Quem somos

O Novembro Negro remete à luta e resistência da população negra no Brasil, assim como à criação, na década de 1970, do Dia da Consciência Negra (20 de Novembro). Desenvolvida pelo Movimento Negro do Rio Grande do Sul a data e as questões atreladas a ela, se espalharam pelo Brasil, sendo oficializada em 2011 pelo Governo Federal. O Novembro Negro se mostra como uma forma de representar, lembrar e fazer referência às origens do povo negro, assim como de realizar denúncias, análises e proposições relativas às diversas temáticas abordadas. O Novembro Negro na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS ocorre desde 2017 através da organização de uma agenda unificada com o objetivo de fortalecer a luta diária pela equidade étnico-racial no ambiente acadêmico.

A programação do Novembro Negro 2020 na UFRGS teve início no dia 23 de outubro e irá até o dia 8 de dezembro com a realização de mais de 50 atividades diversificadas que abrangem toda a comunidade, tanto no âmbito acadêmico, como para além dos muros da Universidade. Neste ano, com a pandemia da COVID-19, ficou ainda mais evidente a necropolítica voltada à população negra, através de questões como os ataques ao Sistema Único de Saúde – SUS, o corte de verba para o auxílio emergencial, o aumento do desemprego e da violência contra a população negra, as tomadas de decisões sem o amparo científico e o abandono das periferias neste momento crítico, sendo estas jogadas à própria sorte. Com isso, se revela a importância e a urgência de ações como o Novembro Negro na UFRGS que fortalecem o afeto e o “aquilombamento”, reforçando o processo de cuidado mútuo entre a população negra.

As ações desenvolvidas para 2020, tais como webinários, lives, declamação de poesias e mini-cursos têm em comum nos seus conteúdos uma agenda com pautas antirracistas, feministas, de gênero e sexualidade e de reforço da identidade e valorização da cultura da população negra. Serão abordados temas como o racismo estrutural, racismo institucional, genocídio e etnocídio, juventude da população negra e comunidades quilombolas, através de atividades desenvolvidas junto a professores, servidores técnico-administrativos, alunos, pesquisadores, lideranças comunitárias, entre outros, em uma relação horizontal, levando a universidade a exercer seu papel social.

 

IDENTIDADE VISUAL

 

 

No logotipo foi utilizada uma acrobacia de capoeira como referência visual e o símbolo adinkra Sankofra. Acreditamos que a capoeira representa a todos nós a luta, a ancestralidade, a resistência, o recontrole de nossos corpos e assim, de nossa narrativa,  enquanto o símbolo Sankofra representa o retorno para adquirir conhecimento do passado e sabedoria.