Revista Gaúcha de Enfermagem

      A Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE) foi criada em 1976, pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo como missão contribuir para a divulgação do conhecimento na área da saúde, publicando produção científica de interesse para a Enfermagem nacional e internacional.

Histórico

A RGE é a quarta publicação mais antiga no país e a primeira da área no Estado do Rio Grande do Sul.

Classificação

Na área de Enfermagem, está classificada no estrato A2 do Qualis Referência - CAPES.

Scielo

Em 2010, a RGE passou a integrar a biblioteca eletrônica SciELO (www.scielo.br/rgenf) e a partir de 2018 (v.39) a ser publicada na modalidade rolling pass, exclusivamente no formato eletrônico.

Publicação

A coleção completa está disponibilizada na plataforma OJS, desde o v.1, 1976. (www.seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/) 

2021

2021 chegou e com ele nossos Editores da RGE nos brindam com suas indicações de artigos e temáticas! 

Confiram mensalmente suas indicações dispostas a seguir 😉

NOVIDADE: os autores estarão conosco!

2020

Leitura recomendada pelo Editor 😉

Todas 4ªfeiras, um editor da RGE irá sugerir um artigo publicado na revista para leitura e discussão pela comunidade.

Acompanhe!

Prof Dr. Wiliam Wegner (Editor-Chefe substituto – Editor Associado RGE)

 

Prezad@s leitor@s

 

       Nesta semana concluiremos um ciclo de indicações semanais de leituras recomendadas pela equipe editorial da Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE). A parceria Laboratório de Ensino Virtual em Enfermagem (LEVI) e RGE teve início em 22/04/2020 com a primeira leitura recomendada e finaliza a série semanal com 34 leituras indicadas, abrangendo temas e metodologias diversificadas com uma minuciosa seleção da nossa equipe editorial. Os resultados desta parceria representam números expressivos conforme dados obtidos junto as plataformas digitais vinculados ao LEVI. No Facebook® (https://www.facebook.com/LEViUFRGS) houve um alcance de 5.276 pessoas e envolvimento de 3.358 usuários, no Instagram® (https://www.instagram.com/levi_ufrgs/)  3.791 e no site (https://www.ufrgs.br/levi/) 2.405 visualizações, representando amplo alcance e divulgação das publicações e leituras recomendadas, contribuindo para a disseminação de conhecimentos para a comunidade.

        Com o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19 foi necessário explorar diferentes estratégias de disseminação do conhecimento para manter a comunidade, em especial, os estudantes engajados no processo de aquisição de conhecimentos e exercício da habilidade de refletir sobre a práxis da equipe de enfermagem. A leitura e a consequente reflexão sobre diferentes pesquisas realizadas na área da saúde/enfermagem são oportunidades para o desenvolvimento de competências para o exercício profissional crítico e reflexivo com protagonismo e liderança destacados na atuação do enfermeiro durante o enfrentamento da pandemia em nível mundial.

        A leitura sugerida para essa semana é um estudo qualitativo publicado em 2020 sobre um tema de destaque no contexto da enfermagem pediátrica e da segurança do paciente. O título do manuscrito é Estratégia lúdica para promoção do engajamento de pais e acompanhantes na segurança do paciente pediátrico. Foi uma pesquisa-ação de abordagem qualitativa realizada com acompanhantes das crianças internadas em um hospital público de Belo Horizonte, Minas Gerais, no ano de 2018. O estudo destacou a utilização de um jogo educativo para o processo de educação em saúde dos pais de crianças hospitalizadas em relação as estratégias para o cuidado seguro, como a contextualização das Metas Internacionais de Segurança do Paciente para que a família participe e colabore com as ações de segurança que são promovidas pelas instituições de saúde. O compartilhamento de responsabilidade entre os acompanhantes da criança hospitalizada e a equipe multiprofissional é destaque para o fortalecimento da cultura de segurança. Os autores concluem o estudo refletindo sobre as potencialidades de incorporar metodologias lúdicas no processo de educação, instrução e instrumentalização dos familiares de crianças hospitalizadas para a parceria no cuidado seguro.

        A partir da leitura do estudo, desafio o público a pensar em estratégias para o envolvimento da família durante a hospitalização da família.

Como incluir o acompanhante da criança na administração segura de medicamentos?

Como explicar a importância da conferência da identificação do paciente sempre antes de qualquer procedimento?

Como empoderar a criança e sua família evitar quedas?

Estas são algumas questões que exemplificam e contribuem para o desenvolvimento de uma cultura de segurança entre os profissionais e família que acompanha a criança durante a hospitalização.

       Aproveito para convidar a comunidade a consultar o Top 100 artigos (https://analytics.scielo.org/w/accesses/list/articles?range_start=1976-01-01&range_end=2020-12-07) mais acessados da RGE na biblioteca eletrônica SciELO, você pode consultar a lista e fazer buscas interessantes no site. Confiram em: https://analytics.scielo.org/?journal=1983-1447&collection=scl

Desejamos a toda comunidade uma excelente leitura, sigam buscando temas de interesse na RGE e registre nos canais do LEVI (https://www.facebook.com/LEViUFRGS / https://www.instagram.com/levi_ufrgs/) e da RGE (https://www.facebook.com/rgenf) as reflexões oriundas dos estudos publicados.

 

Desejamos uma ótima leitura!

 

Convite a leitura de

 

Ana Karina Tanaka

  (editora RGE)

e

Fabiane Pavani

(Dda. PPGENF/UFRGS)

 

       

 

          Para a leitura dessa semana indicamos o artigo “A enfermagem e o protagonismo do usuário no CAPS: um estudo na perspectiva construcionista”, o qual traz resultados e discussões oriundas de uma pesquisa vinculada ao Núcleo de Estudos e Pesquisa em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental da importante Escola de Enfermagem Ana Nery – UFRJ.

       Ao longo da leitura, o artigo retoma conceitos que embasam as práticas psicossociais, desde a trajetória de reformulação do cuidado em saúde mental, até os desafios apontados, como o trabalho com o protagonismo, após aproximadamente 30 anos de Reforma Psiquiátrica. Corroborando para o importante e necessário entendimento sobre o que é protagonismo em saúde mental, e o papel da promoção de espaços e exercício do protagonismo dos usuários, assim como da equipe de enfermagem em garantir e/ou favorecer essas práticas de cuidado no cotidiano do CAPS.

        Ressalta-se esse estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa, em sua originalidade ao incluir como participantes técnicas/os de enfermagem que atuam na saúde mental, em colaboração com as/os enfermeiras/os, apresentando suas perspectivas diante do questionamento: como a equipe de enfermagem produz ações para promover o protagonismo do usuário no CAPS?  

           O objetivo de analisar as ações da equipe de enfermagem que promovem o protagonismo do usuário do CAPS é alcançado com êxito, à luz do referencial do Construcionismo Social, em que a principal visão trazida é sobre o modo de estar no mundo, modos de vida, e como nossas relações se tornam produtivas de diferentes modos de cuidar.

         O cuidado em saúde na direção do paradigma da Atenção Psicossocial, com os princípios da desinstitucionalização, do cuidado singular, territorial, e intersetorial, buscando como resultados a inserção social, a autonomia e a cidadania, permanece em construção, no qual a equipe de enfermagem em saúde mental demonstra possuir potencial e criatividade para a construção de ações que promovam o Ser-protagonista do usuário, para além do seu cuidado em saúde, mas como importante aspecto de garantir sua cidadania.

Ficou com curiosidade de saber quais foram essas ações para aperfeiçoar na sua prática?

 

Confira o artigo na integra!

 

Profª Dra. Aline Marques Acosta (Editora – RGE)

Dda. Walnice Jung (PPGEnf)

       

       O artigo “Nursing Now e o papel da enfermagem na pandemia e do trabalho atual” é uma reflexão teórica baseada em evidências e publicada na Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE) em 2020. Os autores são da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e discorrem sobre a campanha internacional Nursing Now como estratégia para o empoderamento dos profissionais de Enfermagem e o papel desses trabalhadores em tempos de covid-19.

        Sabe-se que a Enfermagem sempre foi protagonista na linha de frente de momentos de crise, como guerras, desastres e pandemias. No entanto, a pandemia causada pela covid-19 proporcionou maior visibilidade midiática e consciência do trabalho da enfermagem na atualidade, evidenciando, também, as precárias condições de trabalho que os trabalhadores da saúde estão expostos. Coincidentemente, a campanha Nursing Now concilia com o chamado para valorização dos profissionais de Enfermagem que neste momento atuam no combate à covid-19.

       Indicamos este artigo como leitura da semana, pois os pesquisadores trazem uma breve discussão acerca de aspectos históricos da Enfermagem e evocam como a pandemia causada pela covid-19 trouxe luz à profissão na atualidade. Identificou-se que a Enfermagem vive um novo momento com velhos problemas, como o seu adoecimento, a sobrecarga de trabalho e a desvalorização do trabalho. Entretanto, o estudo contribui para repensar estratégias de valorização da Enfermagem considerando as mudanças epidemiológicas, demográficas, sociais, políticas e econômicas ocorridas no mundo.

      Convidamos você a conhecer este estudo e refletir sobre como o cenário mundial evidencia o protagonismo dos cuidados de Enfermagem para a manutenção da vida e direito à saúde das populações e como a Campanha Nursing Now contribui com a valorização da enfermagem para superar os desafios do século XXI.

 

Desejamos uma boa leitura!

 

Profa. Dra. Cíntia Nasi

(Editora – RGE)

 

Ddo. Fabrício Soares Braga

(Doutorando PPGEnf/UFRGS)

 

        O estudo sugerido desta semana é intitulado “Relação entre espaço sociocultural e o consumo de substâncias psicoativas por adolescentes”, pesquisa extraída de uma tese de doutorado apresentado no Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O artigo debate o uso e abuso de álcool e outras drogas em adolescentes por meio da sua complexidade intersetorial que envolve a saúde, a educação, a assistência social e, inclusive, a justiça. A enfermagem pode produzir um trabalho muito importante na busca de uma maior integração desses setores por ter um trabalho essencialmente coletivo. Para isso, é necessário que esses trabalhos sejam construídos baseados na materialidade do fenômeno da adição na juventude.    

