Projetos
Projetos em andamento:
“Monitoramento de C no solo e gases de efeito estufa em campos, cultivos puros ou integrados, e florestas” (2024-atual)
Resumo: O setor agrícola desempenha um papel vital na segurança alimentar, na redução da pobreza e no desenvolvimento sustentável. Ele afeta, e é afetado, pelas mudanças climáticas, sendo fonte não desprezível de gases de efeito estufa em nível planetário. Trata-se de um setor particular, que enfrenta desafios significativos para atender a um aumento dramático na demanda global por alimentos, ao mesmo tempo em que deva reduzir sua contribuição para as emissões de gases de efeito estufa. O projeto busca estudar as especificidades dos modelos de produção, uma vez que atualmente os inventários não levam em consideração especificidades, tratando todo o setor de forma indiscriminada, seja em nível de território, seja nos distintos sistemas de produção. O projeto abrange todos os principais componentes dos setores agrícola e pecuário do estado, envolvendo 34 pesquisadores de 13 diferentes instituições, e inúmeros colaboradores e estudantes, distribuídos nas diferentes regiões do estado. São 5 Projetos Componentes temáticos com 22 subprojetos que inclui todos os principais ambientes produtivos primários considerando sistemas de produção agrícola, pecuária, florestal, sistemas integrados e ambientes nativos, campestres e florestais.
Coordenadora: Sandra Cristina Müller
“Semeando o campo” – FAPERGS (2023-atual)
Resumo: Ecossistemas campestres são limitados por sementes. Após degradação, não ocorre colonização suficiente de espécies nativas, de forma que a comunidade original não consegue se reestabelecer e a área fica sujeito ao risco da entrada de espécies invasoras. A proposta aqui apresentada visa contribuir para o desenvolvimento de técnicas de introdução de espécies campestres nativas na restauração ecológica dos campos no Sul do Brasil e, dessa maneira, contribuir para a superação do maior gargalo atual da restauração na região, a falta de sementes ou mudas. A proposta consiste (i) da elaboração de um artigo de síntese sobre o atual conhecimento da germinação e do estabelecimento de espécies campestres, com o objetivo de facilitar a seleção de espécies para a restauração ecológica dos campos, (ii) de um experimento de semeadura de espécies em uma área experimental, com o objetivo de testar quais grupos funcionais de plantas e quais níveis de riqueza são mais promissoras para processos de restauração, utilizando espécies de ampla distribuição nos campos do estado do Rio Grande do Sul, e (iii) de três Unidades Demonstrativas, onde serão utilizadas, em cada Unidade Demonstrativa, três diferentes técnicas de introdução de sementes: uso de sementes obtidas via coleta mecanizada, plantio de leivas consorciado à semeadura de sementes obtidas via coleta mecanizada, e plantio de leivas consorciado à semeadura de espécies forrageiras exóticas de amplo uso na região. O objetivo dessas Unidades Demonstrativas é avaliar e discutir com o público interessado (por ex., gestores ambientais, produtores, extensionistas, etc.) o uso dessas técnicas no contexto real da degradação, numa escala mais ampla de que aquela do experimento científico. A equipe proponente possui experiência prévia com o tema e inclui pesquisadores de outras instituições, a fim de criar uma rede de pesquisadores sobre o tema introdução de espécies em ecossistemas de campo e savana. Os resultados serão divulgados em artigos científicos, materiais de divulgação e em dias de campo em todos os sítios do projeto. Esperamos, com o projeto, impulsionar outras atividades de pesquisa na área bem como estimular a criação de cadeias produtivas na área de restauração ecológica no estado do Rio Grande do Sul.
Coordenador: Gerhard Ernst Overbeck
“Soluções da biodiversidade para a mitigação de mudanças climáticas” (2023-atual)
Resumo: Especialmente na região da Floresta Atlântica, onde o passivo de restauração e a biodiversidade são expressivos, existe uma lacuna de conhecimentos de como implantar projetos de restauração que considerem melhores resultados em termos de produtividade (sequestro de carbono) e diversidade. No presente projeto nós iremos avaliar o potencial de sequestro e estoque de carbono em áreas em restauração da Floresta Atlântica sul brasileira, a fim de gerar indicadores de co-benefícios nas ações de mitigação de mudanças climáticas. O projeto deverá contribuir para o desenvolvimento do Brasil em escalas múltiplas, desde localmente com a recuperação e manutenção dos serviços ecossistêmicos da vegetação nativa restaurada, até aumentando a habilidade de empresas e governos de se beneficiarem dos mercados de carbono, incluindo REDD+. O projeto será desenvolvido por uma equipe com larga experiência em temas como restauração, funcionalidade, ciclo do carbono e modelagem ecológica e deverá resultar em artigos de alto impacto, além de produto com aplicação tecnológica.
