A última live do coletivo @ufrgs.cepac, Capacitismo e Racismo, e o artigo de Danielle Scholz para o jornal da Ufrgs é a deixa para anunciarmos a mudança no nome do nosso núcleo:
Antes éramos NEPAR-PSI, Núcleo de Extensão e Pesquisas Antirracistas.
Agora somos NEPARC, Núcleo de Extensão e Pesquisas AntiRracistas e AntiCapacitistas.
E POR QUÊ?
Porque nosso coletivo contempla direta e indiretamente a interseccionalidade entre racismo e capacitismo.
Nossas ações, por meio de projetos como Afroconto, Saúde da População Negra e CEPAC trabalham na construção de práticas antirracistas e anticapacitistas. Através da Educação Popular, aprendemos e trocamos saberes com as comunidades e com as trabalhadoras(es) das políticas públicas.
Segundo Silvio Almeida,
o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento, e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.
(ALMEIDA, S. Racismo Estrutural, 2019)
E segundo a ativista acadêmica interdisciplinar e professora estadunidense Fiona Kumari Campbell,
o capacitismo é uma rede de crenças, processos e práticas que produz um tipo particular de compreensão de si e do corpo (padrão corporal), projetando um padrão típico da espécie e, portanto, essencial e totalmente humano. A deficiência para o capacitista é um estado diminuído do ser humano.
(CAMPBELL, F. Ableism as a transformative practice, 2014)
O NEPARC acredita na construção de profundas mudanças sociais através de políticas públicas emancipadoras, ações afirmativas e da universidade pública e gratuita.
E VOCÊ?

[ Postagem no Instagram @neparc ]
[…] deixava poeira no ar. O crescimento do CEPAC e da luta anticapacitista tensionou: não é de se mudar o nome do núcleo para […]