        Deste modo, é importante o estudo de literatura científica, como a pesquisa indicada, que aborde o tema em sua profundidade para não individualizar ou atuar em abordagem que medicalize problema sociais. O artigo teve como objetivo compreender a relação entre o espaço e o uso de substâncias psicoativas por adolescentes. Para isso, por meio de um estudo misto, contou com a participação de 303 estudantes no eixo qualitativo e 18 estudantes no eixo qualitativo. Os estudantes que participaram de ambos os eixos estavam matriculados ao 9° ano do ensino fundamental de Divinópolis, Minas Gerais, e tinham média de idade de 14 anos. Os resultados apontam que ter amigos que bebem e não morar nem com pai nem com a mãe são fatores de risco para o uso de substâncias psicoativas. Também assinala que a discussão do tema na escola acaba se restringindo as aulas de biologia e ensino religioso. 

        Oferecemos a leitura como forma de reflexão de um importante tema neste atual contexto pandêmico, especialmente neste momento de imposição necessária de isolamento físico o que, especialmente para os adolescentes, pode ter impactos significativos na sua saúde mental e consequente recorrência maior a substâncias psicoativas. Consideramos que é preciso incentivo ao debate da temática de modo a desmistificar o preconceito e tabus historicamente atribuídos a essa questão do uso de drogas.

 

 Esperamos que tenham uma ótima leitura. 

 

Profa. Dra. Adriana Aparecida Paz

(Editora – RGE)

 

       Para esta semana, a sugestão é a leitura do artigo de pesquisa documental intitulado “Análise dos registros de patentes na enfermagem brasileira e sua relação com o Mestrado Profissional”. Este estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense, que buscou “analisar os registros de patentes registradas na área da enfermagem no período de 2004 a 2019, relacionando com o início dos Mestrados Profissionais em Enfermagem”.

       O Mestrado Profissional em Enfermagem tem como premissa a formação de enfermeiros na modalidade strictu sensu como protagonista na proposição de mudanças diante de problemas, necessidades e barreiras vivenciados no seu cenário laboral, institucional, e/ou nacional, podendo ainda alcançar uma repercussão internacional. Tais mudanças exigem o desenvolvimento de produtos que se expressam em evidências para a qualificação da assistência, ao mesmo tempo em que suscita atitudes que reforçam o protagonismo com empoderamento, responsabilidade social, cidadã, solidária, empática e acolhedora caracterizando diversos benefícios aos usuários, instituições e sociedade. Assim, esse processo de formação vai ao encontro das tecnologias que são permeadas por inovação e criatividade para aperfeiçoamento da prática profissional em enfermagem.

      O estudo utilizou o banco de registros de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e a Plataforma Lattes para identificar as solicitações de patentes por enfermeiros. Os autores destacaram que no ano de 2015 foi obtido o maior número de solicitações de patentes e das 28 solicitações encontradas, dez eram de enfermeiros. Nesse sentido, o estudo de base documental demonstrou a importância dos registros de produtos no INPI e no Currículo Lattes pelos pesquisadores brasileiros. Esses registros possibilitam evidenciar o protagonismo da enfermagem no desenvolvimento e da incorporação de tecnologias na prática profissional.

 

Queres saber mais sobre patentes possíveis na área de enfermagem???

 

       Então, acesse este estudo e conheça os produtos encontrados pela pesquisa documental, os tipos de patentes na Enfermagem, os quais são considerados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

 

       E ainda, queremos convidá-los para uma reflexão de como podemos ampliar o nosso protagonismo na prática profissional no desenvolvimento de tecnologias:

 

No seu cotidiano de vivências profissional e/ou acadêmica, o que poderia se tornar um objeto de estudo, no intuito de trazer uma mudança significativa e de maior protagonismo na enfermagem?

 

Desejamos a todos e todas uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Anali Martegani Ferreira

(Editora – RGE)

 

Dda. Enfª Vânia Schneider

(Doutoranda PPGEnf)

 

       A leitura sugerida nesta semana é o artigo intitulado Percepções do adolescente com câncer em cuidados paliativos quanto ao seu processo de adoecimento, de autoria de  Guimarães TM, Pacheco STA, Nunes MDR, Silva LF, publicado no vol.41, 2020 da RGE.

       Este artigo discorre sobre uma temática de grande relevância para enfermagem pediátrica. Adolescentes com necessidades especiais demandam cuidados contínuos, em função de suas condições crônicas de saúde, no caso do tratamento oncológico, este exige tratamento prolongado, com a presença de procedimentos invasivos, uso de quimioterapia e/ou radioterapia, necessários para tratar a doença, mas que causam desconforto, sofrimento e dor. Dessa forma, impõem uma caminhada intensa e com muitos desafios para o adolescente e sua família.

       Neste contexto, este artigo: Percepções do adolescente com câncer em cuidados paliativos quanto ao seu processo de adoecimento, publicado no vol.41, 2020 da RGE,  reafirma que o tratamento do câncer é longo e traumático para os envolvidos. E, apesar da utilização de amplos recursos tecnológicos com finalidade curativa, em muitos casos, quando há ou não possibilidade de cura, pode ocorrer sofrimento psicológico, social, espiritual e físico no decorrer do tratamento. Assim, adolescentes diagnosticados com câncer podem se beneficiar dos cuidados paliativos na trajetória da doença, desde o diagnóstico até o desenvolvimento da doença permanecendo como tratamento exclusivo até o fim da vida.

       Assim, este estudo busca dar voz a adolescentes que vivenciam tão delicado momento, permeado por diversos sentimentos em relação a mutilações e que não se reduzem às dores físicas e emocionais, pois geram a experiência de perda e de incerteza do futuro.

       Teve como objetivo:

Compreender as percepções do adolescente com câncer em cuidados paliativos quanto ao seu processo de adoecimento.

       Trata-se de estudo exploratório, abordagem qualitativa, realizada em uma enfermaria e ambulatório de pediatria de um hospital público federal, especializado em oncologia, e que atende pessoas de todas as idades, no município do Rio de Janeiro, Brasil.

       Nesse cenário os adolescentes são atendidos por equipe multiprofissional composta por médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, assistente social e técnico em enfermagem. Contam com o apoio de professor de classe hospitalar, serviço religioso e espiritual e serviço de voluntariado que são oferecidos pelo hospital.

       Participaram do estudo nove adolescentes, com idade de 12 a 20 anos de idade, com câncer e em cuidados paliativos.

       Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário de caracterização dos participantes e um roteiro de entrevista semiestruturada, com uma pergunta aberta:

 Como é para você estar vivendo a doença oncológica diante da impossibilidade de cura?

       Para análise dos dados, utilizou-se a análise de conteúdo temática, seguindo as seguintes etapas: (1) pré-análise; (2) fase de exploração do material; (3) fase de tratamento e a interpretação dos resultados (Bardin, 2011).

       Apresentou como referencial teórico a Teoria do Relacionamento Interpessoal de Hildegard Peplau; que oferece aos enfermeiros subsídios para uma prática pautada em um relacionamento terapêutico, buscando estimular o indivíduo a enfrentar a doença e a desejar permanecer saudável.

       A partir da análise dos dados, emergiram três categorias temáticas:

  • Vivendo o momento difícil da trajetória da doença;
  • Sentindo o isolamento social e a vida parar;
  • Superando a fase difícil da doença.

 

       A análise dos dados à luz da teoria de Peplau, possibilitou a compreender o quanto a viver a trajetória do câncer e suas consequências constituiu-se um desafio para o adolescente, pois implica na interrupção de sonhos, projetos e alterações na vida social.

       A teoria das relações interpessoais de Hildegard Elizabeth Peplau, indica que o foco do cuidado deve estar além da condição do agravo à saúde, valorizando à expressão dos sentimentos do adolescente, estimulando estratégias de enfrentamento da doença.

       Compreender a percepção do adolescente com câncer em cuidados paliativos subsidia o enfermeiro para planejamento de ações de enfermagem de acordo com as necessidades do adolescente e de sua família em consonância com os objetivos terapêuticos da filosofia paliativista.

       Convidamos a todos a   leitura deste artigo, pois este contribuirá para o conhecimento sobre como os adolescentes compreendem e enfrentam esse momento delicado do tratamento e acompanhamento oncológico.

       Estimula reflexões sobre o quanto a enfermagem, ao se apropriar do modelo teórico proposto por Peplau, poderá promover meios de favorecer a reflexão dos adolescentes acerca de possibilidades de cuidado durante seu acompanhamento estimulando o enfrentamento diante do vivenciar a doença oncológica, por conseguinte as dificuldades vivenciadas durante o tratamento, as possíveis limitações e a iminência do fim da vida.

       Leva-nos a refletir ainda sobre a prática dos enfermeiros que deve buscar minimizar o sofrimento, preservando a individualidade, implementando ações que possam levar ao conforto e à qualidade de vida do adolescente.

 

Desejamos uma ótima leitura!

 

 

Prof. Dr. Luccas Melo de Souza

(Editor – RGE)

 

        Nesta semana, a sugestão de leitura é o artigo “Dificuldades para implantar estratégias de segurança do paciente: perspectivas de enfermeiros gestores”.

       A Segurança do Paciente é um tema transdisciplinar que permeia os diferentes cenários de atuação do enfermeiro. Passadas duas décadas da publicação do relatório “Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro”, as conquistas alcançadas nas mais diversas esferas permitem dizer que a segurança do paciente tem logrado avanços importantes, modificando as práticas, embora em um ritmo mais lento do que se previa. Isso porque as questões que envolvem uma cultura de segurança do paciente são complexas, multifacetadas e encontram barreiras culturais, individuais e organizacionais.

        Nesse sentido, o estudo buscou compreender as dificuldades para implantação de estratégias de segurança do paciente no ambiente hospitalar, sob a perspectiva de enfermeiros gestores. Recorrendo a uma abordagem qualitativa, foram entrevistados 72 enfermeiros gestores de quatro hospitais universitários públicos do Paraná. Os resultados foram apresentados em três categorias que refletem as dificuldades à implantação das estratégias de segurança do paciente.

        Convido você a conhecer os resultados desta pesquisa de tema relevante, bem como a refletir sobre as estratégias sugeridas pelos autores, buscando a construção de uma cultura de segurança do paciente.

 

Tenha uma boa leitura!

 

 

Profa. Dra. Michelle Dornelles Santarem

(Editora – RGE)

 

Dda. Bruna Stamm

(Doutoranda PPGEnf)

 

       A segurança do paciente em uso de dieta enteral depende do processo, vigilância e avaliação contínua de uma equipe de enfermagem demandando competências específicas para que o cuidado nutricional ocorra livre de  incidentes e de eventos adversos que podem estar relacionados.