Coordenadora: Márcia Cristina Mendes Marques
“Homogeneização antropogênica da Mata Atlântica subtropical e diversificação por meio de restauração ecológica e agroflorestal” (2022-atual)
Resumo: Ainda não há análise de grande escala sobre a perda ou homogeneização da diversidade das florestas subtropicais da Mata Atlântica e inexistem diretrizes abrangentes, bem-informadas e que considerem uma gama de estratégias, com inclusão social, para a conservação e restauração da diversidade nas paisagens antrópicas da região. Testaremos a hipótese de que a transformação antropogênica da paisagem leva à homogeneização dos diferentes aspectos da diversidade de árvores e que a reversão dessa degradação pode ser conciliada com demandas sociais através da restauração agroflorestal que integra diversidade de árvores nativas e geração de renda. O impacto antrópico causa mudanças nas condições biofísicas, selecionando espécies com características que permitem sua persistência em condições de degradação. Por outro lado, usos mistos da terra que amenizam os filtros biofísicos e conciliam a diversificação biológica com a multifuncionalidade socioeconômica podem reverter o processo de degradação com maior eficiência do que a regeneração passiva. Produziremos um diagnóstico sobre os diferentes aspectos da diversidade. Mapearemos estratégias prioritárias para a restauração e construiremos um sistema de ciência-cidadã para coleta e comunicação de informações úteis para tomada de decisões em busca de uma restauração economicamente viável da diversidade
Coordenadora: Sandra Cristina Müller
“Rota dos Butiazais: fortalecimento da cadeia produtiva do butiá associada à recuperação da vegetação nativa na região do Parque Estadual do Podocarpus” (Encruzilhada do Sul, RS) – FUNBIO (2021-atual)
Resumo: A Rota dos Butiazais é uma rede, coordenada pela Embrapa, que visa a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. O objetivo geral do projeto é contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva do butiá associada à recuperação da vegetação nativa do Bioma Pampa e dos ecossistemas de butiazais na região do Parque. Os objetivos específicos do projeto, vinculados às Metas do edital, estão listados a seguir. Meta 1: mapear em escala detalhada as formações vegetais e uso do solo na região do Parque, identificando áreas a recuperar; propor estratégias para a recuperação de vegetação nativa no interior e no entorno do Parque; promover restauração de áreas de campos com introdução de espécies herbáceas nativas e transplante de butiazeiros; avaliar e indicar espécies nativas com alto potencial para recuperação de campos; implantar áreas de recuperação de ecossistemas de butiazais com manejo da pecuária; elaborar protocolo de monitoramento para restauração de butiazais sobre campo nativo; verificar o potencial de armazenamento e superação da dormência de sementes de Butia odorata; realizar pesquisas para agregar valor à cadeia produtiva do butiá. Meta 2: articular uma rede de interessados no manejo da pecuária para recuperação dos butiazais na região do Parque; realizar a capacitação e formação de multiplicadores no manejo da pecuária para restauração de butiazais; realizar ações de sensibilização sobre a importância do uso sustentável dos butiazais e da recuperação ambiental com flora nativa; capacitar atores da restauração e cadeia produtiva em técnicas de recuperação da vegetação nativa, identificação de espécies em remanescentes, coleta e manejo de sementes e produção de mudas de espécies nativas. Meta 3: disseminar a produção de mudas de butiá e de espécies nativas de campo para a recuperação da vegetação nativa; capacitar as comunidades locais para organização dos atores para geração de renda a partir do butiá e outros produtos não madeireiros da vegetação nativa; difundir oportunidades da Certificação da SEMA-RS. Ao final de 18 meses, o projeto terá estabelecido bases para recuperação de campo nativo em áreas degradadas. Será implantada a recuperação de uma área do entorno do Parque, de uma área de manejo da pecuária para recuperação de butiazal e de outra área com recuperação ambiental em área de APP (com o resgate e transplante de 1000 mudas de butiazeiros). Listas de espécies prioritárias para a recuperação da vegetação campestre nativa no Bioma Pampa serão geradas, publicadas e incorporadas na plataforma WebAmbiente da Embrapa. Haverá o desenvolvimento de protocolos de uso dessas espécies na restauração de campo nativo e de butiazais no Bioma Pampa de forma geral. Com engajamento de diversos atores locais, será estabelecido um viveiro certificado no município, com treinamento de multiplicadores para a coleta de sementes, produção de mudas e recuperação da vegetação nativa. O projeto dará ênfase na sucessão geracional e participação equitativa de gênero, capacitando pessoas de diferentes idades e gêneros na inclusão sócio produtiva.
