
O livro é a concretização de um plano alentado desde os primeiros anos de funcionamento do programa: uma publicação com textos de mestres/as formados no ProfHistória. O livro apresenta uma problemática transversal, constituinte da identidade de nosso programa, que pode ser sintetizada no seguinte questionamento: que práticas o ensino de história pode propor em prol da formação cidadã de estudantes da educação básica frente aos maiores desafios contemporâneos? Desta forma, os três eixos privilegiados no livro em torno da práxis docente em história, entendida aqui simultaneamente como prática teorizada e teoria praticada, não poderiam deixar de incidir em problemáticas maiores do nosso tempo: Perspectivas decoloniais, educação antirracista, gênero e sexualidade.
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Este grupo de estudos resulta de uma parceria entre o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, NEAB-UFRGS, e a organização popular GEL Cultura Africana, sediada no Bairro Restinga, em Porto Alegre. Em conversa com Mestre Cica de Oyó, que ministra aulas de língua yorùbá em escolas e em estabelecimentos religiosos da tradição afro-riograndense do batuque, surgiu a ideia de se criar um espaço de discussão cujo foco estivesse dirigido para as matrizes africanas da cultura yorùbá.
Para a montagem deste sítio eletrônico, contamos com o apoio institucional e financeiro do curso de Mestrado Profissional em Ensino de História – Núcleo do Rio Grande do Sul.
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Quando o primeiro volume da Coleção Indocências foi publicado em março de 2021, esperávamos contribuir com dois dos preceitos do Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória): intensificar o diálogo entre a universidade e a escola e melhorar o ensino de história. Como crianças que crescem e ganham o mundo, a obra circulou pelo Brasil, em exemplares físicos e virtuais, disseminando nossa “rebelião indocente” frente ao ensino discriminatório, excludente, preconceituoso, violento. Eis que entregamos um novo volume, dedicado às culturas digitais em
seus diálogos com o ensino de história, sem deixar de atender às diferenças e
desigualdades – tema do primeiro volume.