       Incidentes relacionados à terapia nutricional enteral podem estar diretamente ligados à inserção e manutenção da sonda nasoentérica, bem como pela administração de terapêutica. Com base nesta, indicamos para a leitura semanal o artigo “Riscos da terapia nutricional enteral: uma simulação clínica”, publicado na edição especial da Revista Gaúcha de Enfermagem (vol. 41, 2020), com autoria de enfermeiras e pesquisadoras do Nursing Care Study Group (NUCAS - UFRGS) em parceria com a Facultad de Enfermería da Universidad Católica de Múrcia/Espanha.

       Os autores avaliaram se os técnicos de uma equipe de enfermagem eram capazes identificar em um cenário de simulação clínica, quais eram as potenciais complicações e/ou eventos adversos relacionados à TNE que poderiam estar associadas à sua prática assistencial. A simulação clínica é uma estratégia de ensino-aprendizagem que promove a participação ativa, unificando a teoria à prática com oportunidades para a reprodução, feedback, avaliação e reflexão dos profissionais, contribuindo para segurança e para o ação eficaz das tarefas.

        O estudo em questão concluiu que a simulação clínica permitiu que os técnicos de enfermagem identificassem riscos na prática de administração de terapia nutricional enteral e meios de minimizá-los. Esta pesquisa contribui para o desenvolvimento de práticas de educação que instiguem os profissionais de enfermagem à implementação de formas seguras da administração da terapia nutricional enteral.

 

Desejamos uma ótima leitura!

 

Profa. Dra. Rosana Maffacciolli

(Editora – RGE)

 

Indicação de leitura Revista Gaúcha de Enfermagem - RGE:

 

Qualidade de vida de mulheres acometidas por câncer de mama localmente avançado ou metastático.

 

Imagem extraída da reportagem: Amigas da Mama. Revista Radis, nº 201, Jun. 2019.

        Somando forças aos eventos do mês de outubro para conscientização sobre o câncer de mama no Brasil e no mundo, a sugestão de leitura desta semana da RGE, é o artigo: Qualidade de vida de mulheres acometidas por câncer de mama localmente avançado ou metastático. Nas mulheres, essa é uma das doenças mais frequentes e graves, estando entre os primeiros lugares que causam mais mortes por câncer para esse grupo em nosso país. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa é que a doença alcance uma incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres1. No mundo, câncer de mama e câncer de pulmão estão, concomitantemente, em primeiro lugar entre os que mais afetam as populações (11,6% dentre todos os tipos de câncer)2.

          Nos diversos níveis de atenção, as enfermeiras exercem papel fundamental nas ações para detecção precoce, tratamento, reabilitação e conforto às mulheres que passam pela experiência do câncer de mama. O artigo dá destaque original ao tema, através de uma pesquisa, realizada na cidade do Rio de Janeiro, que buscou identificar os principais domínios de qualidade de vida afetados em mulheres com câncer de mama localmente avançado ou metastático hospitalizadas; e analisar a associação entre o nível de qualidade de vida e o estadiamento do câncer.

        Ao aplicar uma escala europeia validada no Brasil para gerar as informações de pesquisa  (EORTC QLQ-C30), v. 3.0), as autoras do estudo descobriram que há reflexos do estadiamento do câncer de mama na qualidade de vida, especialmente na doença localmente avançada. A pesquisa destaca domínios como funcionamento físico, desempenho pessoal, emocional e cognitivo como os mais afetados.

         Essas são evidências de grande relevância quando se pensa em estratégias de apoio às mulheres que vivenciam a experiência do câncer de mama. Na mesma cidade onde a pesquisa foi realizada, o projeto Amigas da Mama3 é um exemplo de apoio construído a partir da mobilização popular, que une profissionais da rede pública do Sistema Único de Saúde – SUS e voluntárias no acolhimento às mulheres. No Rio Grande do Sul, iniciativa semelhante é desenvolvida pelo Instituto da Mama4.

         Como enfermeiras e enfermeiros podemos avançar sobremaneira na qualidade das abordagens terapêuticas, unindo conhecimento cintífico à humanização do cuidado, de modo colaborar na reabilitação e na promoção da da qualidade de vida dessas mulheres.

 

Boa leitura!

 

 

Referências:

  1. Instituto Nacional do Câncer. Câncer de mama. Disponível em: https://www.inca.gov.br/assuntos/cancer-de-mama. Acesso em: 03 out. 2020.
  2. World Health Organization. International Agency for Research os Cancer Cancer today. In: https://gco.iarc.fr/today/home. Avaible from: 03. Oct. 2020.
  3. Revista Radis: comunicação e saúde. Amigas da Mama. Fiocruz: Rio de Janeiro, n. 201, Jun. 2019. Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br/index.php/home/reportagem/amigas-da-mama. Acesso em: 03 out. 2020.
  4. Instituto da Mama do Rio Grande do Sul. Link: https://imama.org.br/cancer_de_mama_rs/

Prof. Dr. João Lucas Campos de Oliveira

Editor da RGE

Vice-Líder do Núcleo de Estudos sobre Gestão em Enfermagem (NEGE)

 

Enfa. Dda. Daniela Silva dos Santos Schneider

Doutoranda do PPGEnf-UFRGS

Membro do NEGE

 

         A leitura sugerida para essa semana é um estudo recentemente (2020) publicado na Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE) sobre um tema atemporal e de grande destaque mundial: a segurança do paciente. Neste caso em especial, o paciente cirúrgico, o que vai ao encontro do 2º desafio global de segurança do paciente da Organização Mundial de Saúde (OMS), dito "cirurgias seguras salvam vidas", o qual visou e visa implementação e a conscientização de práticas minimizem os riscos inerentes aos procedimentos anestésico-cirúrgicos.

         Em tempos de pandemia e frente aos próprios entraves dos sistemas e serviços de saúde, em que há redução na disponibilidade de leitos hospitalares, em paralelo à manutenção da necessidade de atendimento da população, os procedimentos cirúrgicos ambulatoriais são uma alternativa para aqueles que necessitam de atendimento. Além disso, o surgimento de abordagens cirúrgicas minimamente invasivas permitiu a redução do tempo de internação, à infecção e/ou outros eventos adversos, e ao tempo de retorno do paciente à sua rotina. No entanto, apesar da rápida passagem do paciente pelo serviço de saúde, os cuidados com a segurança da assistência devem ser mantidos.

         Ante o exposto, o manuscrito sugerido para leitura propõe a construção e a validação do conteúdo de um checklist de verificação de segurança no âmbito ambulatorial. O artigo é intitulado “Cirurgia segura: construção e validação de um checklist para procedimento cirúrgico ambulatorial” e seus autores são oriundos do estado de São Paulo.

        A partir de uma abordagem metodológica do tipo mista, os autores desenvolveram e validaram o referido checklist no ano de 2018. Para isso, o estudo foi realizado em três etapas:

1) construção do checklist baseado no instrumento da OMS e sustentação teórico-científica;

2) julgamento do checklist por um grupo de cinco juízes; e,

3) realização de pré-teste pela equipe de um Centro Cirúrgico Ambulatorial do interior de São Paulo. O resultado final do estudo é a própria ferramenta de segurança em tela, constituída de 43 itens distribuídos em cinco tópicos. Isso evidentemente é uma contribuição de teor instrumental para a segurança do paciente, da qual nos orgulhamos em ter sua divulgação mediada pela RGE.

 

Por fim, convidamos os leitores à reflexão:

 

Quais as dificuldades que podem surgir na aplicação do checklist de cirurgia segura em atendimentos ambulatoriais? Qual é o papel do Enfermeiro na implementação, monitoramento e gestão desta ferramenta de segurança?

 

Tenham uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Helga Geremias Gouveia (Editora Associada – RGE)

 

            A leitura sugerida da semana é o artigo intitulado Intervenção breve antibullying para adolescentes em escolas públicas.

            Os autores ressaltam que o bullying tem-se mostrado um problema prevalente nas escolas brasileiras e ainda, descrevem que 40% dos estudantes haviam sido eventualmente vítimas de bullying, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE).

            Esse artigo teve como objetivo avaliar os resultados de uma intervenção breve antibullying para adolescentes de escolas públicas. Autores consideram a intervenção uma ferramenta potente para a redução dos casos de bullying. Concluíram que apesar de não se confirmar a hipótese de que a inter­venção proposta diminuiria a ocorrência de bullying entre adolescentes, a necessidade de abordar o tema em escolas públicas mostrou-se evidente. Nesse sentido, falar sobre o problema, esclarecer precisamente sobre o que é o bullying, abordando-se os tipos e as formas como ocorre, faz parte do início de ações que visam promover mudanças para a prevenção do bullying escolar.

 

Desejo a todos (as) uma excelente leitura!

 

Leitura da semana RGE

 

Profa. Dra. Graziella Badin Aliti

(Editora Associada – RGE)

Dda. Talita Cassola

(Doutoranda PPGEnf )

 

        Para corroborar com a Campanha do Setembro Amarelo, remetemos a leitura da semana RGE à temática do suicídio.

        O comportamento suicida é determinado por um espectro que inclui o planejamento, a tentativa e o suicídio propriamente dito. Dados demonstram que quase 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos e, para cada suicídio, podem ocorrer até 20 tentativas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Os jovens estão entre os mais acometidos. Na faixa etária de 15 a 29 anos houve 6.659 mortes no Brasil em 2017 e 2018, conforme busca atual no TABNET/DATASUS. 

        Entre os jovens universitários, o ingresso no ensino superior representa uma fase de mudanças no convívio social e nas atividades cotidianas, mas oo mesmo tempo que proporciona autonomia e liberdade, também implica em responsabilidades frente às cobranças acadêmicas, independentemente de gênero, idade ou meio cultural.

Convidamos você a pensar sobre algumas questões:

  1. Qual é a prevalência, isto é, qual é o percentual de ideação suicida em uma amostra de estudantes universitários da área da saúde (enfermagem, fisioterapia, medicina e psicologia)?
  2. Você acha que um(a) estudante universitário(a) que não está no curso desejado tem mais risco de ideação suicida?
  3. O uso álcool, tabaco, drogas ilícitas; o fato de ter sido vítima de bullying e histórico de tentativas de suicídio têm associação com ideação suicida?

