, como colaboradora, no PGDR da UFRGS, disciplina Sociobiodiversidade, processos criativos e pesquisa científica. Realizou especialização no Método Laban de Análise do Movimento na Faculdade de Psicologia da USP, doutorado em Ciências da Educação na FCSH na Universidade Nova de Lisboa. Movimenta a Lendárea espaço de Vida, promovendo imersões artísticas e oficinas relacionadas com soluções baseadas na Natureza, entre as quais a Bioconstrução, mobilizando processos de sensibilização corporal e artística para nutrir e potenciar interfaces Arte – Sustentabilidade.
Juliane Salapata Duarte
Engenheira Florestal, Mestra em Desenvolvimento Rural, pesquisadora do AsSsan Círculo – Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Pesquisadora responsável pela produção de conteúdo para as redes sociais do AsSsAN Círculo.
Livia Silva Santos
Mulher negra da Amazônia paraense; Agroecóloga e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS) e tutora do curso de Gastronomia Cultural (Polo PoA e Imbé). Integra a diretoria da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia).
Andressa Ramos Teixeira
Geógrafa, Mestre em Desenvolvimento Rural. É especialista em Agricultura Familiar Camponesa e Educação do Campo – Residência Agrária, pela UFSM. Atuou na extensão universitária, na função de Assessora de Gestão Social do Colegiado de Desenvolvimento Territorial Campos de Cima da Serra (RS), pelo Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais – PRONAT, e como assessora pelo projeto Promoção de Atividades de Capacitação sobre Segurança Alimentar e Nutricional e Educação Alimentar e Nutricional. Entre 2022 e 2025 foi Assessora em Agroecologia no Centro de Tecnologias Alternativas Populares – CETAP.

