
Publicado em 22/11/2021
A translactação garante a nutrição do bebê e evita a necessidade de mamadeiras, ao mesmo tempo que estimula a produção do leite materno e o vínculo entre mãe e bebê
(BUENO et al., 2020).
Ambas são técnicas que consistem em amamentar o bebê através de uma sonda, junto ao seio da mãe, para que ele mame no seio e estimule a produção de leite materno. No entanto, a translactação é feita com o leite materno, enquanto a relactação é realizada com fórmula, leite animal ou leite humano pasteurizado. (SANTANA et al., 2016)


Você vai precisar de uma sonda naso-gástrica nº4 ou 6, que é encontrada em farmácias, um frasco ou seringa e fita micropore ou esparadrapo.
1- Coloque o leite em um frasco, que pode ser um copo ou uma mamadeira pequena
2- Uma das pontas da sonda, deve ser colocada dentro deste frasco
3- A outra ponta deve ficar junto ao mamilo da mãe, mas sem ultrapassá-lo, para que o bebê possa sugar esse leite.
4- Posicione o frasco na altura das mamas
5- Um pedaço de fita micropore pode fixar a sonda no seio, mas não cole em cima da aréola
6- Posicione o bebê no peito, abocanhando a aréola e a sonda.
7- Interrompa o fluxo do leite dobrando o canudo durante um minuto, a cada três minutos, para simular o fluxo natural das mamas. (BRASIL, 2013)

Vale lembrar que a mãe pode retirar o leite e guardá-lo para dar ao bebê mais tarde. No entanto, deve estar atenta ao local e ao tempo de conservação do leite.
Referências:
BUENO, Mariane Fernanda; PINTO, Manuela de Camargo; MONTES, Lorena de Godoi. O USO DA TÉCNICA DE TRANSLACTAÇÃO EM RECÉM-NASCIDOS DE PARTO DE PREMATURO. Revista InterSaúde, [S.l.], v. 1, n. 3, p. 67-74, nov. 2020. ISSN 2674-869X. Disponível em: <http://revista.fundacaojau.edu.br:8078/journal/index.php/revista_intersaude/article/view/155>. Acesso em: 13 out. 2021.
PESSOA-SANTANA, M. da C. C.; SILVEIRA, B. L. da; SANTOS, I. C. da S.; MASCARENHAS, M. L. V. da C.; DIAS, E. G. C. Métodos alternativos de alimentação do recém-nascido prematuro: considerações e relato de experiência. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 157–162, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rbcs/article/view/14607. Acesso em: 1 nov. 2021.
OLIVEIRA, T.L. MORAES, B.A. SALGADO, L.L.F. Relactação como possibilidade terapêutica na atenção a lactentes com necessidades alimentares especiais. Demetra: Alimentação, Nutrição e Saúde. 2014;9(supl.1):297-309. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/demetra/article/viewFile/10528/9708.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. Cadernos de Atenção Básica. n. 23. 2. ed. Brasília-DF, 2015. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf. Acesso em 14 out. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção humanizada ao recém nascido de baixo peso: Método Canguru: manual técnico. 2. ed., 1. reimpr. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013:204p. : il. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_humanizada_recem_nascido_canguru.pdf
BRASIL. Núcleo de Telessaúde Santa Catarina. Ministério da Saúde. Quais as orientações para o uso da técnica de relactação/translactação? 2018. Disponível em: https://aps.bvs.br/aps/quais-as-orientacoes-para-o-uso-da-tecnica-de-relactacao-translactacao/. Acesso em: 13 out. 2021.
COMO CITAR:
AMARAL, I; RIBEIRO, J; CAROLY, JG; KAFRUNI, L; RAYA, M; PEREIRA, P; SILVA, BS; VERA, J; GOUVEIA, HG; PEDRON, CD; LUIZ, CB. Translactação e relactação. Blog LEVi@enf2021(viewed 22November2021) Avaliable from: https://www.ufrgs.br/levi/translactacao/#page-content
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