Para saber mais, a leitura indicada para a semana é “Ideação suicida em universitários da área da saúde: prevalência e fatores associados”.

        Os autores sugerem a criação de sistemas integrados de cuidados de saúde, no contexto das universidades, que contemplem ações de apoio físico, mental e de saúde acadêmica. A vivência de sentimentos que permeiam as incertezas, (des)ordens, bem como a necessidade de processos adaptativos, especialmente nesse momento de pandemia, são desafios ainda maiores para o grupo de jovens universitários da área da saúde vulneráveis à ideação suicida.

 

Desejamos à todos uma excelente leitura!

 

Profa. Dra.  Maria da Graça Oliveira Crossetti

Editora Chefe da Revista Gaúcha de Enfermagem

 

         O sentido do sofrimento e da morte, condição existencial do ser humano, nunca esteve tão presente de modo globalizado como hoje em tempos de COVID-19.

         Momento vivido pelos profissionais de enfermagem que, na linha de frente em seu ser-responsável, estão a cuidar, hoje, de vidas que amanhã poderão compor a estatística de 135000 mortes de brasileiros.

Cenário que nos remete a atemporal temática, a Morte.

        A exigência de um cuidado humano aos pacientes diante de suas angústias, e sobretudo do medo de morrer, faz com que estes profissionais experimentem reações e sentimentos distintos, apreendidos e vivenciados como seres humanos que são.

        Morte, temática sempre atualizada, mas inconclusiva. O artigo selecionado traz um olhar dos profissionais de enfermagem sobre esta facticidade e presença autêntica no encontro de cuidado.

 

Boa leitura!

 

 

MOTA, Marina Soares et al. Reações e sentimentos de profissionais da enfermagem frente à morte dos pacientes sob seus cuidados. Rev. Gaúcha Enferm. (Online),  Porto Alegre ,  v. 32, n. 1, p. 129-135,  mar.  2011 . 

 

CONVITE À LEITURA

 

Profa. Dra. Dagmar Elaine Kaiser (Editora Associada da RGE)

 

Dda. Carolina Giordani da Silva (Doutoranda PPGEnf)

 

       O contexto que estamos vivenciando no mundo desperta em nós sentimentos de medo, angústia e insegurança, inerentes a nossa condição existencial de ser diante de um cenário incerto. Sentimentos que nos remetem a buscar auxílio e amparo emocional por meio de práticas de cuidado que visam um olhar mais integral do ser humano.

       O cuidado espiritual vem ao encontro dessa necessidade, orientando os profissionais de Enfermagem e da saúde a ter um olhar atento, uma escuta ativa, o toque terapêutico e até o uso das práticas integrativas complementares na implementação da assistência.

       Ao encontro disso, a leitura sugerida para a semana é o manuscrito recentemente publicado na Revista Gaúcha de Enfermagem, vol. 41 (esp.), intitulado “Desenvolvimento de um modelo de cuidado espiritual para pacientes e familiares no adoecimento”, a fim de contribuir com pacientes e familiares no enfrentamento de situações de adoecimento.

       Importa destacar que o manuscrito trata de um estudo qualitativo, com referencial metodológico da Teoria Fundamentada em Dados (TFD), muito utilizado para construção de modelos de cuidado e desenvolvimento de teorias.

        Em conclusão, este convite à leitura é um reconhecimento, enquanto integrantes da equipe editorial da Revista Gaúcha de Enfermagem, do nosso importante papel de propiciar reflexões sobre a produção de conhecimentos da Enfermagem e da saúde que sustentam o seu fazer, visando uma assistência mais integralizada, valorizando a singularidade de cada paciente.

 

Desejamos a todos (as) uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Cecília Helena Glanzner

(Editora – RGE)

 

Dda. Bibiana Sales Antunes

(Doutoranda PPGEnf )

 

 

         Para a leitura dessa semana indicamos o artigo “Vulnerabilidades, depressão e religiosidade em idosos internados em uma unidade de emergência” que tem como objetivo identificar vulnerabilidades e a associação entre religiosidade e a presença de sinais depressivos presentes em idosos internados em uma unidade de urgência e emergência. 

         O artigo traz como resultados que os idosos diante de uma internação hospitalar ou com tendências ao isolamento, encontram-se mais sensíveis e vulneráveis aos sinais depressivos, porém não foi observada uma associação entre religiosidade e ausências de sinais depressivos nos idosos estudados. Por outro lado, a religiosidade contribui significativamente para o seu bem-estar social e pessoal.

         No contexto atual de pandemia mundial que vivemos, o distanciamento social favorece o surgimento de sinais e sintomas depressivos em idosos não somente em casos de internação, como no domicílio e, a religiosidade deve ser estimulada uma vez que pode proporcionar maior resiliência ao enfrentamento das adversidades da vida. 

Nesse sentido, o convidamos para a leitura do artigo e reflexão sobre nosso papel enquanto profissionais de saúde e como podemos contrtibuir para reduçao de vulnerabilidade de idosos no enfrentamento da Covid-19.

 

Desejamos à todos uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Jéssica M. Teles

(Editora – RGE)

 

Leitura Sugerida da Semana

 

       A temática do aleitamento materno está presente em diversos estudos tanto no Brasil, quanto no mundo. É consenso a importância desta prática para a saúde das crianças e das mulheres, sendo estimulada nos mais diversos âmbitos.

       Contudo, existem contextos e situações de saúde que dificultam a manutenção do aleitamento materno. Sabe-se que os prematuros são uma população com imaturidade fisiológica e neurológica e, estes, possuem dificuldade de sucção e deglutição.

       Apesar de apresentarem estas características estes recém-nascidos necessitam dos benefícios que a amamentação oferece.

       Neste contexto, a indicação de leitura para esta semana, aborda a prática do aleitamento materno exclusivo para prematuros e os motivos para sua interrupção após a alta hospitalar.

       Trata-se de um estudo com excelente percurso metodológico abordando este problema de saúde pública com grande relevância.

      Espero que apreciem esta leitura e que ela possa trazer a reflexão sobre estratégias de melhoria para a saúde dos recém-nascidos prematuros.

 

Desejamos à todos uma excelente leitura!

 

Profa. Carlise Rigon Dalla Nora

 (Editora - RGE)

Dda. Danusa Begnini

(Doutoranda PPGEnf - RGE)

Nesta semana, a leitura sugerida é o artigo científico publicado na Revista Gaúcha de Enfermagem: “Estudos culturais: possibilidades para pensar de outro modo a pesquisa em enfermagem”. A proposta desse estudo foi despertar no leitor modos de olhar para os objetos de pesquisa na área de enfermagem, colocando sob suspeita determinadas verdades, muitas vezes vistas como indiscutíveis em nosso campo de estudo.

        Por meio da breve apresentação de pesquisas realizadas, especialmente na modalidade de dissertações e teses, pelo Grupo de Estudos Culturais na educação em saúde e enfermagem (CULT) do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFRGS, o artigo aponta possibilidades de refletir sobre a constituição do sujeito e sua relação com as demandas culturais de uma época. Os Estudos Culturais são realizados de forma mais corriqueira nos cenários de pesquisa em Educação, contudo, a enfermagem da UFRGS possui um grupo de pesquisa presente e atuante em grande parte do quantitativo de publicações brasileiras utilizando esse referencial, especialmente em produções nacionais envolvendo os Estudos Culturais e conceitos e ferramentas do conhecido filósofo francês Michel Foucault.

        Ampliar as discussões entre as diferentes áreas dos saberes e possibilitar a divulgação de pesquisas com métodos “não tradicionais” possibilita pensar em articulações teóricas e práticas, o que permitiria, a reflexão de ideias acerca do nosso local de fala. Em especial, para a enfermagem pensar sob diferentes ângulos favorecendo a problematização e a complexidade dos debates sobre a saúde em tempos de pandemia.

 

Desejamos a todos e todas uma excelente leitura!

 

Profa. Ana Karina Rocha Tanaka

 (Editora - RGE)

Dda. Fabiane Machado Pavani

(Doutoranda PPGEnf - RGE)

 

        A leitura sugerida dessa semana é o manuscrito publicado na edição especial da Revista Gaúcha de Enfermagem (vol. 41, 2020), intitulado “Meios de trabalho do enfermeiro na articulação da Rede de Atenção Psicossocial”, com autoria de pesquisadores do Grupo de Pesquisas e Estudos em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental (GEPESM-UFRGS). O artigo teve como objetivo analisar os meios de trabalho dos enfermeiros utilizados na articulação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), mediante a realização de um estudo qualitativa, com a participação de enfermeiros, que compõem equipes de diferentes serviços da RAPS. As discussões dos resultados são trazidas à luz do referencial da Teoria Marxista de intencionalidade da atividade humana de trabalho.

          O estudo contribui com a identificação dos meios de trabalho relacionados às atividades direcionadas aos trabalhadores, ao meio ambiente e à unidade de saúde, como por exemplo: a coordenação e reuniões de equipe e o encontro com setores da assistência social, educação, etc. Há também a indicação dos contatos telefônicos, a utilização do sistema de referência e contrarreferênica e o apoio matricial como meios de trabalho relacionado à prática específica do profissional enfermeiro.

        A escolha desse artigo justifica-se pois há uma preocupação emergente, pelas organizações de saúde nacionais e internacionais, com a saúde mental da população, devido à estimativa de um “boom” de casos de saúde mental pós-pandemia. Com base em outros estudos, cerca de um terço até metade de uma população que é exposta a uma epidemia, pode vir a sofrer manifestações de sofrimento mental, devido a exacerbação dos sentimentos de medo, insegurança, ansiedade e estresse e/ou intensificar os sintomas em pessoas com transtornos mentais pré-existentes.

        Logo, a leitura indicada instiga à reflexão:

como o enfermeiro e a equipe de saúde das Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, Equipes especializadas em saúde mental, Unidades de Pronto Atendimento, Unidades de internação em saúde mental, entre outros dispositivos da RAPS, podem planejar e auxiliar na construção de estratégias para o enfrentamento precoce aos impactos na saúde mental da população a partir das vivências no período de pandemia pela COVID-19.

 

Desejamos a todos e todas uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Aline Marques Acosta

(Editora – RGE)

 

          Nesta semana, a leitura sugerida é o artigo intitulado “Comunicação no handover na terapia intensiva: sentidos e práticas da equipe de enfermagem”, publicado recentemente na Revista Gaúcha de Enfermagem (v. 41, 2020). Trata-se de um estudo qualitativo alicerçado no suporte teórico de Berlo, desenvolvido com a equipe de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital universitário do município do Rio de Janeiro.

