Cristiane Miglioranza, Efraime Nhabanga, Fabíola Peres, Victoria Perfeito e Vicente Magno, integrantes do GAEP, apresentarão trabalhos e ministrarão minicurso no IV Encontro Discente do PPGAS/UFRGS, que ocorre entre os dias 5 e 9 de dezembro de 2022. Com o tema “Antropologias do por vir: crises, políticas e (re)existências”, o evento acontecerá em formato presencial no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, localizado no Campus do Vale.
Efraime, Fabíola, Victória e Vicente apresentarão trabalhos em diferentes grupos de trabalho, e Cristiane e Fabíola ministrarão o minicurso “Comunicação e Antropologia: divulgação científica e novas formas de atuação”. Abaixo, os detalhes de cada uma das atividades.
GT 4 – Antropologia do Corpo e da saúde
Coordenadores: Matheus Silva e Aline Altenhofen
O GT visa debater e construir coletivamente reflexões envolvendo Corpo e Saúde em pesquisas antropológicas recentes, concluídas ou em desenvolvimento, tendo em vista que discutir a respeito do corpo, para a antropologia, vai além de sua acepção orgânica, mas nos incita a refletir sobre formas socialmente engajadas responsáveis por desnaturalizá-lo e desobjetificá-lo, fazendo com que busquemos os sentidos que essa categoria recebe em contextos etnográficos os mais diversos possíveis. Debates envolvendo corpos sempre pairaram sobre as discussões antropológicas, desde o clássico texto de Marcel Mauss (1938) refletindo sobre suas técnicas e modos de representá-lo socialmente. Corpos que sentem, representam, se adaptam, atravessam e são atravessados pela cultura. Essa categoria material e simbólica, composto por saberes e poderes – técnicos, científicos, legais etc – é agenciada e agente de nossos campos de pesquisa. O GT tem o intuito de colocar em diálogo estudos que permitam refletir acerca de tais questões, tendo em vista as multiplicidades de corpos e marcadores, em suas imbricações com saúde, e as diversas formas de abordá-los na antropologia, podendo trazer à tona também implicações dos nossos corpos na produção antropológica em diferentes contextos.
GT 5 – Arte, política e experimentação etnográfica
Coordenadores: Giulia Bicca e Guilherme Vieira Bertollo
Nesse GT receberemos pesquisas que se debruçam à análise de manifestações de grupos sociais que se realizam através da arte ‒ audiovisual, fotografias, dança, música… ‒ , assim como trabalhos que promovam discussões sobre formas de integrar experimentações e práticas artísticas ao nosso fazer etnográfico, pensando questões relacionadas às potencialidades e desafios de incorporá-las na escrita antropológica. Também serão bem-vindas pesquisas que proponham um olhar antropológico sobre produções estéticas e culturais: filmes, livros, peças teatrais, performances, quadrinhos, charges, memes, etc. A partir do entendimento que arte pode ser importante ferramenta de crítica e formulação de proposições político-sociais, buscaremos dialogar acerca dos entrelaçamentos entre arte e atuação política e as possibilidades que os saberes artísticos oferecem para a reinvenção da própria disciplina antropológica em termos teóricos, práticos e metodológicos. Trata-se de pensarmos juntes: como certas práticas artísticas reverberam novas fabulações de mundo? Como as artes fornecem possibilidades para reescrita do Eu e para formulação de um “nós”, como sujeito político? Como as narrativas de utopias e distopias de tempos presentes e passados, elaboradas por indivíduos e/ou coletivos podem ser pensadas no âmbito das Humanidades e Ciências Sociais?
