
Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste 8 de março, repercute a luta de mulheres do mundo inteiro por igualdade. A data tem significativa importância no Brasil, sobretudo diante do ainda crescente e desfavorável número de mulheres desempregadas e da diferença de ganhos salariais. De acordo com dados do IBGE, as mulheres ganham o equivalente a 75% dos salários médios pagos aos homens, ainda que detenham – em média – maior grau de escolaridade que estes.
Presente em todos os cenários da vida social brasileira, a presença das mulheres na Arquivologia e seus impactos é tema ainda pouco debatido. Alguns dados, entretanto, apontam que as mulheres são maioria no cenário arquivístico nacional. Segundo Gomes & Tavares (2017), as mulheres ocupam 62% dos cargos de arquivista na Força Aérea Brasileira, por exemplo. Outras diversas pesquisas sobre o perfil do egresso de cursos de Arquivologia apontam que a predominância de mulheres na área é grande. De acordo com Lima & Pedrazzi (2015), só no curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria 73% dos egressos são mulheres.
O tema ainda comporta pesquisas mais elaboradas, sobretudo a respeito da inserção destas profissionais no mercado de trabalho e a respeito do impacto da presença feminina na produção teórica e prática na área. No ano passado, em São Paulo, o I Seminário Internacional Arquivos, Mulheres e Memória também debateu outro aspecto importante do tema: a presença das mulheres nos fundos e nas funções arquivísticas – ponto nem sempre discutido com a devida importância.
Como saudação às mulheres por seu Dia Internacional, o PAPEArq deseja que tais temáticas sejam debatidas, que novos indícios possam ser investigados e que as mulheres de todo o mundo possam usufruir, cada vez mais, do espaço que lhes é de direito.