       A escolha desse estudo se justifica pela relevância da temática frente à atual preocupação de gestores e profissionais de saúde acerca da segurança do paciente e da qualidade da assistência em cuidados intensivos, ressaltada principalmente pela pandemia causada pela Covid-19. Eventuais lacunas na comunicação entre os profissionais em situações de transferência do cuidado envolvem risco para os pacientes e, portanto, há necessidade de esforços para superá-las.

        O handover inclui a transferência da informação, da responsabilidade e da competência pela tomada de decisões clínicas sobre o paciente para outra equipe no decorrer da assistência, podendo contribuir para segurança do paciente e qualidade do cuidado. O estudo em questão abordou o handover na transferência de turnos entre as equipes da UTI, empregando-se as técnicas de observação sistemática e entrevista semiestruturada para coleta de dados.

            Os autores discorrem sobre o modelo adotado no serviço, a participação dos profissionais e os pontos positivos e negativos do processo de passagem de plantão. Ademais, salientam a ocorrência de ruídos de comunicação, como atrasos, conversas paralelas, desatenção e informações ausentes, incompletas ou equivocadas, os quais podem afetar negativamente o cuidado realizado.

            O estudo contribui para a discussão sobre a prática de handover pela equipe de enfermagem em UTI, subsidiando reflexão acerca de estratégias para uma comunicação eficaz na passagem de plantão em ambiente com pacientes graves e com tecnologias avançadas de cuidado. Seria interessante que o leitor comparasse os achados do estudo com os ruídos de comunicação vivenciados no seu ambiente de trabalho/estágio.

 

Por fim, convido a seguinte reflexão:

 

Considerando o atual cenário de pandemia causada pela Covid-19, com sobrecarga de trabalho, falta de recursos e equipes reduzidas, quais ações o enfermeiro pode realizar para reduzir os ruídos durante o handover e garantir a segurança do cuidado ao paciente?

 

Desejo a todos (as) uma ótima leitura!

 

Profa. Dra. Adriana Aparecida Paz

(Editora – RGE)

         Nesta semana, a leitura sugerida é um estudo publicado em 2019 por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) sobre um tema que vem se acirrando com o avanço de casos de COVID-19 na população brasileira. O título do manuscrito intitula-se “Comunicação de notícias difíceis na atenção básica à saúde: barreiras e facilitadores percebidos por enfermeiras”.

         O estudo destaca o cotidiano de 15 enfermeiras do sul do Brasil por meio de um delineamento qualitativo que buscou conhecer as barreiras e os facilitadores encontrados pela Atenção Básica à Saúde no momento da comunicação de notícias difíceis. Foram realizadas entrevistas gravadas em 2017 a partir de um roteiro quase estruturado. Aplicou-se a análise textual discursiva.

        As barreiras e facilidades observadas pela pesquisa foram bastante pertinentes e elucidam o cotidiano da prática profissional do enfermeiro como um grande desafio diante da comunicação de notícias difíceis na atenção primária à saúde (APS).  Os autores problematizaram aspectos relacionados a demanda, organização do trabalho, aspectos pessoais, privacidade, experiência e formação profissional, características de equipe, de funcionamento das unidades com as redes de atenção, entre outros.

         Os autores concluíram que os resultados podem ser explorados pelas instituições de ensino, de modo a fortalecer a abordagem do tema para o debate e discussão dos futuros profissionais para uma comunicação adequada e humanizada, que promova o bem-estar e conforto de que está em um momento de vulnerabilidade. Contudo, este estudo propôs uma reflexão acerca da temática para a enfermagem, mas também possibilita conhecer esse tema na perspectiva das equipes multi-, trans- e interprofissional em diversos contextos e serviços de saúde.

Queres saber mais???

Então, acesse e conheça os aspectos evidenciados pelas enfermeiras para a comunicação de notícias difíceis na unidade de saúde.

Temos a certeza que esta leitura contribuirá para o autoconhecimento e conhecimento das barreiras e facilidades da comunicação no seu serviço!

         E ainda, queremos convidar para uma reflexão da nossa prática profissional na APS:

O que você pensa, vê, escuta e sente em relação ao exercício profissional sobre a comunicação de notícias difíceis em tempos de pandemia pela Covid-19?

Desejamos a todos e todas uma excelente leitura!

Leitura Indicada da Semana RGE

 

Prof Dr. Wiliam Wegner (Editor-Chefe substituto – Editor Associado RGE)

 

 

 

 

Dda. Enfª Caren de Oliveira Riboldi (Doutoranda PPGEnf - RGE)

 

 

 

 

 

        A leitura sugerida para essa semana é um estudo de revisão publicado em 2016 sobre um tema em grande destaque nas discussões atuais. O título do manuscrito é Motivos e consequências da baixa adesão às precauções padrão pela equipe de enfermagem. Foi uma revisão integrativa da literatura realizada em sete base de dados no período entre 2005 e 2014.

       Em tempos de pandemia pela Covid-19, as questões abordadas pela pesquisa são bastante pertinentes e ainda se configuram como grande desafio, visto que problematizam aspectos relacionados à saúde do trabalhador, tais como a exposição aos riscos ocupacionais e o adoecimento no ambiente da assistência. O tema central do estudo também apresenta estreita relação com a segurança do paciente, destacando-se a necessidade do enfoque em uma cultura de segurança embasada em medidas coletivas e individuais, buscando o aprendizado e a não culpabilização do profissional envolvido em falha relacionada ao não seguimento das precauções padrão.

        A partir da questão norteadora quais os motivos da baixa adesão e da não adesão às precauções padrão e suas consequências à saúde dos profissionais de enfermagem foram selecionados 30 artigos para responder o questionamento conforme as etapas preconizadas para estudos de revisão integrativa da literatura.

        Os pesquisadores do estudo indicado salientam que as precauções padrão como higiene de mãos, manipulação e descarte adequados de material perfuro-cortante, utilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e imunização protegem os profissionais e devem ser adotadas no atendimento a todo e qualquer paciente. Identifica-se, no entanto, uma adesão abaixo do recomendável na literatura o que, em países em desenvolvimento, pode estar relacionada a deficiências na formação, comportamento de risco assumido, falta de conscientização, inadequação por qualidade e quantidade de EPIs e condições de trabalho insalubres.

       Nesse contexto, se reforça a importância da adoção de estratégias que contribuam para fortalecer a adesão às precauções padrão, como ações voltadas para melhoria das condições de trabalho, envolvendo número de profissionais adequado para o atendimento dos pacientes, disponibilidade de material e EPIs com qualidade e quantidade suficiente para o seguimento de boas práticas seguras, além da constante capacitação dos profissionais para a prestação de um cuidado seguro.

       Conclui-se que os resultados deste estudo podem ser úteis para instigar a atual prática dos profissionais de saúde acerca da adesão às precauções padrão em tempos de pandemia, considerando o cenário desafiador e complexo, com exposição diária a um vírus que tem se mostrado devastador e que depende de medidas de proteção coletivas e individuais para ser combatido.

Convidamos os leitores a uma reflexão:

considerando os já passados 120 dias de pandemia no contexto brasileiro e o elevado número (mais de 27mil) de profissionais da equipe de enfermagem contaminados, como manter uma elevada adesão às precauções padrão, concomitante a uma redução significativa do número de profissionais ativos e um aumento na complexidade dos cuidados aos pacientes hospitalizados por Covid-19?

 

Desejamos a toda comunidade uma excelente leitura e profundas reflexões com base no cenário que vivenciamos.

 

Profa. Dra. Cíntia Nasi

(Editora – RGE)

 

       A leitura sugerida para essa semana é o manuscrito publicado em 2018 na RGE intitulado Desvelando os cuidados aos pacientes em processo de morte/morrer e às suas famílias. O estudo possui abordagem qualitativa, tendo como referencial teórico a Teoria da Complexidade, na perspectiva de Edgar Morin, e como referencial metodológico a Teoria Fundamentada nos Dados (TFD). Foi desenvolvido em um hospital geral público da Zona da Mata Mineira, com enfermeiros, técnicos de enfermagem e membros da equipe multidisciplinar.

        Esse estudo foi escolhido pois em tempos de pandemia causada pela Covid-19 muito se tem refletido muito sobre o processo de morte e morrer, considerando-se que em todo o mundo milhares de pessoas já foram a óbito devido a essa pandemia. Além disso, os profissionais de saúde têm se deparado diariamente com situações de morte de pacientes, em um contexto atípico em que a família não pode estar presente fisicamente e, portanto, há a necessidade de preparo para o enfrentamento dessas situações.

       No artigo recomendado para leitura, os autores destacam que os profissionais observam os pacientes em terminalidade e seus familiares, buscando identificar suas necessidades e atendê-las. Os participantes também descrevem que interagem com os familiares dos pacientes para lhes conferir apoio, tranquilidade e conforto, demonstrando empatia e acolhimento diante do processo de morte/morrer. No estudo também é apontada a relevância do fato de os profissionais se ajudarem mutuamente diante da necessidade de lidar com os pacientes e familiares face à terminalidade e à morte.

Algumas falhas também são apontadas pelos participantes nesse processo de acompanhamento da morte e envolvem, principalmente, a falta de conhecimento dos profissionais, o distanciamento que existe entre alguns profissionais e os pacientes em processo de morte/morrer e sua família, a sobrecarga de trabalho e a falta de integração da equipe multiprofissional para o cuidado do paciente e de sua família.

Assim, consideramos que os resultados deste estudo podem ser úteis para subsidiar reflexões dos profissionais de saúde em tempos de pandemia. Além disso, podem auxiliar a compreender as condições que influenciam suas interações diante do processo de terminalidade e morte.

 

Desejamos a todos e todas uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Anali Martegani Ferreira

(Editora – RGE)

 

       A  leitura sugerida nesta semana é o artigo intitulado Dinâmica familiar e rede social de famílias de crianças com necessidades especiais de cuidados complexos/contínuos, publicado no vol.41, 2020 da RGE.

       Este artigo destaca temática de grande relevância para enfermagem pediátrica.

       Aborda sobre a dinâmica familiar e rede social de famílias de crianças com necessidades especiais de cuidados complexos.