Coordenadora: Rosa Lía Barbieri
“PELD RPPN Pró-Mata: Floresta Ombrófila e Campos de Altitude do Sul do Brasil” (2020-atual)
Resumo: O projeto encontra-se dividido em oito subprojetos, listados a seguir, cada qual coordenado por pesquisadores qualificados em suas áreas de atuação. (1) Parcelas permanentes na Mata Atlântica do Sul do Brasil; (2) Biodiversidade e distúrbio por fogo em campos de altitude do Sul do Brasil; (3) Ecologia e diversidade de abelhas silvestres associadas à Floresta Ombrófila Mista; (4) Dinâmica da assembleia de aranhas da RPPN Pró-Mata; (5) Dinâmica da assembleia e estudo bioquímico-funcional de anfíbios frente a um cenário de mudanças ambientais; (6) Riqueza e composição de aves em gradiente de vegetação na RPPN Pró-Mata; (7) Dinâmica sazonal e interanual da assembleia de mamíferos da RPPN Pró-Mata; (8) Inventário e monitoramento molecular da biodiversidade da RPPN Pró-Mata. Por fim, o Sítio PELD RPPN Pró-Mata terá um forte viés de divulgação científica. Pretende-se a realização de vídeos em formato documentário sobre o projeto geral e cada de subprojeto. Os vídeos serão produzidos em formato de 15-20 minutos para depósito em conta específica do YouTube, assim como versões curtas de 1 minuto para divulgação em exposição permanente do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, com visitação anual de quase 220 mil pessoas (2019), assim como nas redes sociais.
Coordenador: Eduardo Eizirick
“Dinâmica de Florestas Atlânticas no Sul do Brasil: funcionamento e respostas a variações climáticas” FAPERGS – (2020-atual)
Resumo: A atual crise climática global afeta a estrutura, dinâmica e composição da vegetação em diferentes regiões do globo. Os efeitos variam, uma vez que fatores e condições locais, abióticos (como solo) e bióticos (características florísticas e funcionais), influenciam as respostas individuais das espécies e, consequentemente, a variação temporal de propriedades e serviços ecossistêmicos, como produção de biomassa e ciclagem de nutrientes. Dados empíricos obtidos em monitoramentos de parcelas em longo prazo são essenciais para inferir com mais propriedade sobre mudanças efetivas na dinâmica e distribuição de espécies, as quais geram mudanças nas comunidades locais e em processos ecossistêmicos a elas associados. Por isso, mundialmente tem-se ampliado o investimento no estabelecimento de redes de parcelas permanentes, especialmente em florestas pluviais tropicais. Evidências claras de estudos de longa duração na Amazônia indicam uma diminuição na capacidade dessas florestas em acumular biomassa devido ao aumento da mortalidade de árvores, que ultrapassa o aumento em biomassa observado via crescimento, ou seja, o balanço líquido em biomassa na floresta Amazônica tem diminuído ao longo do tempo. Enquanto essas iniciativas têm contribuído para o melhor entendimento da dinâmica e estrutura florestal na Amazônia, o conhecimento sobre como os biomas brasileiros extra-amazônicos vêm respondendo às mudanças climáticas é praticamente nulo. A Mata Atlântica tem seu limite Sul de distribuição sob um clima subtropical, onde as condições climáticas atuam como filtros ambientais à ocorrência de espécies mais tropicais, observando-se limites biogeográficos e padrões florísticos distintos associados a processos históricos. As características da paisagem, relevo e solo variam, mesmo em pequenas escalas espaciais, como observado na região nordeste da borda do Planalto Sul-Brasileiro, onde há zonas de transição (ecótonos) entre formações florestais da Floresta Atlântica sensu stricto (s.s.) e a Floresta com Araucária, num gradiente altitudinal de cerca de 1000 m. Diante dessas características e condições, a região do limite sul de distribuição da Mata Atlântica é especialmente crítica para estabelecimento e monitoramento de parcelas permanentes em longo prazo, já que possibilita a avaliação de mudanças temporais num gradiente altitudinal, que por sua vez estão associadas a mudanças de temperatura e mudanças florísticas. O objetivo geral do projeto é avaliar a dinâmica e o funcionamento ecossistêmico de florestas Atlânticas na região Sul da Mata Atlântica, monitorando composição, estrutura funcional e diversidade de espécies arbóreas, relacionando-as com processos, características abióticas e bióticas das comunidades, para melhor entender e predizer variações frente às mudanças