Christian Gonzatti, Doutorando e Mestre em Ciências da Comunicação também fala sobre as questões sociais que o reality show vem abordando.
Maria Luiza Rodrigues / #EntrevistaHumanista
O reality show Big Brother Brasil, da TV Globo, completa 20 anos em 2021 e acompanhando as mudanças da sociedade o programa também mudou. Atualmente, as redes sociais pautam o roteiro de forma mais direta. Mas como se dá essa relação? É o que o pesquisador Christian Gonzatti, doutorando em Ciências da Comunicação na Unisinos e especialista em cultura pop, ajuda a responder em conversa com o Humanista.
O caso do ex-participante Rodolffo Matthaus, cantor, que voltou de dois paredões (quando o público decide quem fica no jogo e quem é eliminado) antes da sair, na última terça-feira (06), é emblemático. Ao longo do programa, ele teve atitudes consideradas machistas, homofóbicas e racistas, o que desencadeou um movimento de polarização na internet entre aqueles a favor de sua saída e os de sua permanência. O comentário proferido pelo cantor ao participante João (na foto chorando), negro, comparando seu cabelo a uma peruca que simulava um “homem das cavernas” será investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do Rio de Janeiro.
Gonzatti exemplifica como as redes sociais estão envolvidas e muitas vezes pautam as edições com o exemplo do Twitter, que levanta discussões e temas gerando debates. O apelo do público manifesto nas redes sociais, no caso de Rodolffo, também teve reflexo no discurso do apresentador Tiago Leifert dirigido a ele, na terça, visto que na noite anterior a TV Globo não havia se manifestado. Christian Gonzatti debate essas e outras questões no #EntrevistaHumanista. Ouça!
FOTO DE CAPA: reprodução/TV Globo