      Destaca que crianças com necessidades especiais demandam cuidados contínuos, em função de suas condições crônicas de saúde, uso de dispositivos tecnológicos para manutenção da vida, e acompanhamento nos serviços de saúde, o que impõem necessidade de  mudanças na organização estrutural da família.

       O artigo teve como objetivo descrever a dinâmica familiar e a rede social de apoio de famílias de crianças com necessidades especiais de cuidados múltiplos, complexos e contínuos.

       Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, no qual foi utilizado o Modelo Calgary de Avaliação da Família como referencial teórico e metodológico.

       Os dados foram analisados de acordo com as três dimensões do MCAF, e apresentados nas seguintes categorias: Avaliação estrutural, Avaliação de desenvolvimento, Avaliação funcional. As categorias mostram as mudanças na rotina familiar e as necessidades de readequação dos papéis de seus membros, para melhor implementação do cuidado no domicílio.

       O MCAF possibilitou a visibilidade e compreensão sobre a organização familiar, recursos e redes de apoio das famílias de crianças com necessidades especiais de cuidados múltiplos, complexos e contínuos.

       A leitura deste artigo contribuirá para compreensão sobre a organização familiar e rede social de famílias de crianças com necessidades especiais de cuidados complexos.  

Estimula reflexões sobre o quanto a enfermagem, ao se apropriar deste modelo de avaliação identifica fragilidades e potencialidades das famílias. E, assim, deve buscar estabelecer vínculos, ofertar apoio, e intervir potencializando à família sua capacidade de prover cuidados às crianças.

 

Desejamos uma excelente leitura!

 

Prof. Dr. Luccas Melo de Souza

(Editor – RGE)

 

        Nesta semana, a sugestão de leitura dos editores é o artigo intitulado “Prevalência de delirium em pacientes de terapia intensiva e associação com sedoanalgesia, gravidade e mortalidade”. Sua escolha foi intencional, já que, atualmente, o tema delirium tem recebido destaque tanto nas discussões de profissionais da saúde quanto na mídia, em virtude da sua alta ocorrência em pacientes com COVID-19 que necessitam de prolongada sedoanalgesia por uso de ventilação mecânica.

        O delirium é uma manifestação neuropsiquiátrica proveniente de disfunção cerebral aguda potencialmente reversível, com considerável incidência em idosos e em pacientes de unidades de terapia intensiva (UTIs). O seu diagnóstico pode ser feito à beira do leito pelo enfermeiro.

         O artigo é resultado de estudo desenvolvido com 157 pacientes de duas UTIs do Hospital de Base de São José do Rio Preto, no ano de 2016. O delirium e o delirium subsindromático foram prevalentes, respectivamente, em 22,3% e 49,7% da amostra. Aponta, ainda, associações interessantes com a presença de delirium e de delirium subsindromático (não vamos entrar em pormenores para não termos “spoilers”).

         Além dos resultados diretamente relacionados ao objetivo do estudo, o artigo discute, também, sobre a fisiopatologia, critérios diagnósticos, implicações, fatores associados e o tratamento (farmacológico e não farmacológico) para o delirium.

 

         Para provocar a leitura, deixamos algumas questões relacionadas ao artigo:

 

- Houve associação de delirium ou de delirium subsindromático com mortalidade?

 

-  E com o escore preditor de gravidade?

 

- Todos sedoanalgésicos associaram-se com a presença de delirium?

 

- Quais competências o enfermeiro necessita para o manejo do delirium?

 

Desejamos uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Rosana Maffacciolli

(Editora – RGE)

 

Leitura Sugerida da Semana

 

       É com satisfação e entusiasmo que mais uma indicação de leitura dos editores da Revista Gaúcha de Enfermagem chega ao público. O artigo sugerido, nessa semana,  abrange um tema que nos instiga a pensar sobre a forma como enfrentamos eventos epidemiológicos inusitados no Brasil.

        Se hoje estamos passando por uma crise sanitária e um drama social sem precedentes com a COVID-19, pela ausência de respostas técnicas eficazes, há 5 anos, alguns grupos específicos vivenciaram algo semelhante com a epidemia do zika vírus. A doença permitiu, rapidamente, evidenciar que nem todas as pessoas estão igualmente expostas à infeção ou sofrem com suas piores consequências físicas e psicossociais.

        Com um eloquente título, o artigo “Bem corrido”: reorganização cotidiana das mães para cuidar de crianças com “Síndrome Congênita pelo Zika”,  dá indícios do que ocorreu e do que ainda ocorre no Brasil, e é a ele que chamamos a atenção para a apreciação das(os) leitor(as)es.

         O artigo embasa-se em um estudo realizado no estado da Bahia, que teve como objetivo “compreender as experiências e práticas de cuidado das mães de crianças com Síndrome Congênita pelo Zika (SCZ)”. Mulheres, em sua maioria jovens, solteiras, autodeclaradas não brancas, com baixa escolaridade, inseridas no mercado de trabalho informal ou beneficiárias de programas de transferência de renda constituíram o perfil das participantes. Elas eram mães e irmã de crianças com SCZ e, conduzidas pelos pesquisadores, produziram imagens e histórias que caracterizavam seu cotidiano de vida “bem corrido”. Aumento da carga doméstica de trabalho, cuidado com os outros filhos e compromissos relacionados à reabilitação da criança são descritos por essas mulheres. Apesar disso, como referiram os autores, elas também formavam “um coletivo desejoso de apreender sobre cuidados específicos às crianças”. O desenho a seguir, extraído do artigo, foi elaborado por uma dessas mulheres, e representa o que isso significava também em termos de responsabilização e afeto:

        Gostaríamos de compartilhar alguns insights que a leitura do texto despertou acerca do trabalho das enfermeiras e enfermeiros, sobretudo, em saúde pública. Considerando que mulheres são a maioria em termos de força de trabalho na saúde, ao nos depararmos com a situação dessas “mães de crianças com SCZ”, é possível e desejável que a mútua identificação resulte em relações terapêuticas com maior co-responsabilização e proteção das mulheres e suas famílias. Outra observação é a de que uma parcela significativa das profissionais de enfermagem se constitui de mulheres negras e, com essas, as experiências de vida compartilhadas referem-se ao racismo estrutural, geralmente desdobrando-se em histórias de discriminação, solidão e sobrecarga psicossocial no cuidado com os filhos. Ao refletir sobre isso, reconhecemos mais um elemento capaz de elevar o grau de empatia nas relações interpessoais e de acumular conhecimentos que engrandecem a profissão e que beneficiam a sociedade como um todo.

        Outro despertar refere-se à qualificação de nossas competências nos âmbitos científico, técnico e ético, diante de novos eventos clínico-epidemiológicos, a exemplo dos agravos provocados pelo zika vírus. No primeiro âmbito, as decisões clínicas pautam-se nas melhores e mais atuais  evidências científicas; em relação à técnica, cabe a garantia do melhor uso da estrutura de saúde, dos recursos sociais e do potencial técnico das equipes responsáveis pelo cuidado de indivíduos, famílias e comunidades;  no âmbito ético, prima-se pelo acolhimento e humanização nas relações terapêuticas. Em tais relações, compartilham-se alegrias, tristezas e a compreensão mútua necessária para firmar o compromisso de defesa intransigente da vida (como aprendemos com muitos teóricos da Enfermagem e da Saúde Coletiva).

        Aos autores, parabenizamos pela qualidade do texto e pela iniciativa de dar destaque ao tema. Ao público, desejamos que a leitura lhes inspire a (re)vitalizar o cuidado como constructo técnico-ético para a proteção e valorização da vida. Cuidem-se e lutem para que outras(os) tenham também as mesmas (e dignas) condições de se cuidar.

        Deixamos, para após a leitura do artigo, alguns links para acesso a  matérias interessantes sobre o tema, recentemente publicadas em alguns veículos de imprensa.

- Cinco anos após zika, crianças com microcefalia sofrem com falta de terapias e remédios devido ao novo coronavírus

CONFIRA!

- STF volta a encarar o Zika vírus, uma epidemia que não acabou:

CONFIRA!

- STF tem a oportunidade de fazer justiça para mulheres e crianças vítimas do zika

CONFIRA!

- Vítimas da epidemia do Zika e parte do grupo de risco para o novo coronavírus, crianças com microcefalia estão desassistidas na pandemia

CONFIRA!

- Sobrecarga psicológica afeta mais as mulheres na pandemia, dizem estudos

CONFIRA!

 

Uma ótima leitura!

Profa. Dra. Michelle Dornelles Santarem (Editora – RGE)

Leitura Sugerida da Semana

 

         Em época de pandemia, em que todos os esforços estão voltados para o combate e enfrentamento do novo coronavírus, as demais doenças que continuam a extrapolar os recursos de saúde não podem e nem devem passar desapercebidas em meio a tudo que está acontecendo. Sabe-se que as doenças cardiovasculares são conhecidamente causas de inúmeras internações e são responsáveis pelo aumento substancial e contínuo da procura aos serviços de saúde, dos custos, ocasionando há muito tempo colapso do sistema de saúde de um país em desenvolvimento como o Brasil.

       O artigo intitulado “Distribuição e autocorrelação espacial das internações por doenças cardiovasculares em adultos no Brasil”, publicado na RGE vol. 41, em 2020, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) do Departamento de Enfermagem do Programa de Pós-graduação em Enfermagem em Maringá no Paraná. Os autores buscaram analisar a distribuição e autocorrelação espacial das taxas de internação por doenças cardiovasculares em adultos, e verificar a correlação com fatores socioeconômicos e de saúde no Brasil.

        Foi realizado um estudo ecológico das taxas de internação por doenças cardiovasculares em adultos no período de 2005 a 2016 em que os resultados mostraram que as maiores taxas de internações foram observadas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso, com conglomerados da autocorrelação do tipo alto-alto para doenças isquêmicas do coração. Além disto as internações por doenças cardiovasculares apresentaram correlação forte com baixa escolaridade, consumo de álcool e diagnóstico de hipertensão arterial.

         Os resultados deste estudo apontam que há importantes diferenças entre a distribuição das taxas de internações por DCV nos estados brasileiros.

Vale instigar aos leitores:

Qual o efeito da pandemia por COVID-19 sobre os desfechos clínicos de admissões e internações hospitalares relacionadas às DCV a partir de um Serviço de Emergência?