climáticas globais. Primeiramente iremos avaliar comunidades de árvores em florestas Atlânticas no Sul do Brasil, considerando variações em estrutura e estoque de biomassa em relação a variáveis climáticas (precipitação e temperatura), edáficas e de contexto funcional/estrutural das comunidades, na região Sul do Brasil. Para esse primeiro diagnóstico contamos com dados exclusivos de inventários em florestas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, realizados pelo nosso grupo e por pesquisadores associado. Paralelamente à avaliação deste cenário de variação regional das florestas subtropicais, iremos ampliar a avaliação de comunidades arbóreas em parcelas permanentes já existentes, instaladas em 2009-2010 (13 sítios com 0,12 ha cada), num gradiente altitudinal na região nordeste no Planalto Sul-Brasileiro. O esforço de levantamento das espécies arbóreas nesses sítios necessita ser ampliado, para melhorar a qualidade dos dados e o poder de predição dos modelos de dinâmica florestal (passaremos para 0,34 ha em cada). Associado ao esforço de ampliar a amostragem de árvores, faremos avaliações sobre características ecossistêmicas desses ambientes, tais como qualidade e quantidade de serapilheira, atividade e composição da biota edáfica, e taxas de decomposição. Isso permitirá que dados da dinâmica florestal, em termos de mudanças na biomassa e nos indivíduos (turnover devido à mortalidade e o recrutamento), possam ser contrastados com características abióticas (clima e solo), bióticas (diversidade e composição funcional das comunidades de árvores) e características ecossistêmicas ao longo do gradiente altitudinal (de florestas Atlânticas s.s. a florestas com Araucária). Por fim, diante da grande quantidade de informações sobre atributos funcionais e performance de espécies arbóreas (taxas de recrutamento, mortalidade e crescimento por espécie), o terceiro objetivo pretende avaliar o quanto atributos funcionais de plantas predizem a performance de espécies arbóreas do Sul da Mata Atlântica, considerando espécies com padrões biogeográficos distintos (espécies com distribuição geográfica preferencialmente tropical versusespécies com distribuição preferencialmente subtropical/temperada). Acreditamos que este projeto irá ampliar consideravelmente o conhecimento ecológico sobre a estrutura, o funcionamento e a dinâmica de florestas Atlânticas subtropicais, fornecendo bases robustas para a compreensão dos potenciais efeitos da atual crise climática em serviços ecossistêmicos providos pelas florestas.
Coordenadora: Sandra Müller
“Restaurando os Campos Sulinos: avaliando técnicas, espécies e atributos funcionais para conservar a biodiversidade campestre do sul do Brasil” FUNBIO (2019-atual)
Resumo: Os Campos Sulinos são ecossistemas campestres heterogêneos de grande importância ecológica, cultural e econômica no sul do Brasil. Entretanto encontram-se grandemente ameaçados por conversão de hábitat e por espécies exóticas invasoras. A partir desse contexto, a restauração ecológica é uma alternativa viável para garantir a sua conservação e a provisão de seus serviços ecossistêmicos. No entanto, faltam estudos sobre o tema na região e ainda há muitas perguntas básicas para serem respondidas. O teste e o desenvolvimento de técnicas para restauração ecológica nos Campos Sulinos são fundamentais e urgentes. A partir desse contexto, esse projeto tem como objetivo geral contribuir para o desenvolvimento da restauração ecológica nos Campos Sulinos. Pretende-se atingir esse objetivo ao avaliar a aplicação de feno como técnica para a reintrodução de espécies nativas, medição de atributos funcionais de espécies nativas e combinações de espécies para definir espécies nativas prioritárias em projetos de restauração, bem como a divulgação científica dos resultados obtidos. O trabalho será desenvolvido com o apoio dos laboratórios de Ecologia Vegetal (LEVEG) e de Estudos em Vegetação Campestre (LEVCamp), da UFRGS. Espera-se que os resultados obtidos contribuam para o desenvolvimento da restauração ecológica nos Campos Sulinos e, consequentemente, auxiliem na conservação da sua diversidade campestre.
Coordenadores: Pedro Augusto Thomas, Sandra Müller, Gerhard Overbeck
“SISBIOTA – Biodiversidade dos campos e dos ecótonos campo-floresta no Sul do Brasil: bases ecológicas para sua conservação e uso sustentável.” CNPq (2011–atual).
