Para proferir sua Aula Magna o PGDREDES, o Bacharelado em Desenvolvimento Regional e o curso de Engenharia de Gestão de Energia trazem a Dr.ª Juliana Klas, professora do Departamento Interdisciplinar do Campus Litoral Norte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DIDA/CLN/UFRGS) e presidente da Sociedade Brasileira de Planejamento Energético (SBPE).
“Comunidades em transição: o poder do planejamento energético local!” será o tema do evento, que acontecerá no dia 20 de março, a partir das 18h30min, na sala 104 do prédio 61503, no Campus Litoral Norte.
A sociedade moderna depende amplamente da energia elétrica nos setores comercial, residencial e industrial. No Brasil, esse serviço é regulado pela ANEEL, com energia proveniente majoritariamente de grandes centrais conectadas ao Sistema Interligado Nacional.
A transição energética começa nas comunidades locais.
No Rio Grande do Sul, segundo o Balanço Energético Nacional de 2023, a matriz energética é composta por: hídrica (59%), eólica e térmica (18% cada) e solar fotovoltaica (6%). Contudo, a energia solar opera principalmente no modo on-grid, sem sistemas de armazenamento.
Descentralizar a energia é democratizar o poder.
É urgente um planejamento energético municipal que considere as dimensões sociais e ambientais do desenvolvimento sustentável, não apenas os aspectos técnicos. Pesquisas indicam que cidades bem geridas energeticamente também são mais resilientes.
Cada comunidade que planeja sua energia constrói seu próprio futuro.
A resiliência energética é crítica, pois enquanto o setor contribui para as emissões de GEE, também sofre impactos diretos das mudanças climáticas. Para o Rio Grande do Sul, construir essa resiliência demanda iniciativas colaborativas entre universidades, municípios e setores econômicos, apoiadas por políticas robustas.
A verdadeira sustentabilidade nasce da participação local.
O monitoramento de indicadores de resiliência pelas comunidades é fundamental para desenvolver estratégias que tornem o território mais sustentável e menos vulnerável a eventos climáticos extremos. Nesse contexto, as “Comunidades em transição” emergem como protagonistas de mudança, demonstrando que o planejamento energético local possui o poder transformador necessário para construir territórios resilientes, participativos e preparados para os desafios climáticos do futuro.
Estas são as centralidades das discussões deste evento!

