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Álgebra Linear - Um Livro Colaborativo
Se, na base canônica (isto é, no sistema de coordenadas usual) do espaço , representamos um vetor por
| (9.1) |
então o seu comprimento (ou magnitude ou norma) é dado por
| (9.2) |
Esta é uma instância do Teorema de Pitágoras1 .

A definição acima pode ser generalizada para dimensão qualquer:
| (9.3) |
O produto escalar ou produto interno entre dois vetores e é um número (também dito escalar) associado com estes dois vetores. Em coordenadas, se e são vetores do espaço tridimensional , temos
| (9.4) |
Vejamos que realmente o produto escalar tem a ver com o ângulo entre dois vetores. Isto é uma consequência da Lei dos Cossenos, que nos diz que
| (9.5) |
onde é o ângulo entre e .

Escrevendo estes comprimentos em termos das coordenadas e fazendo os cancelamentos necessários, chegamos na seguinte identidade:
| (9.6) |
Motivados pelos conceitos acima, consideramos
| (9.7) |
vetores de representados na base canônica, e definimos o produto escalar ou produto interno entre e :
| (9.8) |
O ângulo entre e , para qualquer, pode então ser definido pela equação
| (9.9) |
Embora abstratos, estes conceitos são bem fundamentados geometricamente. Dois vetores (linearmente independentes) de um espaço vetorial -dimensional geram um subespaço vetorial de dimensão . Este pode, por sua vez, pode ser pensado como um plano que passa pela origem de . Assim, podemos imaginar o ângulo entre estes vetores naturalmente.
Proposição 78 (Principais propriedades do produto escalar). Para e um escalar, temos as seguintes propriedades
Estas propriedades são todas de fácil verificação (e são deixadas para o leitor verificar, como exercício).
Exemplo 79. Considere os vetores de escritos na base canônica:
| (9.10) |
Assim, temos
| (9.11) |
Da mesma forma, podemos calcular os comprimentos
| (9.12) |
Logo, o ângulo entre estes vetores satisfaz (utilizamos uma calculadora para calcular as raízes quadradas e a função inversa do cosseno):
| (9.13) |
Exemplo 80. Considere um vetor tridimensional
| (9.14) |
Já sabemos a multiplicação de um escalar pelo vetor muda o comprimeto (e talvez também o sentido) do vetor. Por exemplo, se multiplicarmos por , o comprimento será multiplicado por ; se dividirmos por , o comprimento será dividido por . Se nós dividirmos pelo próprio comprimento de nós obtemos um vetor unitário. Para verificar analíticamente, basta utilizar a Propriedade 6 acima:
| (9.15) |
Então se quisermos encontrar um vetor unitário na direção de acima, calculamos
| (9.16) |
é o vetor procurado. Este processo de obter um vetor unitário na mesma direção de um vetor previamente fixado é chamado de normalização. Observe que existem apenas dois vetores unitários na mesma direção de , a saber, e
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Este texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada (CC-BY-SA 3.0). Página gerada em 19/8/2020 às 17:34:13.