Resumo: Esta Rede de Pesquisa objetiva em linhas gerais: (1) a identificação de padrões taxonômicos, funcionais e filogenéticos de organização de espécies da flora e da fauna em comunidades biológicas características dos campos sulinos e ecossistemas florestais associados, (2) a identificação de fatores de clima, solo, relevo e de uso da terra associados a esses padrões em diferentes escalas de observação, (3) a predição dos efeitos de mudanças no uso da terra, manejo pastoril e dinâmica climática sobre esses padrões e sobre os processos ecossistêmicos e serviços ambientais relacionados.
Coordenador: Valério Pillar
“Parcelas Permanentes na Mata Atlântica do Sul do Brasil: Estudos de Longa Duração em Gradientes de Altitude e de Dinâmica Florestal.” (2011–atual)
Resumo: Este projeto dá continuidade às ações desenvolvidas no âmbito do Posto Avançado Maquiné (PAM) da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. São integrantes do PAM: PPG em Ecologia da UFRGS; PPG em Botânica da UFRGS; DESMA-PGDR da UFRGS; ONG ANAMA: Secretaria Estadual do Meio Ambiente; FEPAGRO.
Estuda populações de espécies vegetais e comunidades florestais do Bioma Mata Atlântica na região sul do Brasil ao longo de gradientes ambientais e em múltiplas escalas espaciais e temporais. Prevê a manutenção e ampliação da rede de Parcelas Permanentes (PP) estabelecida na região nordeste do Rio Grande do Sul, no período de janeiro de 2008 a julho de 2010, no âmbito do projeto Pesquisas Ecológicas de Longa Duração no Sistema de Parcelas Permanentes do Corredor Mata Atlântica Sul no Nordeste do Rio Grande do Sul. Visa à representação dos tipos florestais no gradiente altitudinal e a amostragem detalhada do estrato regenerante de todas as parcelas, o que permite avaliar as respostas da vegetação às mudanças ambientais.
Coordenador: Sandra Müller
“Bases científicas para a restauração de ecossistemas campestres no Sul do Brasil.” (2011–atual)
Resumo: É um projeto de cooperação binacional entre a UFRGS e a TUM (Universidade Técnica de Munique, Alemanha) que visa o estabelecimento de uma rede de discussão entre pesquisa, planejamento ambiental e prática de conservação e restauração em Ecologia da Restauração de ecossistemas campestres, ampliando assim a base científica para restauração ecológica, manejo sustentável e proteção da vegetação campestre no sul do Brasil.
Coordenador: Gerhard Overbeck
“Restauração ecológica dos Campos sulinos: superando barreiras bióticas” (2014 – Atual)
Resumo: O desenvolvimento de modelos que consideram diferentes barreiras (thresholds) durante o processo de restauração tem se mostrado importante para um melhor entendimento do processo de restauração e para identificar os principais passos necessários para a restauração ecológica, bem como monitorar o seu sucesso (Suding et al. 2004, Robson et al. 2011). Para os Campos sulinos, tal modelo ainda não existe, e é muito questionável até que ponto conceitos desenvolvidos na restauração de sistemas florestais no Brasil podem ser aplicados, devido as diferenças fundamentais no funcionamento e na dinâmica dos dois tipos de ecossistema. Como primeiros passos para o desenvolvimento destes conceitos, pretende-se, neste projeto de pesquisa, testar diferentes métodos de restauração a fim de identificar as principais barreiras bióticas e desenvolver técnicas e estratégias adequadas para superá-las. Isso inclui a experimentação com técnicas de restauração que já estão sendo aplicadas, com sucesso, em outras regiões do mundo, tais como a transposição de feno e a transposição de leivas, bem como técnicas de controle de espécies invasoras. O projeto está sendo realizado em diferentes regiões do estado, inclusive em áreas degradadas por plantios de Pinus dentro e no entorno dos Parques Nacionais Aparados da Serra e Serra Geral e em áreas invadidas por espécies exóticas no bioma Pampa.
