
Publicado em 24/11/2021
Taquipneia ocorre quando, em repouso, a frequência respiratória do bebê atinge mais de 60 movimentos por minuto (mpm). A Taquipneia Transitória do Recém Nascido (TTRN) ou síndrome do pulmão úmido é caracterizada por um desconforto respiratório leve a moderado, geralmente de evolução benigna, decorrente de uma demora na absorção do líquido pulmonar após o nascimento.
Desde a 17ª semana de gestação, os bebês produzem um líquido pulmonar muito importante para o desenvolvimento das vias aéreas. No parto, esse líquido pulmonar para de ser produzido e começa a ser reabsorvido para dar espaço para o ar que virá em seguida. Na TTRN, não ocorre a plena reabsorção do líquido pulmonar como deveria e o bebê bebê não consegue reabsorver o líquido pulmonar.
Na maioria das vezes, o bebê não consegue reabsorver o líquido pulmonar devido alguns problemas ou fatores de risco que aconteceram na gestação:


O diagnóstico inicial é clínico, ou seja, pelos sintomas que o recém-nascido apresenta. Se após seis horas não houver melhora, se realiza alguns exames para descartar outras doenças como pneumonia ou síndrome da angústia respiratória, que possuem sintomas muito parecidos com a TTRN. Os exames feitos são:

Fonte: Exame, 2016.
O tratamento é de suporte e envolve administração de oxigênio e monitoramento do mesmo no sangue ou oxímetro de pulso com resolução do quadro habitualmente em dois a três dias.
Com menos frequência, bebês com TTRN exigem pressão positiva contínua das vias respiratórias (CPAP) que reduz a necessidade de ventilação mecânica invasiva. Em alguns casos, é necessário o uso da ventilação mecânica, quando o recurso da ventilação convencional não é suficiente.
Para prevenir a TTRN é importante ter um pré-natal adequado (iniciar o acompanhamento logo quando souber da gravidez, realizar no mínimo seis consultas ao longo da gestação, fazer os exames solicitados pelo médico) e evitar marcar cesariana antes do início do trabalho de parto.
No pré-natal a enfermagem é uma peça fundamental para identificação precoce do recém-nascido com taquipneia transitória evitando assim quadros mais graves. O enfermeiro é quem acompanha o RN 24h por dia, por isso, ele auxilia no tratamento ao realizar algumas medidas:
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção À Saúde Departamento de AçõesProgramáticas Estratégicas. Atenção à Saúde do Recém-Nascido: guia para os profissionais desaúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
KIMURA, Amélia Fumiko; YOSHITAKE, Ana Paula Moracci; BUENO, Mariana; BELLI, MariaAparecida de Jesus. Avaliação da função respiratória do recém-nascido no período neonatalimediato. Revista Brasileira de Enfermagem, [S.L.], v. 62, n. 6, p. 850-855, dez. 2009. FapUNIFESP(SciELO).
MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Secretaria de Atenção à Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido. 2. ed. Brasil: [s. n.], 2012. 202 p. v. 3.
PREMATURIDADE (Brasil). Taquipnéia Transitória. Brasil, 2021. Disponível em:https://www.prematuridade.com/index.php/interna-post/taquipneia-transitoria-8031. Acesso em:12 out. 2021.
COMO CITAR:
JUNIOR, JECC; SOUZA, JPS; FREITAS, JWS; OLIVEIRA, KLR; NUNES, LK; RODRIGUES, LLB; SILVA, BS; VERA, J; GOUVEIA, HG; PEDRON, CD; LUIZ, CB. Taquipneia transitória do recém-nascido. Blog LEVi@enf2021(viewed 24November2021) Avaliable from: https://www.ufrgs.br/levi/ttrn/#page-content
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