         Sabe-se que doenças como a síndrome coronariana aguda, acidentes vasculares cerebrais, insuficiência cardíaca agudamente descompensada, devem ser reconhecidas precocemente tanto quanto às complicações clínicas devido a COVID-19, não podendo seus tratamentos iniciais serem adiados por conta dessa demanda excessiva de pacientes que procuram atendimento pelo coronavírus. As doenças cardiovasculares podem trazer sequelas irreparáveis e irreversíveis a saúde da população se não atendidas de forma assertiva e precoce. Fluxos devem ser mantidos no atendimento a outras causas com a mesma eficiência e agilidade comparados aos pacientes acometidos pela COVID-19. Com a pandemia do coronavírus o atendimento e acesso dos usuários de saúde que procuram aos serviços de urgências, por estas doenças e agravos de saúde, podem ficar prejudicados pela alta procura de atendimentos graves e não graves relacionados a COVID-19.

         Além disso, os usuários com sintomatologias destas doenças, por medo ou insegurança do desconhecido vírus que está a se propagar, podem vir a buscar um primeiro atendimento de forma retardada em relação a como procurariam se não estivéssemos em meio a esta pandemia.

         O artigo demonstra isso claramente, onde reforça que o número de internações decorrentes de doenças isquêmicas do coração (DIC) e as doenças cerebrovasculares (DCbV) estão associadas a fatores socioeconômicos e de saúde no Brasil e que também as taxas de IH por estas causas são e serão constantes em nosso cenário.  

        Indicadores como as internações hospitalares (IH) são imprescindíveis de serem analisados e trabalhados para verificar a real problemática dos maiores números de atendimentos frente as complicações, sugerindo a necessidade de maiores esforços para a redução da carga de doenças com intervenções preventivas e alinhamento de linhas de cuidados específicos (locais) para tais patologias.

            As doenças citadas acima continuam a onerar aos serviços de saúde em escala igual ou muito maior que a pandemia no contexto atual do país. Reforça-se a contribuição científica do artigo publicado na RGE na associação de aspectos socioeconômicos e de saúde, para adequar os processos em unidades que são referências para este tipo de paciente a fim de estabelecer o bom andamento dos fluxogramas de atendimentos de emergências clínicas decorrentes destas doenças, evitando desfechos desfavoráveis a estes pacientes sem necessidade.

         Dar continuidade em pesquisas que contribuam de forma favorável para conhecer novos padrões de cuidados em saúde após o surgimento dessa pandemia e compará-los ao atendimento destas doenças, que em sua maioria já possuem os seus protocolos estabelecidos, se torna necessário para compreender e identificar fatores preditores que interfiram nestes fluxos de atendimentos, internações hospitalares e desfechos clínicos.

         A incorporação de resultados destas futuras pesquisas pode contribuir e beneficiar não somente na prática assistencial e gerencial, mas também nos serviços de urgência, emergência, contribuindo ativamente para o aperfeiçoamento de processos e fluxos de trabalho nos cenários em que se apresenta.

 

Uma ótima leitura!

 

Prezada comunidade interna e externa da Escola de Enfermagem da UFRGS

 

       O artigo escolhido como sugestão de leitura para esta semana é intitulado “Contribuições e desafios do gerenciamento de enfermagem hospitalar: evidências científicas” e foi publicado na Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE) em 2019. Trata-se de um estudo secundário, na modalidade revisão integrativa da literatura.

       A leitura sugerida teve escolha intencional, por se tratar de um produto científico que evidencia a relevância do trabalho do enfermeiro como ator estratégico na gestão hospitalar, uma vez que sua atuação tende a qualificar o modus operandi complexo que se dá nestes espaços de produção assistencial. Ademais, os autores, que são sediados no estado de São Paulo, com frequência defendem (in)diretamente a ideia de que a gerência é ponte de racionalidade indissociável para melhores ações de cuidado direto, ou seja, é uma dimensão que não deve se distanciar do cerne da profissão, que é o cuidado de enfermagem.

       A pergunta que guiou o estudo foi: quais as evidências científicas de contribuições e desafios do gerenciamento de enfermagem na atenção hospitalar? Para respondê-la, 14 artigos científicos foram analisados, com predominância de pesquisas de natureza qualitativa. A análise dos autores foi sintetizada nas contribuições e desafios visualizados no gerenciamento de enfermagem hospitalar.

         Como contribuições, reafirma-se que o enfermeiro facilita o desenvolvimento e organização do trabalho em uma perspectiva técnico-política, ou seja, sua ação gerencial contribui tanto para atividades técnico-instrumentais que incrementam/melhoram o processo de trabalho, como também, ações eminentemente relacionais que articulam o trabalho em equipe, essencialmente por meio da liderança. Em contrapartida (e até mesmo em uma ambivalência com as contribuições), desafios como formação profissional deficitária, comprometimento na satisfação com o trabalho, sobrecarga de trabalho, necessidade contínua de manutenção da qualidade dos serviços, resolução de conflitos e ao dificuldades relacionadas ao trabalho em equipe parecem ser aspectos comuns constatados pelos estudos analisados. Isso se posta como enfrentamentos necessários a serem tomados por enfermeiros e instituições comprometidos com a gestão no âmbito hospitalar, além da responsabilidade da academia e da formação continuada.

       Na crença de que o artigo selecionado reflete uma perspectiva importante e concreta à realidade, em especial no contexto brasileiro, e que a dimensão gerencial é de inegável relevância para a identidade profissional do enfermeiro, deixo a congratulação aos autores e a forte recomendação de leitura. Além disso, votos de que estejam todos bem e com saúde.

          Atenciosamente,

Prof. Dr. João Lucas Campos de Oliveira

Escola de Enfermagem da UFRGS

Editor da RGE.

 

Profa. Dra. Helga Geremias Gouveia (Editora Associada – RGE)

 

            A leitura sugerida da semana é o artigo intitulado Estresse experimentado por mães de recém-nascidos pré-termo em unidade de terapia intensiva neonatal, publicado no volume especial da RGE em 2020.

 

            Quando a gravidez termina antes do esperado, trazendo um bebê ainda imaturo e que necessita permanecer hospitalizado em unidade de cuidados intensivos, os pais se deparam com uma situação inesperada e traumática.  O ambiente da UTI Neonatal, desconhecido e muitas vezes hostil, aliado à preocupação com as condições de saúde do bebê, e o tempo prolongado de internação hospitalar, causam forte impacto físico e emocional nos pais, desencadeando, muitas vezes, estresse em ambos. Contudo, os estudos mostram que os níveis de estresse maternos frequentemente são maiores do que os do pai.

            O artigo teve como objetivo avaliar o nível de estresse de mães de recém-nascidos pré-termo com idade gestacional ≤34 semanas, internados em terapia intensiva neonatal, determinado por meio da escala Parental Stress Scale: Neonatal Intensive Care Unit - PSS:NICU, que mensura o efeito de experiências cotidianas potencialmente geradoras de estresse parental. O conhecimento do nível de estresse da mãe dá pistas para o enfermeiro implementar ações que a auxiliem a enfrentar a internação do seu filho.

            As autoras concluíram que a utilização das melhores práticas relativas ao cuidado centrado na família resulta em ações que cooperam com o desenvolvimento da autonomia e segurança no desempe­nho do papel parental.

 

Desejo a todos (as) uma excelente leitura!

 

Com a curadoria da Profa. Dra. Graziella Badin Aliti (Editora Associada – RGE)

a leitura sugerida da semana destaca um artigo sobre Saúde do Trabalhador.

 

          O artigo Alterações respiratórias em trabalhadores: estudo de portuários avulsos, publicado na RGE vol. 38, nº4, em 2017, foi desenvolvido por pesquisadoras de três importantes Universidades Federais do Rio Grande do Sul (RS): Fundação Universitária do Rio Grande (FURG), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Federal Santa Maria (UFSM).

           As autoras investigaram a exposição ocupacional dos trabalhadores portuários avulsos (TPAs), isto é, aqueles que prestam serviços de forma eventual, sem vínculo empregatício, para várias operadoras portuárias, as quais solicitam esse serviço ao Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO).

          Estes trabalhadores desenvolvem o trabalho em terra, no cais do porto e/ou a bordo dos navios vindos de toda parte do mundo, nas áreas de capatazia, estiva, conferência de carga, vigia, dentre outras.

       Este artigo me fez brilhar os olhos, por três motivos:

  1. abordar a saúde do trabalhador em um ambiente pouco visto em periódicos de enfermagem: o porto, além de ressaltar a importância de aprofundarmos a coleta de dados relacionadas à exposição ocupacional dos nossos pacientes, para subsidiar o nexo causal dos adoecimentos respiratórios;

2. ter autoria multicêntrica, que estabelece vínculos científicos entre instituições federais, ampliando a rede de pesquisa em Enfermagem no RS;  

3. a temática em estudo combinar muito com o momento que estamos vivendo na Enfermagem, com o uso mandatório de equipamentos de proteção individual (EPIs). Assim como os trabalhadores portuários devem utilizar capacetes, óculos, máscaras, vestuário específico, vários tipos de luvas, e botas, nós, enfermeiros, especialmente por conta da COVID-19, reconhecemos que os EPIs se tornaram uma extensão do corpo de cada trabalhador da área da saúde.

O estudo situa o(a) leitor(a) no contexto laboral dos portuários e suscita algumas questões de aprendizagem:

Material particulado? Qual a relação da amônia, da ureia e do fosfato no cotidiano laboral dos portuários?

 

Você sabia que esses trabalhadores estão diariamente expostos à poeira advinda do carregamento de fertilizantes, compreendendo o ambiente portuário com potencial para gerar agravos e doenças à saúde respiratória?

Quantos trabalhadores portuários apresentaram alterações no sistema respiratório detectados por exames radiográficos e de função pulmonar?

 

 Os trabalhadores pesquisados utilizavam os EPIs indicados? (consulte a Figura 1 do artigo)

 

Será que a idade e o tempo de exposição às substâncias como os fertilizantes e a não utilização de equipamentos de proteção individuais tornaram os trabalhadores mais suscetíveis a desenvolver alterações do sistema respiratório?

Te convido a conhecer mais sobre os achados desse estudo que incluiu 695 trabalhadores, todos do sexo masculino, com tempo médio de 15 anos de trabalho em portos.

 

Importante ressaltar a necessidade de estudos de intervenção de Enfermagem, envolvendo a utilização adequada dos EPIs, tendo em vista esta  ser uma das principais medidas preventivas para auxiliar na minimização da ocorrência de alterações do sistema respiratório relacionado ao trabalho. 