Coordenador: Gerhard Overbeck
“Avaliação do sucesso da restauração ecológica: indo além do componente vegetal” (2014 – Atual)
Resumo: Como as taxas globais de conversão e degradação dos ecossistemas naturais aumentam de forma constante, a Ecologia da Restauração é considerada uma área cada vez mais importante da pesquisa, ao mesmo tempo que a restauração ecológica vem se tornando uma parte essencial da política ambiental. Até o momento, a maioria dos projetos de restauração se concentraram no componente vegetal do ecossistema e, com isso, o sucesso da restauração geralmente tem sido medido principalmente pela recuperação das comunidades de plantas ao longo do tempo. No entanto, tem sido apontado que a inclusão de outros níveis tróficos e das suas interações, bem como a consideração dos serviços prestados pelos ecossistemas são fatores de alta importância para o sucesso da restauração, uma vez que a inclusão destes aspectos contribuirá substancialmente para uma melhor compreensão do processo de recuperação do ecossistema durante a restauração. Paralelamente, se estes aspectos forem inclusos, projetos de restauração poderiam ser usados para testar a teoria ecológica sobre interações entre espécies e as relações entre a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas. O objetivo desta proposta é contribuir para aspectos conceituais e metodológicos da ecologia de restauração através da inclusão da análise de diferentes níveis tróficos e as interações entre os mesmos, bem como a das funções ecossistêmicas na restauração ecológica e de medidas do seu sucesso, utilizando-se vegetação campestre como um sistema modelo. Estes objetivos serão alcançados através de workshops internacionais (o primeiro no final de Agosto de 2014 na Alemanha), intercâmbio de alunos e elaboração de artigos de revisão. Projetos de pesquisa atualmente em andamento dos diferentes grupos de pesquisa, no Brasil e na Alemanha, fornecerão a base empírica para este projeto.
Coordenador: Gerhard Overbeck
“PPBio Campos Sulinos – Vegetação Campestre” (2013 – Atual)
Resumo: Este projeto é um subprojeto da Rede de Pesquisa em Biodiversidade nos Campos sulinos, coordenado pelo Prof. Dr. Valério D. Pillar, UFRGS. Os objetivos gerais do projeto proposto correspondem aos mesmos da Rede na qual o projeto está inserido, visando em linhas gerais (1) a identificação de padrões taxonômicos, funcionais e filogenéticos de organização da biota em comunidades características dos Campos sulinos e ecossistemas associados, (2) a identificação de fatores de clima, solo, relevo, hidrografia, e de uso da terra associados a esses padrões em diferentes escalas de observação, (3) a predição dos efeitos de mudanças no uso da terra, manejo pastoril e, com o monitoramento, a dinâmica climática sobre esses padrões e sobre processos ecossistêmicos e serviços ambientais, e (4) a tradução desse conhecimento em recomendações de uso da terra e de políticas públicas para a proteção da biodiversidade. A amostragem seguirá o protocolo RAPELD (Magnusson et al. 2005), com algumas adaptações. Desta maneira, o projeto associado Vegetação Campestre , com abrangência nos estados Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e Paraná (PR), objetiva especificamente: (1) a geração de um melhor conhecimento sobre a composição e estrutura da vegetação campestre (incluindo áreas alteradas pelo uso agrícola e silvicultural) dos Campos sulinos; (2) a identificação de padrões taxonômicos, funcionais e filogenéticos de organização de comunidades campestres nos Campos sulinos, bem como a identificação de tipologias de comunidades campestres; (3) a identificação de padrões de diversidade das comunidades campestres e dos principais fatores (diferentes fatores ambientais, espaciais) que determinam a variação na composição entre locais; (4) a incorporação de material botânico das espécies campestres dos Campos sulinos nos acervos dos herbários associados às instituições participantes do projeto, desta forma contribuindo para a coleção de referência ex-situ de espécies campestres do sul do Brasil; (5) a análise dos resultados obtidos sobre padrões de organização de comunidades campestres em relação à diversidade de outros grupos taxonômicos analisados em outros projetos dentro da Rede. (6) a aplicação das informações obtidas para medidas de conservação (recomendações de boas práticas de manejo e de políticas publicas para a proteção da biodiversidade brasileira).
Coordenador: Gerhard Overbeck
“Florestas disseminadas na matriz campestre no extremo sul do Brasil: estrutura e diversidade” (2013 – atual)
Resumo: O bioma Pampa constitui-se em um mosaico vegetacional, onde predominam formações campestres, mas com frequência encontramos áreas florestais, constituídas por capões, florestas ribeirinhas ou mesmo áreas contínuas de considerável extensão. Estas florestas em geral são negligenciadas, tanto em termos de pesquisa quanto de conservação, mas importantes dada a composição de espécies que mescla origens chaquenha, pampeana, paranaense e atlântica. Com vistas a contemplar os ecossistemas florestais associados a estas formações campestres, propomos o levantamento dos componentes arbóreo e arbustivo, em oito sítios, coincidentes com os que estão sendo avaliados no projeto “PPBio Rede de Pesquisa em Biodiversidade dos Campos Sulinos”. Pretendemos ampliar o conhecimento da biodiversidade brasileira, com a descrição da composição florística e estrutura dos componentes florestais deste bioma, relacionando-os a variáveis ambientais e funcionais das comunidades. O projeto prevê a descrição de tipologias florestais associadas às formações campestres, com posterior identificação de espécies indicadoras. Além disso, utilizaremos métodos que permitem explorar as formas de organização destas comunidades, tanto com base na composição específica quanto na descrição de atributos funcionais das espécies que as compõem. Análises sobre padrões de diversidade alfa e beta também serão investigados e relacionados com características ecológicas dos sítios amostrais, sejam elas ambientais (e.g. clima, solo, relevo), ou relacionadas ao contexto da paisagem (e.g. % de conversão de hábitats e intensidade de uso).
