Os estudos feministas e de gênero, desde sua origem, mais especialmente em sua insurgência recente a partir do meio do século XX tem revolucionado não só as teorias humanas e sociais mas também as epistemologias de diversos saberes. A partir dessa inflexão generativa, avançamos em termos de compreender a diversidade humana de uma forma menos pautada pelos sujeitos clássicos limitados por sua universalidade. As pretensões de diversidade ao pensar uma série de marcadores sociais da diferença ainda requerem insurgências aos cânones estabelecidos. Convidamos à discussão reflexões que proponham insurgências, que pensem gênero e sexualidade e interseccionalidades entre marcadores sociais da diferença clássicos e inovadores. Se estimula que para além dos estudos com recorte espacial em contexto das grandes metrópoles, também sejam apresentados trabalhos que versem sobre a diversidade sexual e de gênero e outros marcadores sociais da diferença em outros descentramentos, como em áreas rurais, contextos interioranos, etnicamente diferenciados, etc. Neste momento em que ataques políticos ao avanço em direção a pluralidade e abertura de pensamento se tornaram tão frequentes, temos o desafio de fazer frente tanto a esses ataques quanto aos desafios das nossas próprias antropologias para torná-las mais insurgentes.
Coordenação: Karen Ambrozi Käercher e Jessica Cristine Brandt da Silva
LOCAL: PRÉDIO IFCH 43322 – SALA 209
SESSÃO 01: 06/11/2019 quarta-feira
GUERRAS CULTURAIS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO: LUTA SOCIAL, GÊNERO EM COLETIVOS (TRANS)ORIENTADOS
ALEF DE OLIVEIRA LIMA
MULHERES NEGRAS EM AÇÃO: A INTELECTUALIDADE ATIVISTA NOS COLETIVOS DE MULHERES NEGRAS
CAMILA BOTELHO SCHUCK
O DISCURSO MÉDICO ACERCA DA NINFOPLASTIA: UMA ANÁLISE DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA REVISTA BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA (RBCP)
CAMILA SILVEIRA CAVALHEIRO
O CINEMA FEITO POR MULHERES: DEBATES E PERSPECTIVAS
DÉBORA WOBETO
CIRURGIAS PLÁSTICAS COMO INSTRUMENTO DE DIFERENCIAÇÃO SOCIAL: PENSANDO GÊNERO, RAÇA E CLASSE
JÉSSICA BRANDT DA SILVA
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SUAS DIFERENÇAS: COMPREENDENDO SENTIDOS A PARTIR DO DISCURSO DAS MULHERES/VÍTIMAS
MARIAH ALEIXO
AS BRUXAS ESTÃO À SOLTA”: UMA ETNOGRAFIA DA DURAÇÃO COM MULHERES SAGRADAS E MULHERES QUE BENZEM
KAREN AMBROZI KÄERCHER
