Apresentação

O Curso de Aperfeiçoamento (UFRGS/MEC) Escolas da Paz teve como objetivo principal proporcionar a paz como uma cultura educacional na Educação Integral, com implicações para uma sociabilidade na escola e na comunidade, incluindo os aspectos curriculares e vivenciais, baseados em valores do ser humano. Desse curso, destacam-se duas produções que são oferecidas à comunidade: O e-book, com artigos dos cursistas e equipe e o Documentário Escolas da Paz.

A ideia embrionária surgiu anos antes, por iniciativa do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade (NIETE/UFRGS), em articulação com o Movimento pela Paz Sepé Tiarajú RS, e foi desenvolvida como curso livre no âmbito da Extensão da UFRGS, com equipe voluntária. O projeto Educação Integral: Escolas da Paz foi tomando forma em 2014, sendo viabilizado por edital do Centro de Formação de Professores (FORPROF) da UFRGS, financiado pelo Ministério da Educação (MEC) do Governo Federal através da Rede Nacional de Formação de Professores (RENAFOR). O curso foi destinado a professores da rede pública e particular do Rio Grande do Sul, com carga horária total de 330 horas e abriu 120 vagas, tendo suas aulas iniciadas em agosto de 2014, nas modalidades presencial e a distância.

A concepção filosófica que adotamos no projeto Escolas da Paz conta com dois elementos norteadores: a concepção de Educação Integral, em afinidade com o Ministério da Educação – MEC, e a tomada de posição sobre o conceito de Paz. Partindo da escola, mas não se limitando a este espaço físico, abarcando as diversidades socioculturais intrínsecas à comunidade em suas múltiplas dimensões humanas, assumindo seus direitos e deveres como cidadão. Espera-se que a formação dos professores seja uma formação continuada, em que haja a troca da experiência docente, entendendo que os professores são profissionais em atuação e em conexão com a realidade, a qual pode ser transformada positivamente pela Cultura de Paz.

Para a realização dessa proposta, foi formada uma equipe de trabalho multidisciplinar, constituindo-a com professores e tutores pedagogos, artistas, brincantes, psicólogos, jornalistas e linguistas, a fim de possibilitar um enfoque interdisciplinar nos módulos de trabalho. Nesse sentido, fomentamos a reflexão de pressupostos que iriam de encontro ao conteudismo e ao mecanicismo, do planejamento até a avaliação. Dessa forma, apesar de ser constituído de módulos teóricos na fase inicial de educação on-line, sua realização possibilitou a fluidez do diálogo e valorizou a trajetória dos cursistas.

Enfim, como disse a menina Malala Yousafzai, que em 2015 completou 18 anos, “Uma criança, uma professora, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”. Nós procuramos, através do projeto Escolas da Paz, fazer a nossa parte, com a consciência da singeleza de nossa contribuição. E que essa seja apenas mais uma de muitas iniciativas dessa natureza.

Porto Alegre, julho de 2015.

Luciane Cuervo