As novas tecnologias e o “Padrão Globo” de telejornalismo
Por Taís Seibt
Um exercício feito em sala de aula ajudou a pensar como a proliferação das câmeras compactas com bons recursos, softwares de edição cada vez mais simples de operar, conexões mais e mais rápidas à internet e a interatividade latente na TV digital colocam em xeque o “padrão Globo” de telejornalismo.
O “padrão Globo” tem ditado as regras do fazer televisivo no Brasil, nos últimos anos, especialmente no telejornalismo. Para fazer tal constatação basta reparar que os telejornais de outras emissoras imitam os formatos globais, que também são inspirados no telejornalismo internacional. Na faculdade de jornalismo não é diferente. Mesmo sendo parte de uma geração que acompanha o desenvolvimento das novas mídias e que se questiona constantemente sobre a necessidade de recriar, redescobrir, reinventar o fazer jornalístico, acabamos criando produtos muito semelhantes aos que vemos na TV.
Semestre passado, em uma disciplina de telejornalismo, optamos por experimentar. Não queríamos fazer uma matéria “quadrada” e tínhamos ideia de misturar diferentes linguagens, até porque não era permitido usar os equipamentos da universidade para captar imagens fora do câmpus. Quando dissemos que usaríamos câmeras digitais compactas, porém, vieram as restrições: o som ficaria ruim, a qualidade da imagem não seria das melhores, etc, etc, etc. Mas fizemos. Na hora de editar, tínhamos três tipos de materiais: as gravações feitas na Unisinos, com o equipamento profissional; as gravações feitas com câmeras compactas, sem qualquer refinamento técnico; e mais o trabalho fotográfico de um dos colegas.
O resultado dessa mistura pode ser conferido nos vídeos abaixo, com a reportagem (também pode ser chamada de minidocumentário) “Forasteiros”, desenvolvida na disciplina de Telejornalismo II da Unisinos no primeiro semestre de 2009. Câmeras: Natália Gaion e Taís Seibt. Fotografia: Marco Antonio Filho. Edição: Rodrigo Oliveira. Professora: Luíza Carravetta.
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