
A segurança da equipe na preparação para desastres e emergências é o primeiro e mais importante ponto a ser tratado na elaboração de planos de contingência, devendo ser a mais alta prioridade para garantir a saúde e a segurança dos envolvidos. Medidas explícitas devem ser definidas e seguidas, a fim de promover o sucesso das atividades propostas e bem-estar da equipe. A preparação adequada do recurso humano aumenta a probabilidade de que o pessoal envolvido na resposta trabalhe de forma eficiente e eficaz.1 Tal preparação irá proporcionar tanto a segurança física como psicológica em caso de ocorrer uma emergência. Para esse fim, é importante criar oportunidades da equipe aprender sobre preparação pessoal e incentivá-los a se envolver em atividades como a prática de ações de autoproteção e desenvolvimento de resiliência.
Os profissionais de saúde precisam conhecer os riscos gerais de saúde, segurança e seguridade associados a desastres e emergências de saúde pública, para que desenvolvam comportamentos que ajudem a garantir a segurança pessoal e de todos. Estes incluem medidas de redução de risco que possam ser implementadas para mitigar ou prevenir exposições perigosas em um desastre ou emergência de saúde pública. 2
Ao realizar uma avaliação relevante e sistemática de segurança e necessidades pessoais e para a equipe de resposta durante e após uma emergência, é imprescindível a identificação dos equipamentos de proteção individual (EPI) necessários, incluindo informações para a sua colocação e a execução corretas.3
Além das precauções de segurança padronizadas, precauções adicionais podem ser necessárias em eventos químicos, biológicos e radiológicos2. A COVID-19 destaca-se como um desastre por evento biológico. Nestes casos, é preciso entender os princípios e processos de isolamento, quarentena, contenção e descontaminação e auxiliar no desenvolvimento de um plano para implementação na comunidade.
Esta epidemia pela COVID-19 se destaca pela rapidez de disseminação e a severidade e as dificuldades para sua contenção, tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia pelo novo coronavírus em 11 de março de 2020, e os países estão empreendendo enormes esforços para conter o surto e reduzir sua letalidade4. A via de transmissão pessoa a pessoa do novo coronavírus ocorre por meio de gotículas respiratórias (expelidas durante a fala, tosse ou espirro) e também pelo contato direto com pessoas infectadas ou indireto por meio das mãos, objetos ou superfícies contaminadas, de forma semelhante com que outros patógenos respiratórios se espalham5.
Em um cenário de emergência de saúde pública ou desastre é preciso descrever e demonstrar corretamente as práticas de controle de infecção, como protocolos de rastreamento e sistemas de vigilância. Além de implementar precauções universais para o controle de infecção é preciso garantir a administração segura de imunização e descontaminação2. Como ainda não há imunização para COVID-19, o foco maior ainda é a prevenção.
Neste contexto, o alcance dos melhores resultados depende tanto do empenho e das ações conjuntas dos diversos estratos da sociedade, das instâncias de proteção aos trabalhadores, como da classe política em geral para combater esta crise.
REFERÊNCIAS
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