Partindo do tema Encontros e Desencontros, a ideia é analisar de perto profissionais especializados em encontrar fragmentos na busca por provas que levem a culpados. Seja através de imagens, impressões digitais ou análise de manchas de sangue. Portanto, a reportagem pretende, acompanhar o dia a dia dentro do Instituto Geral de Perícias, órgão autônomo de segurança do governo do Estado que tem como função fazer investigações a partir de perícias médico-legais, criminalísticas e serviços de identificação. O objetivo é explorar os quatro departamentos do órgão, (Departamento de Criminalística (DC), o Departamento Médico-Legal (DML), o Departamento de Identificação (DI) e o Laboratório de Perícias (LP) e compreender como funciona o dia a dia desses profissionais.
Fontes
- Um perito papiloscopista: Marcelo Caffarate
- Um fotógrafo criminal
- Marguet Mittman, atual diretora do IGP e perita criminal
Sugestão de perguntas
- Como funciona o seu trabalho?
- Qual é a “rotina” no dia a dia?
- Qual o “passo a passo” em uma cena de crime?
- Por que você escolheu essa profissão? Era o que você imaginava?
- Qual o caso que você atendeu que mais te marcou?
- Qual a sensação de encontrar o que falta para o caso ser solucionado / culpado encontrado?
Material multimídia
- Infográfico com alguns dados colhidos pelo IGP (como impressões digitais descobertas em cenas de crime, por exemplo)
- Galerias de fotos não utilizadas na matéria
Material para as redes sociais
- Filmes/documentários sobre investigações criminais
- Cards ou fotos com curiosidades/informações sobre o trabalho dos peritos
- Card comparativo das diferenças entre o que é mostrado nos filmes vs. vida real
Da pauta à reportagem
Há alguns meses, o Instituto Geral de Perícias (IGP) ofereceu um curso a jornalistas com o objetivo de explicar o funcionamento de seus departamentos e o trabalho da perícia. Por total vontade de aprender – uma vez que não trabalho escrevendo reportagens policiais atualmente – eu participei. Quando o tema da reportagem surgiu, achei que seria interessante compartilhar o que aprendi sobre essas profissões.
Felizmente, a produção foi fácil: em um telefonema, a assessora de imprensa do IGP, Angélica Coronel, organizou quase todas as entrevistas. E, por duas semanas, passei algumas manhãs visitando diferentes departamentos do IGP: o de Identificação, o Médico Legal; e a nova sede do Instituto. As conversas com as fontes duravam em torno de 40 minutos e todas, sem exceção, me deixaram admirada com o trabalho desenvolvido pelos peritos. Escutei histórias tão cruéis que pareciam roteiro de série e aprendi bem mais do que consegui transmitir.
A dificuldade na execução ocorreu na escrita. Com muito material bom, eu não sabia por onde começar. O texto não fluia. As entrevistas não se encaixavam e eu sentia que não conseguia escrever. Durante uma semana, li e reli, escrevi e apaguei uma série de vezes até extrair algo que transmitisse o que eu tentava passar. Foram horas brigando com a tela e reescrevendo começos que não vingaram. Mas, aos poucos, pegando ideias com colegas e contando a pauta uma dúzia de vezes, aos poucos, nasceu. Ainda sinto que poderia ter contato mais, explicado melhor. Mas esse é o problema dos repórteres, dizem.