Um levantamento do Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva mostrou que 97% das mulheres brasileiras já foram vítimas de assédio no transporte público. Quase metade delas, 46%, afirma não se sentir confiante para usar meios de transporte coletivo sem sofrer assédio. Os indicadores, para além da violência de gênero, também trazem à tona uma outra problemática: como a maneira que as cidades foram pensadas até hoje as tornou tão inseguras para mulheres, crianças, idosos e pessoas LGBTQIAPN+?
O urbanismo feminista ou urbanismo pensado para mulheres busca trazer a população feminina para o centro do debate e da formulação das políticas urbanas. O conceito é debatido por urbanistas desde a década de 1960 que questionavam justamente a suposta neutralidade do pensamento arquitetônico. As medidas incluem soluções simples: ruas mais iluminadas, sinalização de rotas seguras, praças com brinquedos e bancos, entre outras medidas.
No episódio dessa semana do #ConversaHumanista, ouvimos Amanda Faraco, arquiteta com especialização pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e Luísa Horn Silveira, psicóloga e doutora em psicologia social e Institucional pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), integrantes do Coletivo Turba, sobre como criar cidades mais inclusivas e seguras para todos. Ouça!