Coordenador: João André Jarenkow
“PELD – Rede de sítios de pesquisa ecológica de longa duração nos campos dos biomas Pampa e Mata Atlântica.” CNPq (2009–atual)
Resumo: Visa o estabelecimento de uma rede de sítios de pesquisa ecológica de longa duração em ecossistemas campestres, em diferentes regiões dos biomas Pampa e Mata Atlântica, no Rio Grande do Sul. Focaliza questões científicas fundamentais para a conservação e uso sustentável dos ecossistemas campestres dos biomas Pampa e Mata Atlântica no sul do Brasil: (1) como se estruturam comunidades biológicas características desses ecossistemas especialmente em termos de padrões funcionais de organização? (2) como esses padrões de organização respondem a fatores relacionados ao manejo pastoril e à dinâmica climática? (3) como estes padrões afetam processos ecossistêmicos e serviços ambientais? Realiza experimentação com controle de fatores relacionados ao manejo pastoril em cada sítio. As respostas ao manejo, com base na comparação entre três tratamentos (exclusão de pastejo, manejo pastoril conservativo e manejo pastoril convencional) são avaliadas pelo monitoramento da estrutura das comunidades biológicas, contemplando as taxocenoses de plantas e artrópodes.
Coordenador: Valério Pillar
Projetos finalizados:
“Acessando a dinâmica florestal para fornecer diretrizes para a conservação da Mata Atlântica Brasileira” The Rufford Foundation (2018-2020)
Resumo: A estrutura e dinâmica de florestas reflete seu status de conservação e fornece importantes processos ecossistêmicos, como o estoque de carbono e a capacidade de acumular carbono. Com este projeto, buscamos avaliar a estrutura e dinâmica florestal da Mata Atlântica subtropical e os fatores bióticos e abióticos (características funcionais das plantas, variáveis climáticas e fatores edáficos) relacionados à dinâmica da floresta, através de análises do desempenho das espécies ao longo do tempo. A Mata Atlântica é um bioma florestal ameaçado, altamente fragmentado e projetado para ser fortemente afetados por mudanças climáticas futuras. Deste modo, compreender o papel desses fatores na a dinâmica da biomassa dessa floresta é urgentemente necessário.
Coordenadores: Kauane M. Bordin, Sandra Müller
“Relações entre atributos funcionais de plantas e a dinâmica temporal de comunidades e populações frente às mudanças climáticas em florestas subtropicais.” (2016-2019)
Resumo: Determinar quais mecanismos governam a estrutura e a dinâmica de florestas biodiversas, onde muitas espécies tem tamanhos populacionais pequenos e sua dinâmica temporal permanecem pouco conhecidas, é um dos principais desafios da Ecologia de Comunidades. Processos associados à variabilidade ambiental e à estocasticidade demográfica influenciam esta dinâmica, entretanto estudos demonstram que a proporção em que atuam nas comunidades é bastante variável e mais trabalhos são necessários para uma melhor compreensão. Este projeto se propõe a avaliar a dinâmica de florestas subtropicais, integrando informações sobre mudanças temporais na composição taxonômica, funcional e filogenética de comunidades de árvores, em sítios da Floresta Atlântica e da Floresta com Araucária, no Sul do Brasil, com informações de desempenho de espécies (crescimento temporal de indivíduos e taxas vitais de espécies). Propomos ainda avaliar atributos funcionais das espécies, considerando variações inter e intraespecíficas, para relacionar com as mudanças temporais e com variáveis climáticas dos diferentes sítios. As taxas de crescimento serão avaliadas considerando mudanças de curto prazo (5 anos) para indivíduos jovens (acima de 1 cm de DAP – diâmetro a altura do peito) e de longo prazo para indivíduos adultos, sendo estas últimas com avaliações dendrocronológicas. Para as espécies abundantes, iremos também considerar como a dinâmica de curto prazo varia em relação à competição dentro e entre espécies que coocorrem localmente. Além disso, destacamos que iremos comparar o desempenho das espécies e as mudanças nas comunidades a partir de avaliações detalhadas do crescimento e dos atributos funcionais de espécies aqui consideradas ‘alvo’. Estas serão divididas em espécies de origem tropical e espécies de origem temperada, as quais coocorrem na Floresta com Araucária. Assim, nossas expectativas são de poder contribuir consideravelmente para a elucidação dos processos ecológicos associados à estruturação das comunidades de árvores de florestas subtropicais. Particularmente, estamos interessados em poder contribuir com a previsibilidade de mudanças destes ecossistemas e de populações de espécies de interesse (e.g. Araucaria angustifolia e elementos tropicais da família Lauraceae) frente às mudanças climáticas globais, utilizando como base a caracterização por atributos funcionais e as relações de interações intra e interespecíficas.
