Impressões de uma visita a psicólogos soviéticos – Piaget

Fragmento de: “Algumas impressões de uma visita a psicólogos soviéticos” de Jean Piaget

Tradução: A tradução do texto a seguir, realizada pelo aluno Ronaldo Cataldi Costa, é fruto de uma atividade voluntária proposta na disciplina Psicologia da Educação II e destina-se aos estudos desenvolvidos nessa disciplina.

Supervisão da tradução: Professor Paulo Francisco Slomp.

Fonte: PIAGET, Jean. Some impressions of a visit to soviet psychologists. In: International social science bulletin. 1956, vol. 8, p. 393-396. Redigido em francês sob o título de “Quelques impressions d’une visite aux psychologues soviétiques”, 1956.

Após o excelente contato realizado com psicólogos soviéticos no congresso de Montreal, particularmente Leontiev e Teplov, quatro psicólogos parisienses (ou mais precisamente, quatro que estão lecionando em Paris) foram convidados para visitar seus colegas e os institutos de pesquisa psicológica em Moscou e em Leningrado. Esses foram Pieron, Fraisse, Zazzo e eu. Além de meu desejo pessoal de ampliar meu conhecimento, senti que era minha obrigação, como presidente da União Internacional de Psicologia Científica, aceitar cada oportunidade de ligações científicas. No último instante, infelizmente, Pieron ficou impossibilitado de ir devido à problemas de saúde, e apenas os outros três pudemos passar 8 dias juntos em Moscou, em Abril, mais dois dias em Leningrado (no famoso Instituto Pavlov, que fica a aproximadamente meia-hora de viagem para o interior).

Tivemos a mais cordial e amigável recepção dos nossos anfitriões e fomos recebidos confortavelmente em residências e em hotéis excelentes. Eu gostaria de mencionar três impressões que nos marcaram fortemente. A primeira é a posição de importância que possuem os homens (e mulheres) de ciência em Moscou, independente da sua posição no Partido. Ficamos impressionados de encontrar em postos importantes e em total atividade científica, um certo número de colegas dos quais havíamos questionado a posição atual antes de nossa viagem.

A segunda impressão é a diversidade de opiniões individuais em um grande número de questões essenciais, tal como, por exemplo, o objetivo da psicologia. Estávamos todos cientes, por exemplo, da controvérsia que havia oposto Teplov à Leontiev nesse problema central, mas nossa intenção foi evitar toda e qualquer indiscreta alusão a isso. Entretanto, um dia, quando estávamos tendo uma discussão com os ‘cinco grandes’ (Leontiev, Teplov, Rubinstein, Luria e Smirnov) sobre a questão dos objetivos da psicologia, Teplov declarou, sorrindo para um igualmente sorridente Leontiev, que ele mantinha sua posição cem por cento, e precisamente que os estados de consciência (imagens, operações intelectuais, linguagem, etc., no âmbito consciente) constituem o aspecto mais importante desses objetivos psicológicos. Quando perguntamos se eles acreditavam em psicologia animal, eles morreram de rir, respondendo que haviam cinco opiniões diferentes naquele assunto! E ainda assim, eles formavam uma equipe excelente.

(…)


* O texto integral da tradução encontra-se disponível somente aos alunos matriculados na disciplina EDU01012 Psicologia da Educação II.


Ronaldo Cataldi Costa traduziu o texto acima.

  • Aí vai o recado dele (maio de 1997):
    • “Oi, sou Ronaldo, 30 anos, natural de Pelotas (RS), e faço Complementação Pedagógica na UFRGS, na área de Inglês. Tenho um “Associate Degree in English” pelo Bunker Hill Community College em Boston, onde estudei e vivi 5 anos. Faço Complementação para formalizar minha situação educacional aqui no Brasil. Em meu tempo nos USA, fiz vários outros cursos na área de Inglês, com atenção especial para o de “Advanced Listening and Speaking” na Harvard Extension School.
      Trabalho como professor de inglês em Porto Alegre e também faço traduções e versões.
      Uma outra área de meu interesse pessoal é a música. Toco guitarra e saxofone e gosto muito de Jazz e MPB. Também me interesso por qualquer assunto que gere polêmica e/ou uma investigação que valha algumas cervejas com os amigos.
      Se você acha que temos algo em comum, mande-me um e-mail, eu prometo respondê-lo”.

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