Será que a Competição faz falta na vida da gente?

Texto escrito por Edison Luis Santos, Gestor Público, Desportivo, Lazer e Artes Circenses, servidor da Divisão de Promoção da Saúde Discente (DPSD/PRAE/UFRGS)  

Desde os primórdios dos tempos identificamos competições para todos lados ao nosso redor. Tais situações são identificadas nas relações pessoais, nos diferentes convívios pessoais, nos ambientes religiosos, no trabalho, no Clube, na Vida. E por que competir tanto? Ainda não descobri as respostas definitivas.

Mesmo atuando em “universos e espaços de práticas esportivas e de lazer” desde os tempos de adolescência, construindo uma bagagem de conhecimento empírico para carregar “na mochila de conhecimentos” a serem utilizados profissionalmente nas atividades junto aos esportes universitários nos últimos 15 anos, não consegui identificar e discernir tais conceitos.      

O carimbo acadêmico chegou com a graduação no Curso de Gestão Desportiva e de Lazer do Instituto Federal de Ciências e Tecnologia do RS/Campus Restinga e com ele diferentes percepções sobre os esportes competitivos e participativos.

As modalidades esportivas competitivas sempre ocuparam espaços de destaque na história da UFRGS. A novidade dos últimos tempos nas “práticas esportivas” dos estudantes universitários é a ampliação do desafio de aumentar a participação por meio de atividades identificadas como “práticas esportivas participativas”, sem a preocupação maior em competir, e sim em estar próximo à atividades que envolvessem o convívio social e o lazer, em seus diferentes formatos.

O Basquete foi uma das primeiras modalidades a oferecer espaços de caráter participativo e não competitivo. A seguir vieram as práticas aquáticas (Biribol e Natação), Voleibol de quadra, Futebol, Corrida, Xadrez e, futuramente, muitas outras práticas envolvendo a Comunidade Estudantil da UFRGS.

Assim como diz a música do compositor Guilherme Arantes, imortalizada na voz da cantora Elis Regina, muita gente poderá aprender e divertir-se com qualquer jogo. “…vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo….mas aprendendo a jogar…”. Penso que quando temos atividades onde podemos visualizar “jogos” envolvendo pessoas de diferentes faixas etárias, cor, raça, etnia, religião, não temos PERDEDORES e sim VENCEDORES.

Parece difícil, mas é muito mais simples do que imaginamos. Uma medalha ou troféu pode ser tranquilamente substituído por um sorriso ou um abraço.

3 comentários

    1. Obrigado pelo destaque…Concordo plenamente em relação às práticas esportivas. O alto rendimento pode ser uma consequencia, mas o lazer e a satisfação promovido pelos convívio sociais devem ocupar os principais lugares do pódio. Abraços

  1. Adorei o texto e a reflexão! Por mais que simples, como disse, parece ser revolucionador repensar uma lógica tão naturalizada, que é a competição…

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