GT 5 – Arte, política e experimentação etnográfica
Coordenadores: Giulia Bicca e Guilherme Vieira Bertollo
Nesse GT receberemos pesquisas que se debruçam à análise de manifestações de grupos sociais que se realizam através da arte ‒ audiovisual, fotografias, dança, música… ‒ , assim como trabalhos que promovam discussões sobre formas de integrar experimentações e práticas artísticas ao nosso fazer etnográfico, pensando questões relacionadas às potencialidades e desafios de incorporá-las na escrita antropológica. Também serão bem-vindas pesquisas que proponham um olhar antropológico sobre produções estéticas e culturais: filmes, livros, peças teatrais, performances, quadrinhos, charges, memes, etc. A partir do entendimento que arte pode ser importante ferramenta de crítica e formulação de proposições político-sociais, buscaremos dialogar acerca dos entrelaçamentos entre arte e atuação política e as possibilidades que os saberes artísticos oferecem para a reinvenção da própria disciplina antropológica em termos teóricos, práticos e metodológicos. Trata-se de pensarmos juntes: como certas práticas artísticas reverberam novas fabulações de mundo? Como as artes fornecem possibilidades para reescrita do Eu e para formulação de um “nós”, como sujeito político? Como as narrativas de utopias e distopias de tempos presentes e passados, elaboradas por indivíduos e/ou coletivos podem ser pensadas no âmbito das Humanidades e Ciências Sociais?
GT 1 – Estado: políticas, direitos e moralidades
Coordenadores: Lidia Bueno e Pâmela Costa
Este GT tem como objetivo propor discussões sobre as relações e implicações das perspectivas antropológicas sobre a compreensão do estado e do poder. Com foco em analisar e debater, a partir de trabalhos etnográficos, lutas por justiça, relações entre legalidades e ilegalidades, processos de violação, demandas por direitos e reconhecimento, destituição ou ajustamento de políticas públicas. Da mesma forma, convidamos trabalhos que analisem as dimensões moral, burocrática e política envolvidas em tais processos e suas implicações no cotidiano dos grupos sociais. Nos interessa também o debate de como os indivíduos e os coletivos têm resistido ao estado e suas relações frente ao avanço do capitalismo.
Este minicurso tem como objetivo debater as imbricações entre comunicação e antropologia no que se refere à divulgação científica e a novas formas de atuação antropológica. O primeiro encontro tem como objetivo tornar visíveis os bastidores da divulgação científica via periódicos acadêmicos. Apresentará as transformações que vêm ocorrendo com o Movimento Ciência Aberta, focando os impactos para pesquisadores e revistas. Mostrará estratégias de indexação, impulsionamento e acompanhamento da produção científica pelas e pelos próprios pesquisadores via plataformas gratuitas. Versará sobre as particularidades do ambiente editorial científico e sobre as possibilidades de inserção e de atuação para discentes, trazendo iniciativas no campo da antropologia brasileira. Abordará a escrita de textos acadêmicos, expondo os fatores que podem levar a uma avaliação negativa e à subsequente recusa para publicação. A segunda sessão tratará das novas possibilidades de atuação profissional de antropólogos para além da carreira acadêmica tradicional, com enfoque no campo da comunicação, especificamente nas áreas de pesquisa de mercado, UX research e design thinking. Com o objetivo de extrapolar os muros das universidades – mercado saturado e extremamente concorrido – ainda serão discutidas novas formas de divulgação e promoção de pesquisas e pesquisadores através das plataformas digitais. Visando a publicização dos mesmos em meios de comunicação de massa e mídia tradicional, serão apresentadas estratégias para escrita assertiva de releases e demais materiais específicos.
2 encontros: 8 e 9/12, das 9h15 às 12h
Sobre o evento
Essa edição do Encontro Discente do PPGAS/ UFRGS busca explorar olhares teórico-políticos sobre os modos da violência no cotidiano e no ordinário de grupos sociais historicamente subalternizados, a partir de uma pergunta central: como o saber-fazer antropológico pode (re)contar histórias de violências? O enfrentamento das formas de violências que ocorrem com determinados segmentos da população vêm sendo um campo de debate em crescimento na área. Como esses estudos podem ser pensados à luz de seu potencial transformador capaz de projetar outros modos de imaginação política visando um novo mundo por vir? Como elaborar possibilidades de vida em contextos de morte? Como engajar perspectivas de futuridades em cenários onde a violência é cotidiana? E como, junto aos sujeitos, podemos grifar narrativas sobre violência, de modo a recusar um fecho histórico completamente acabado?
Mais informações em: https://www.ufrgs.br/encontrodiscente2022/
