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O HOMEM E O PODER – O COMPLEXO DO SUPER-HERÓI


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A pretensão humana de tornar-se mais forte, mais inteligente, de vencer a morte esta presente em nossa sociedade. A busca por transcender os limites do corpo com a inteligência artificial, a engenharia genética, a nanotecnologia, são exemplos disso.

Aparentemente, Friedrich Nietzsche foi o primeiro pensador a falar em uma revolução na cultura e na necessidade de, menos tentar se aperfeiçoar, do que se superar a espécie humana, como revelam suas várias e conhecidas menções ao supra-humano. Para ele, o homem é mais uma promessa do que uma natureza é uma tarefa, cujo sentido, visto do ponto de vista conjunto, é saltar sobre si mesmo, procurar ir além do que é humano: ele é “uma corda estendida entre o animal e o super-homem” (Rudiguer, 2001, pg. 212)

Ao longo dos anos o homem criou histórias em que se projeta como poderoso, dominador, tendo o poder de ser senhor do tempo, senhor do mundo. Criou outros mundos, criou personagens capazes de tudo. Isso demonstra a busca do homem por poder, mesmo que um poder fictício. A busca pela longevidade, a vida eterna, não é demonstrada apenas nos super-heróis, mas em criaturas místicas e em várias outras ocasiões, por meio de divindades, objetos ou do domínio da vida por meio da ciência; O futurismo, o controle do tempo; O domínio do homem sobre outras criaturas é demonstrado na criação de robôs que tornam-se força de trabalho, que vemos em desenhos e filmes. Ao até a mistura, o acoplamento de homem e máquina com o objetivo de tornar-se mais forte. A busca por poder é evidente na ficção aonde vemos o homem se projetando como alguém capaz de tudo.
A ideia de um homem “criado”, idealizado, possuidor de poderes ou de outras características que não são atribuídas aos seres humanos comuns foi enormemente difundida em nossa sociedade ao longo dos anos. As personagens do cinema, da televisão e dos dos HQ’s, como Batman e o Super-homem, são exemplos disso. O primeiro demonstra o uso da técnica, o uso da tecnologia para adquirir super-poderes. O segundo exemplifica o poder extremo, um alguém quase invencível, o imaginário de um homem que pode tudo, um super-homem.

RUDIGUER, Francisco. As Teorias da Cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2011.

Texto: Thamiriz Amado

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