A pergunta que abre este relato pode parecer algo de simples resposta, entretanto nos convida a reflexões sobre temas como: trabalho, lazer, práticas esportivas não competitivas, ócio, espaços acadêmicos, qualidade de vida e tantas outras temáticas. Embora transite próximo a estas discussões e práticas desde os tempos de adolescência, foi com o “carimbo acadêmico” e o espaço de discussão encontrado nas salas de aula do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul/IFRS, unidade Restinga, que pude perceber outros elementos úteis a tal discussão.
A frase que abre o texto foi o tema da redação do vestibular de acesso ao Curso Tecnológico de Gestão Desportiva e de Lazer da citada instituição de Ensino Superior e promovia muita efervescência em minha cabeça. Um servidor com mais de duas décadas de atividades, na Universidade Pública Federal, instituição com reconhecido destaque nacional e internacional por toda a produção acadêmica na Pesquisa, Ensino e Extensão e que em algum momento poderia ampliar seus cuidados para o lazer de sua Comunidade Acadêmica.
Em resposta à pergunta sobre o lazer, compartilho que a Constituição Brasileira garante tal direito, assim como a educação, saúde, trabalho e moradia. Os conceitos teóricos sobre o tema apresentam distintas definições. Os estudiosos Marcellino & Ferreira apontam a Constituição de 1988 como o marco que garantiu o lazer como direito social de todos os cidadãos brasileiros.
Agregado a esta proposta reflexiva de um olhar diferenciado para as práticas esportivas não competitivas e atividades de lazer, apresento informações que perpassam linguagens teóricas e aproximam de uma realidade mais popular. E por que não mais próxima às questões culturais, também? Outro dia, li um primoroso texto de um jovem acadêmico de Direito que, ao comentar seu início nas práticas de Xadrez, citava filmes, livros e composição de música brasileira numa mistura interessante de elementos que pudessem nos aproximar de uma modalidade esportiva que, para muitos e muitas, é de difícil acesso. A forma com que o bolsista responsável pela modalidade descreveu o tal Xadrez contribuiu muito para a desmistificação do senso comum (leia o texto aqui).
E lembrei que sempre usei uma metáfora para analisar a vida, comparando-a como uma partida de xadrez, quando ao final da partida, todos seguem para a mesma caixa – o rei, o bispo, o cavalo, a rainha. Lembrei até de uma composição do Moacir Franco, que virou hit na voz da Rita Lee. E tudo vira bosta! Então, em meio aos novos tempos da vida moderna, aos novos formatos propostos para a convivência social entre a Comunidade Estudantil e os escassos espaços e investimentos nas atividades de lazer, devemos ampliar nossos desafios a partir dos experimentos realizados nas práticas de atividades esportivas participativas disponíveis na Universidade (acesse aqui).
Texto escrito por Edison Luis dos Santos – Gestor Público, Desportivo e de Lazer – integrante da Divisão de Promoção da Saúde Discente (DPSD/PRAE)
