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Preparado para o apocalipse zumbi?

The walking dead

Preparado para o Apocalipse zumbi?

Isso mesmo, apocalipse zumbi. Essa ideia pertence a um cenário hipotético, inspirado na ficção cientifica e no terror, e refere-se a uma infestação de zumbis . Pessoas mortas que estão, de certa forma, reanimadas. Existe quem acredite na concretização desse cenário, e ainda, prepara-se para sua suposta chegada.

Que humanos somos nós? A que nova raça pertencemos? O que é hoje a nossa corporeidade? Modificam-se o ambiente, a questão e os afectos: agora não se trata apenas do que podemos ser ou fazer, mas também, e principalmente, se podemos controlar aquilo que faremos e o resultado do que fizermos. (TUCHERMANN, 1999)
De acordo com as narrativas, eles seriam tantos que seriam a espécie dominante na Terra. Essas criaturas atacariam a civilização em proporções esmagadoras, seria impossível controla-los, seja por forças militares, seja com os recursos atuais à disposição.

Segundo a crença popular, zumbi (palavra do idioma africano Quimbundo, que significa fantasma) é um ser humano dado como morto que foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos, mágicos. (ROSÁRIO; SEIBT. 2009)

Existem muitas histórias sobre apocalipse zumbi, em algumas uma pessoa arranhada ou mordida, seria infectada e se transformaria, em outras histórias o contagio ocorre pelo ar. E existe ainda o quadro mais caótico: todo o ser humano que morre, seja lá qual for a causa, torna-se um morto-vivo. Nestes cenários, os zumbis caçam seres humanos para alimentarem-se, e sua mordida causaria uma infecção que faria um sobrevivente transformar-se, também, em um zumbi. Em pouco tempo, a existência de vida humana no planeta seria reduzida a poucos grupos de sobreviventes – nômades ou isolados – buscando por alimento, suprimentos e lugares seguros num mundo pré-industrial, pós-apocalíptico e devastado.
Existe uma ideia principal por trás do “apocalipse zumbi” é a de que os preceitos da civilização são relativamente frágeis frente a uma ameaça sem precedentes como esta. Muitos acreditam ainda que a figura dos zumbis permite às pessoas lidar com sua ansiedade pelo fim do mundo.
Uma característica que sugere a rápida extinção do conceito de sociedade e, consequentemente, da raça humana como predominante na Terra, é a de que pouquíssimos estariam preparados para sobreviverem de fato num cenário altamente perigoso e desolado. O apocalipse zumbi – assim como outras catástrofes – mostraria tanto o instinto de sobrevivência, quanto a fragilidade das pessoas.
O conceito, nascido na década de 1960, ganhou grande popularidade ao longo dos anos, servindo de tema para incontáveis filmes, seriados, livros, histórias em quadrinhos,videogames e outras obras de variadas mídias.
The walking dead, de Robert Kirkman, é uma dessas series inspiradas neste tipo de gênero. Nascida nos HQs pode ser considerado o mais notório exemplo de revista em quadrinhos americana a tratar do tema. Hoje, a história é uma série de televisão que ganhou fãs em vários países.

O assunto “Zumbis” ficou tão popular que começaram a existir eventos de fãs do gênero. O evento é promovido via internet ou por meio de cartazes, é o chamado: Zombie Walks. O evento é uma passeata composta por um grande grupo de pessoas que se vestem de zumbis. Geralmente caminhando ou correndo por grandes centros urbanos, os participantes organizam uma rota através das ruas da cidade, passando por shoppings,parques e outros locais com grande público. Durante o evento, os participantes se caracterizam como zumbis e se comunicam como zumbis.
Por um lado, cosplayers e zombie walkers se vestem como zumbis para se divertirem, desenvolvendo uma forma lúdica de lidar com o que o imaginário lhes apresenta. O mesmo acontece com os usuários dos jogos que são capazes de enfrentar zumbis e outros perigos, assumindo o papel de heróis – temporariamente – e os espectadores de filmes e usuários de sites e blogs espelham e atualizam seu imaginário acerca dos mutantes. Por outro lado, essa diversão pode ocultar dúvidas latentes sobre a capacidade do homem de atualizar a si mesmo sem que isso represente a sua própria extinção. (ROSÁRIO; SEIBT. 2009)

Referências
ROSÁRIO, Nísia Martins do; SEIBT, Tais. Resident Evil e redes sociais: atualizações, virtualizações e audiovisualidades. Revista de Iniciação Científica da ULBRA, v. 1, p. 237-247, 2009
TUCHERMAN, Ieda. Breve história do corpo e de seus monstros. Lisboa: Vega, 1999.

Texto: Thamiriz Amado

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