Plenário do Senado Federal durante sessão de debates temáticos destinada a discutir o papel da ciência, tecnologia e inovação na prevenção e mitigação de futuros desastres e enchentes no Rio Grande do Sul e, na oportunidade, homenagear as vítimas dessa tragédia.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado, disponível em https://www12.senado.leg.br/fotos.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado, disponível em https://www12.senado.leg.br/fotos.
O professor Lélio Brito, atual coordenador do Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil – PPGCI, foi um dos quatro oradores da sessão temática do Senado realizada em 16 de junho, que teve como foco “o papel da Ciência, Tecnologia e Inovação na Prevenção de Desastres e Enchentes no Rio Grande do Sul”. O encontro reuniu autoridades como a reitora da UFRGS, Marcia Barbosa, especialistas do INPE, CEMADEN, INMET e o próprio Prof. Lélio Brito, para discutir estratégias de mitigação baseadas em evidências científicas.
Em sua explanação, Brito ressaltou a importância da engenharia resiliente para enfrentar eventos climáticos extremos que afetaram o estado, especialmente as enchentes de 2024. Ele citou exemplos concretos, como a reconstrução da pista do Aeroporto Salgado Filho, destacando pesquisas na UFRGS com materiais que podem ampliar a capacidade resiliente das vias, como a adoção de asfaltos autorregenerativos e a integração de sensores que convertem deformações em energia elétrica. “Cidades inteligentes e resilientes não são mais desafios do futuro – são necessidades urgentes do presente”, afirmou, defendendo ações imediatas para assegurar soluções sustentáveis e eficientes.
O debate trouxe uma visão integrada sobre estratégias de prevenção, com ênfase na resiliência de infraestrutura, sistemas de alerta e planejamento territorial. Brito complementou a análise com propostas voltadas a usos inovadores da engenharia civil e tecnologia aplicada em campo, como sensores em rodovias e pavimentos que se recuperam depois de eventos extremos, reforçando a mensagem de que a tecnologia deve estar a serviço da proteção social e ambiental.
A sessão foi encerrada com recomendações para a criação de um “Centro de Resiliência Sustentável” na UFRGS, reforçando o protagonismo da academia no enfrentamento de crises climáticas locais. A fala de Brito reforçou a necessidade de políticas públicas fundamentadas em ciência e tecnologia, com participação efetiva de universidades, para prevenir tragédias naturais e proteger a população.