Galvanômetro de Corda

O galvanômetro é um instrumento usado para medir a atividade elétrica dos tecidos, cuja resistência é alta e a diferença de potencial é muito pequena. Baseia-se no princípio de que um ímã suspenso, rodeado de um fio condutor, desvia-se segundo a direção e proporcionalmente à intensidade da corrente que passa pelo fio. O galvanômetro de corda foi criado em 1903 por Einthoven, tendo a “corda” como elemento essencial. A corda é um fio de platina ou quartzo extremamente fino e o desvio da corda indica o valor da corrente.

Foi usado para estudar a atividade elétrica no coração e no sistema nervoso. Representa a parte essencial do eletrocardiógrafo de corda de Einthoven. É constituído por um eletroímã muito potente, formado por duas grossas bobinas que cercam os pólos de ferro doce. O espaço entre as peças polares do galvanômetro é muito pequeno o que cria, assim, um campo magnético consideravelmente grande e dá ao galvanômetro o máximo de sensibilidade e rendimento.

A vantagem do galvanômetro de corda é que a inércia é praticamente nula. Um galvanômetro é a base de amperímetros e voltímetros analógicos e muitos outros instrumentos desenvolvidos posteriormente.

Foto por Anthonio C. Trindade

O nome galvanômetro foi cunhado por André Marie Ampère, em homenagem ao pesquisador italiano Luigi Galvani, que em 1871 descobriu que a estimulação elétrica provocava a contração muscular na pata da rã.

Einthoven ganhou o prêmio Nobel em 1924 por ter estabelecido as bases do estudo eletrocardiográfico.

Ilustração e descrições contidas no livro Lições de Técnica Fisiológica, de Jayme Domingues (3a e 30a lições, p. 55 e 213).