 

Profa. Dra. Jéssica M. Teles (Editora – RGE) - Leitura sugerida da semana.

 

       Esta semana indico um estudo publicado recentemente na RGE e que aborda uma temática de grande relevância no que diz respeito ao cuidado materno-infantil. O aleitamento materno é um dos temas de maior discussão e de investigação científica devido aos seus benefícios já comprovados tanto para saúde das mulheres quanto das crianças. Apesar de estar claro a importância desta prática os percentuais de aleitamento materno exclusivo ainda são insatisfatórios, assim como a introdução alimentar precoce na vida das crianças com menos de 6 meses de vida.
       Este artigo aborda os fatores associados a manutenção do aleitamento materno exclusivo e também a  justificativa para introdução de outros líquidos no pós-parto tardio. Trata-se de um estudo de coorte que traz esta discussão de forma clara com excelente percurso metodológico.
       A leitura deste material certamente possibilitará ampliar a discussão sobre a temática da prática do aleitamento materno, além de chamar a atenção para nosso papel enquanto enfermeiros nas orientações às gestantes e puérperas.
 
Boa leitura e aproveitem!
 

Profa. Dra. Dagmar Elaine Kaiser (Editora Associada – RGE) - Leitura sugerida da semana problematiza a temática dos métodos e técnicas de debriefing utilizados em simulação na formação em Enfermagem.

       A leitura sugerida para essa semana é o manuscrito recentemente publicado na Revista Gaúcha de Enfermagem (vol. 41), intitulado “Métodos e técnicas de debriefing utilizados em simulação na enfermagem”, de autoria de pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo/Ribeirão Preto. O estudo buscou identificar na literatura métodos e técnicas de debriefing utilizados no processo de ensino e aprendizagem na simulação em enfermagem.

       Destaca-se a contemporaneidade da temática na perspectiva da utilização da simulação na formação em Enfermagem como um dos melhores recursos para o aperfeiçoamento da habilidade de reflexão, de raciocínio clínico e de desenvolvimento de competências profissionais. Além disso, há uma contribuição decisiva que põe o leitor em diálogo com a aplicação eficaz de métodos e técnicas de debriefing em simulação, trazendo suporte à compreensão ampla de seus fundamentos e potenciais de aplicabilidade em processos de ensino e aprendizagem de qualidade.

       Isto permite aos leitores a compreensão de que a simulação aproveita de cenários que imitam situações de saúde e adoecimento da vida real, com participação ativa e prática reflexiva dos alunos, a partir de objetivos de aprendizagem que os conduzam ao aprofundamento e complementação destas explicações, requerendo atenção do docente para três distintas fases no seu planejamento: preparação, participação e debriefing. Ou seja, preocupa como os alunos sairão do problema simulado para a reflexão e generalização do conteúdo, objeto de ensino e aprendizagem.

       Importa destacar que o manuscrito traz contribuições a partir de Revisão Integrativa que sintetizou métodos e técnicas de debriefing utilizados por docentes e enfermeiros não apenas em seus diferentes contextos e papéis, mas responde aos desafios das melhores práticas do debriefing em simulação na formação em Enfermagem no nosso tempo, incitando à compreensão de inúmeros fenômenos de saúde-doença. O cômputo dos 12 estudos primários originários das bases de dados PubMed/MEDLINE®, LILACS, Scopus e CINAHL®, a partir dos descritores “enfermagem”, “educação em enfermagem”, respectivos termos em inglês e espanhol e a palavra chave “debriefing”, nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2018, foi analisado qualitativamente e detalhado nos domínios dos principais métodos de debriefing estudados e socializados mundialmente. Sua leitura deixa fluir com clareza propriedades e contornos: debriefing Meaningful Learning; debriefing based on principles of transfer of learning; debriefing model of clinical reasoning; debriefing interprofissional, debriefing com bom julgamento; debriefing estruturado.

De toda forma, é necessário pensar os dados dessa pesquisa a partir do seu valor educacional e o ineditismo de alguns métodos e técnicas de debriefing utilizados em simulação na Enfermagem. Seja qual for o contexto, o problema/situação a ser estudado, métodos específicos requerem ser formulados de maneira clara e concreta. Esses devem, também, suportar expressões da linguagem popular ou mesmo retratarem cenários regionalizados e que enfoquem problemas socioculturais e de saúde pública típicos, pois são estas as situações que a Enfermagem se depara nos cenários da saúde e na comunidade, necessitando de explicações para o planejamento e execução de ações, na assistência à saúde e gerenciamento do cuidado.

       Com efeito, a leitura do manuscrito é bastante agradável e gera a aproximação do leitor com os processos de ensino e de aprendizagem na formação em Enfermagem, sendo o texto abordado de forma atraente, provocativa e de fácil compreensão para alunos, docentes, profissionais de Enfermagem e da saúde, pesquisadores e comunidade em geral.

       Em conclusão, historiar este convite à leitura do manuscrito é um reconhecimento da equipe editorial da Revista Gaúcha de Enfermagem, do seu importante papel de propiciar reflexões sobre a produção de conhecimentos da Enfermagem e da saúde que sustentam o seu fazer.

 

Desejo a todos (as) uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Carlise Rigon Dalla Nora (Editora-RGE)

 

Leitura sugerida da semana traz o tema da segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde.

 

       A leitura sugerida para essa semana é o manuscrito publicado em 2019 na RGE intitulado: "Segurança do paciente na atenção primária: concepções de enfermeiras da estratégia de saúde da família". Os resultados do estudo apresentam os significados atribuídos pelas enfermeiras da Estratégia de Saúde da Família (ESF) sobre a segurança do paciente; as dificuldades relacionadas ao cuidado seguro na prática dos enfermeiros e as estratégias para o cuidado seguro na atuação das enfermeiras da ESF.

       Esse estudo foi escolhido pois em tempos de pandemia causada pelo COVID-19 é fundamental pensar na segurança do paciente, diminuindo ao máximo os riscos e eventos adversos na APS. Nesse estudo, as enfermeiras citam a higienização das mãos como um dos fatores relativos ao cuidado que evita danos e riscos aos usuários. Algumas dificuldades estruturais, organizacionais/gestão e sobrecarga profissional também foram verificadas. Em relação às dificuldades estruturais, estas estavam relacionadas às condições das edificações das ESF (por exemplo: em muitas salas não existiam pias para higienização das mãos ou estas estavam sem funcionamento; não existia expurgo na unidade), além da carências de insumos. Foi relatado a falta de recursos humanos, especialmente de profissionais responsáveis pela higienização e a escassez de Agente Comunitário de Saúde. O trabalho excessivo realizado pelas enfermeiras, devido à grande demanda de usuários na unidade foi evidenciado. O estudo relata algumas situações que envolvem múltiplos fatores que podem ser potenciais causadores de danos aos usuários que acessam a ESF.

       Como fatores que colaboram para a segurança do paciente, emergiram na fala das enfermeiras preocupações com os procedimentos técnicos, com a lavagem das mãos, a não contaminação e o uso de equipamentos de proteção individual. Além da preocupação com o acolhimento do usuário na unidade e a ética profissional. Os resultados deste estudo podem ser úteis para subsidiar ações e processos de cuidados mais seguros para os usuários da APS em tempos de pandemia.

 

Desejo a todos (as) uma excelente leitura!

 

Profa. Dra. Cecilia Helena Glanzner (Editora – RGE) - Leitura Sugerida da Semana
       A leitura sugerida para essa semana é o artigo publicado recentemente na RGE (2019) intitulado: A formação continua no desenvolvimento de competências do professor de enfermagem. O artigo traz como resultados que o desenvolvimento profissional do professor como categoria, envolvem dois indicadores: a aprendizagem juntamente com o conhecimento profissional e o desenvolvimento de competências.  Estes indicadores são essenciais para a formação contínua pertinentes a essa profissão. 
       Além do mais  o desenvolvimento de competências devem estar totalmente direcionados para as necessidades dos alunos em termos teóricos e práticos, mas também para a prática de professor. Além disso, a realidade desses professores que participaram deste estudo, em Portugal, demonstraram um aprendizado através de diferentes modalidades de formação: pelas oportunidades de aprendizagem formais e informais e destacam a relevância destes processos na atividade do professor e como forma de dar resposta às necessidades dos estudantes. Os processos de reflexão em grupo e as dinâmicas de trabalhos colaborativos são determinantes para a sua aprendizagem.
       Em tempos de pandemia causada pelo Coronavírus, a qual estamos vivenciando, nós como professores possuímos desafios diários frente a esse cenário. Além de tarefas inerentes ao nosso trabalho, planejamento de nossas ações e cumprimento de metas, não podemos deixar de levantar alguns pontos que interferem diretamente em nosso desenvolvimento como profissionais. Muitos de nós temos filhos que estão realizando aulas online e exigem o nosso acompanhamento, orientações de trabalhos de conclusão de curso a distância, planejamento de aulas e  também reuniões frequentes de trabalho para alinhamentos frente ao curso ao qual fizemos parte.
 
Pensando nisso, fica o convite para esta reflexão:
 
Que tipo de aprendizagem e desenvolvimento de competências estamos adquirindo com a pandemia neste momento?
Qual o desafio do profissional professor perante este panorama de Pandemia?
Qual o desafio do profissional professor perante a busca de ferramentas inovadoras para que a qualidade de nosso trabalho não fique prejudicada?
Desejamos a todos (as) uma excelente leitura do manuscrito.   

Nesta semana iniciamos um novo projeto de disseminação do conhecimento por um importante veiculo de divulgação da enfermagem gaúcha. A Revista Gaúcha de Enfermagem por meio dos seus editores estará semanalmente recomendando leitura de artigos publicados para a comunidade.
Nesta primeira semana, a editora-chefe Profª Drª Maria da Graça de Oliveira Crossetti e o editor-chefe substituto Prof. Dr. Wiliam Wegner trazem o tema da higiene de mãos. 
Infraestrutura para higienização das mãos em um hospital universitário

O artigo traz resultados importantes sobre a importância dos serviços de saúde planejarem os insumos para que os profissionais de saúde realizem a higiene de mãos em todos os momento oportunos e recomendados. Em tempo de pandemia e de ampla discussão sobre a higiene de mãos é de grande relevância aprofundarmos os conhecimentos sobre este cuidado fundamental e essencial.

Desejamos a todos uma excelente leitura!