Coordenador: Sandra Müller
“Estruturas taxonômica, funcional e filogenética de comunidades de plantas e a dinâmica temporal em formações de Floresta Atlântica do Rio Grande do Sul.” FAPERGS (2012–2016).
Resumo: Este projeto divide-se em duas etapas. A primeira trata da compreensão teórica da dinâmica espaço-temporal de comunidades e poderá ser utilizada como base para conservação e manejo de ecossistemas florestais. Avalia padrões de diversidade beta de espécies, funcional e filogenética de comunidades arbóreas florestais em duas escalas espaciais e dois períodos de tempo, relacionados a variação espacial e a ambiental. Abrange áreas de Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul. A segunda etapa implementará uma abordagem inovadora, que relacionará processos populacionais com padrões estruturais de comunidades de plantas. Avalia padrões demográficos em nível de comunidade, em áreas de Floresta Ombrófila Densa, baseados em sensos das espécies arbóreas adultas e amostragem das classes menores. Os dados permitirão descrever padrões de distribuição de tamanho das comunidades arbóreas, bem como uma avaliação sobre as taxas vitais (crescimento, mortalidade) das fases iniciais de desenvolvimento ontogenético das comunidades e suas relações com atributos funcionais associados ao sucesso na dispersão e estabelecimento das espécies.
Coordenador: Sandra Müller
“Partição da diversidade funcional e padrões de assembleias de árvores num gradiente altitudinal da Mata Atlântica em diferentes escalas de observação.” CNPq (2012–2014).
Resumo: Avaliação de assembleias de espécies arbóreas florestais num gradiente de altitude da Mata Atlântica no sul do Brasil, sob a abordagem de atributos funcionais, caracterizando padrões de divergência, convergência e diversidade beta funcional em três escalas de observação. Utiliza levantamentos fitossociológicos já realizados (publicados ou disponíveis à equipe do projeto) para a obtenção dos dados de desempenho das espécies em diferentes áreas ao longo de um gradiente de altitude. A partir destes dados, todas as espécies são caracterizadas por atributos funcionais, possibilitando a transferência da informação funcional da espécie para o nível de comunidades para caracterizar os padrões funcionais dentro (diversidade funcional alfa) e entre comunidades (diversidade beta funcional).
Coordenador: Sandra Müller
“Marcação e Identificação de Árvores Matrizes de Espécies Nativas em Áreas de Regeneração Florestal Avançada à Jusante do Barramento da Usina Hidrelétrica Passo Fundo – UHPF.” (2011–2013)
Resumo: Visa à identificação e a marcação de árvores matrizes, para a produção de mudas de espécies nativas pelo viveiro da UHPF, com fins de restauração ecológica em áreas da região. Além do planejamento e organização do viveiro, prevê um herbário educativo e funcional para uso local. Tractebel Energia.
Coordenador: Sandra Müller
“Restauração Ecológica de Áreas Degradadas e da Margem Ciliar do reservatório da Usina Hidrelétrica de Machadinho.” Tractebel Energia (2009–2013)
Resumo: Prevê a elaboração de dois projetos, um referente às áreas do entorno do reservatório da Usina Hidrelétrica de Machadinho, denominadas como Faixa Ciliar, e outro relacionado às áreas do antigo canteiro de obras da usina, denominadas como Áreas Degradadas. Além da elaboração teórica e prática dos projetos, executados por terceiros, envolve o monitoramento da execução das atividades e do processo de restauração em si.
Coordenador: Sandra Müller
“Dinâmica de regeneração na Mata Atlântica – Análise funcional da composição de espécies vegetais e da dispersão potencial de sementes pela avifauna em diferentes estágios sucessionais como base para o planejamento de trajetórias de restauração ecológica.” CNPq (2009-2012).
Coordenador: Sandra Müller
“Pesquisas Ecológicas de Longa Duração no Sistema de Parcelas Permanentes do corredor Mata Atlântica Sul no nordeste do Rio Grande do Sul (PLDSisPP-RS).” (2008-2011).
Coordenador: Luís Rios de Moura Baptista
