2006
Doutorando(a): Ronaldo de Azambuja Ströher
Título: ” LIÇÕES ALBERTIANAS PARA A TEORIA E A PRÁTICA DA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA”
Área de Concentração: Teoria, História e Crítica de Arquitetura
Orientador: Cláudio Calovi Pereira, Arq. Ph.D.
Data da Defesa: 22/05/2006
Banca Examinadora :
Sylvio Arnoldo Dick Jantzen, Arq. Dr.- UFPEL/FAU
Cláudia Piantá Costa Cabral, Arq. Dra. – UFRGS/PROPAR
Luis Henrique Haas Luccas, Arq. Dr. – UFRGS/FAU
Rogério de Castro Oliveira, Arq. Dr. – FAU/UFRGS
Conceito Atribuído : A
Resumo da Tese:
Este trabalho se fundamenta na constatação da importância que os aspectos artísticos desempenham na produção e na apreciação da arquitetura, qualificando-a ao mesmo tempo em que problematizam seu ensino e sua avaliação. Considerando essa ambivalência como um traço distintivo que resiste há muito tempo à tentativa de objetivar a disciplina, o processo da subjetividade na arquitetura é aqui abordado a partir de um personagem do Renascimento, época em que efetivamente se estabelece e se consolida a crítica arquitetônica.
Leon Battista Alberti, na condição de autor do primeiro tratado de arquitetura do período e de obras que contribuíram para as transformações estéticas de seu tempo, nos mostra, através da teoria e da prática profissional, a atualidade de uma postura que assume as incertezas que caracterizam a disciplina.
Doutorando(a): Sílvio Belmonte de Abreu Filho
Título: Porto Alegre como Cidade Ideal. Planos e Projetos Urbanos para Porto Alegre
Área de Concentração: Teoria História e Crítica da Arquitetura
Orientador: Cláudio Calovi Pereira, Prof. Ph.D
Data da Defesa: 26/08/2006
Banca Examinadora :
Denise Pinheiro Machado, Arq. Dra.
Rogério de Castro Oliveira, Arq. Dr.
Cláudia Cabral, Arq. Dr.
Fernando Diez, Dr.
Conceito Atribuído : A com recomendação para publicação, sem correções.
Resumo:
A partir de um quadro conceitual que situa a cidade e sua arquitetura como objeto autônomo, o trabalho enfoca Porto Alegre como cidade ideal, pelo estudo de seus planos e projetos urbanos. Eles foram considerados como textos instauradores da Arquitetura, na categoria dos escritos urbanísticos, reunindo características de tratado e de utopia, ao propor a aplicação de regras, princípios e procedimentos para a construção do espaço urbano, e a reprodução de modelos. A revisão crítica dos planos utiliza sua exegese para relacioná-los com os paradigmas e modelos urbanísticos hegemônicos em seu tempo, com suas estratégias projetuais e normativas, e com a estrutura do espaço real resultante, com interesse documental, metodológico, disciplinar e operativo.
Os planos urbanos considerados formam uma sucessão encadeada de quase cem anos, desde o Plano Geral dos Melhoramentos de 1914 até o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental – PDDUa, em vigor desde 2000. A tese se estrutura como um conjunto articulado de seis estudos monográficos, um para cada plano, unificados na introdução por objetivos, método e marco teórico comuns, e no final ao procurar deles extrair considerações de natureza geral, que contribuam para a definição de seu estatuto na disciplina. Na exegese de cada plano como documento autônomo, tratou-se de identificar a imagem (ou imagens) de cidade ideal a orientar sua gestação, descrever suas premissas, os elementos de sua estrutura, e como vão orientar as normas e procedimentos urbanísticos em sua aplicação, na busca de transformar a cidade real, com todas as suas circunstâncias, na cidade idealizada. Assim, para cada um, se procura distinguir as características prescritivas, relacionadas à sua natureza “tratadista”, de suas características utópicas, ligadas à geração e reprodução de modelos. Regra e modelo, estrutura e processo, enfim, são os conceitos a orientar o estudo de Porto Alegre como cidade ideal, por seus planos e projetos urbanos.
Palavras chave:
Cidade ideal
Urbanismo e Projetos Urbanos
Planejamento Urbano
Doutorando(a): Marta Silveira Peixoto
Título: ” A SALA BEM TEMPERADA INTERIOR MODERNO E SENSIBILIDADE ECLÉTICA”
Área de Concentração: Teoria, História e Crítica de Arquitetura
Orientador: Carlos Eduardo Dias Comas, Arq. Dr.
