Em 24/05/2026, foi ao ar a reportagem “Tradição centenária no sul do Brasil que une pescadores e botos se torna patrimônio cultural” no Jornal Hoje da Rede Globo.
O professor Olavo Ramalho Marques foi entrevistado e falou sobre a interação entre botos e pescadores na barra do Rio Tramandaí, entre os municípios de Imbé e Tramandaí, no Rio Grande do Sul.
Segundo o professor Olavo Marques:
“Os filhotes de boto [Boto-de-Lahille (Tursiops gephyreus)] aprendem com as mães a pescar. O filhote fica bem próximo à mãe, esse é o comportamento esperado da espécie, e a mãe vai ensinando o filhote a pescar em interação com os pescadores e ele vai ganhando cada vez mais autonomia. Os pescadores também ensinam os botos a pescar nessa relação. Quando o boto filhote, o botinho, faz a cabeçada, a amostrada, mesmo eles sabendo que não tem tainha eles jogam a tarrafa, dão uma tarrafada, para o filhote de boto saber qual vai ser a reação à sinalização que ele faz, essa movimentação que é um gesto de comunicação entre as duas espécies.”
Assista ao vídeo no YouTube (https://youtu.be/MnXPupk85bE) ou no site do G1 (https://g1.globo.com/jornal-hoje/video/tradicao-centenaria-no-sul-do-brasil-que-une-pescadores-e-botos-se-torna-patrimonio-cultural-14639007.ghtml)
Importante lembrar que a Pesca com Botos do Sul do Brasil, foi registrada como um Bem Cultural de Natureza Imaterial no Livro dos Saberes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), aprovado pelo conselho consultivo do órgão em processo instruído por um Dossiê produzido por pesquisadores da UFSC em parceria com a UFGRS Litoral.
Dois professores do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional contribuíram nesse processo fazendo parte como pesquisadores e extensionistas do Projeto “Botos da Barra do Rio Tramandaí”: Prof.ª Marlise Amália Reinehr Dal Forno e Prof. Olavo Ramalho Marques.
Mais informações em: https://www.ufrgs.br/gpdr/profes-gpdr-registro-pesca-botos/