Data da Defesa: 31/08/2006
Banca Examinadora :
Alfonso Corona Martinez, Arq. Dr. – Universidade de Belgrano
Cláudia Piantá Costa Cabral, Arq. Dra. – UFRGS;
Rogério de Castro Oliveira, Arq. Dr. – UFRGS;
Ruth Verde Zein, Arq. Dra. – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Conceito Atribuído : A
Resumo da Tese:
A ambientação de interiores é uma dimensão fundamental da arquitetura moderna que está interessada no desaparecimento da fronteira entre interior e exterior, na continuidade espacial, na transparência, na redução das paredes e na flexibilidade dos espaços; tudo isto sob a regência de um espírito único e harmonioso, comandado pelo arquiteto.
Este trabalho, então, analisa as ambientações projetadas para os salões de algumas das casas consagradas produzidas entre 1930 e 1950, especialmente, e procura estabelecer as possíveis relações desta produção, entre contemporâneos e deles com seus antecedentes históricos. O ponto de partida é a constatação inicial de que há diferentes maneiras de tratar o assunto.
A iserção desta variável, ambientação de interiores, amplia o espectro de análise da arquitetura moderna, possibilitando uma visão mais abrangente e completa de sua produção, além de buscar e organizar o material relativo ao assunto. A opção pelo tema residencial é conseqüência da importância que ele assume no período, estabelecendo-se como programa preponderante e valioso campo de experimentação de idéias. As casas são aquelas de uma elite, não apenas econômica, mas também cultural, disposta a patrocinar a identificar-se com a vanguarda arquitetônica, e o foco da análise recai nos ambientes sociais e de representação.
Palavras chave:
Arquitetura de interiores
Arquitetura moderna
Doutorando(a): Anna Paula Moura Canez
Título: Arnaldo Gladosch – O Edifício e a Metrópole
Área de Concentração: Teoria, História e Crítica da Arquitetura
Orientador: Fernando Delfino de Freitas Fuão, Arq. Dr.
Data da Defesa: 27/12/2006
Banca Examinadora:
Andrey Rosenthal Schlee, Arq. Dr. – FAU/UnB
Briane Panitz Bicca, Arq. Dra. – Pref. Municipal de Porto Alegre
Hugo Segawa, Arq. Dr. – FAU/USP
Rogério de Castro Oliveira, Arq. Dr. – PROPAR/UFRGS
Conceito Atribuído: A, com recomendação de publicação
Resumo da tese:
A presente tese sistematiza e analisa pela primeira vez, em seu conjunto, as proposições e obras arquitetônicas e urbanísticas de Arnaldo Gladosch (1903-1954), arquiteto paulistano formado em 1926, na Technische Hochschule de Dresden, cuja produção concentrou-se, principalmente nos anos 30 e 40, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Além de sua atividade como arquiteto de edifícios, como os que serviram às lojas Mesbla e também do edifício Sulacap de Porto Alegre, destaca-se a sua atuação como urbanista, participante da equipe de Alfred Agache no desenvolvimento do Plano Cidade do Rio de Janeiro – Extensão – Remodelação – Embelezamento, e como autor do Plano Diretor da Cidade de Porto Alegre (que levou seu nome), a convite do prefeito estadonovista Loureiro da Silva em 1938. A escolha por Gladosch partiu de indagações a respeito do seu modo de fazer arquitetura e cidade, considerando a circulação de concepções urbanísticas e arquitetônicas internacionais no Brasil mediante a educação formal de brasileiros no exterior. As suas idéias e realizações fazem parte de um quadro mais amplo das práticas urbanísticas e arquitetônicas cujo reconhecimento se desdobra na ampliação do saber acerca da ordenação urbana num período fundamental na consolidação das grandes cidades brasileiras e na distinção de uma outra arquitetura quase ausente na nossa historiografia. Que lições a respeito do manejo projetual e relações com a cidade Arnaldo Gladosch nos legou? Procurou-se responder à pergunta utilizando-se, principalmente, da análise, interpretação e crítica das obras in loco e em fonte documental e iconográfica primária revelando uma arquitetura de ofício e técnica exemplares, que ainda perdura e marca a fisionomia da metrópole da qual é parte inseparável.
Palavras Chave:
Arquitetura em Porto Alegre
Arnaldo Gladosch
