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O principal objetivo desta pesquisa é o de desvelar as articulações discursivas e as relações agônicas e antagônicas, em busca de poder e hegemonia, nas quais a sociologia ambiental (sociólogos ambientais) tem feito parte, para buscar e consolidar seu espaço político e epistemológico nos Programas de Pós-Graduação Multidisciplinares em Ciências Ambientais (PPGMCA) de excelência (nota 7) no Brasil. Intenciona-se demonstrar como as relações (disciplinares) agônicas e antagônicas em torno de demandas políticas e epistemológicas, cujo objetivo é a busca por hegemonia de determinado campo da discursividade, constituem (formam) um campo discursivo interdisciplinar em ciência ambiental a partir da articulação discursiva da sociologia ambiental nos PPGMCA com outros grupos disciplinares presentes nesses programas.

Lutas por hegemonia: articulações discursivas da sociologia ambiental nos Programas de Pós-Graduação multidisciplinares de excelência em Ciências Ambientais

Participantes: Gabriel Bandeira Coelho e Jalcione Almeida

Financiamento: CAPES

Previsão de Conclusão: Concluída

Esta pesquisa analisa os imaginários sociotécnicos presentes no processo de reparação ambiental da bacia do Rio Doce relacionado ao rompimento da barragem de Fundão. No dia 5 de novembro de 2015, esta barragem, de propriedade da empresa Samarco (Vale S.A. e BHP Billiton) rompeu, estabelecendo um dos maiores desastres sociotécnicos do mundo. Em março de 2016, com a intenção de liderar e mediar o processo reparatório, foi criada a Fundação Renova. Nesse contexto, a pesquisa buscou compreender, com base nos futuros imaginados pelos técnicos da Renova, como a ciência e a técnica produzem e reordenam a vida social a partir da reparação. O estudo está inserido no campo de pesquisa denominado como Estudos Sociais das Ciências e Tecnologias (ESCT), tendo como ponto de partida teórico a abordagem coproducionista, como descrita por Jasanoff (2004), tendo como principal marco analítico o conceito de imaginários sociotécnicos, desenvolvido pela mesma autora e Sang-Hyun Kim (2009; 2015). As análises foram realizadas com dados contidos em documentos, os quais estruturam e institucionalizam a reparação, nos dados coletados por meio de entrevistas, realizadas com um grupo de técnicos da Renova, bem como em dados que surgiram no processo de observação. Considerando as formalizações que atravessam os três principais acordos jurídicos (TTAC; TAP; e TACG), os quais contribuem para a institucionalização do processo reparatório, é possível inferir que a reparação – da forma como é disposta originalmente – coproduz e reflete um imaginário sociotécnico que traduz a ciência como agente principal para a recuperação de um mundo que foi destruído. Foi possível desenhar, a partir dos resultados, que os imaginários que produzem a reparação estão vinculados à projeção de uma situação anterior ao desastre, a qual visa balizar as ações de reparação. Tais ações, por sua vez, devem respeitar as consequências produzidas pelo evento. Contudo, a partir da agência dos técnicos envolvidos, é possível perceber que a situação anterior não deve, necessariamente, servir como ideal para a reparação. Mesmo assim, os imaginários compartilham uma confiança sobre a capacidade da ciência e da tecnologia para a produção de um futuro ideal para a bacia do Rio Doce.

“Redesenhando margens para que a água limpa comece a chegar”: imaginários sociotécnicos e o processo de reparação ambiental da bacia do rio Doce

Participantes: Leonardo Guilherme Van Leeuven; Lorena Cândido Fleury

Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ)

Previsão de Conclusão: Concluída

A pesquisa procura entender como a crescente presença de commodities agrícolas, sobretudo a soja na ocupação das áreas agrícolas do norte do Rio Grande do Sul, modulam atualmente o já antigo conflito por terras entre agricultores familiares e indígenas nessa região. Procura-se compreender essa questão desde uma perspectiva cosmopolitica, a qual permite perceber que a disputa por terras expressa um conflito de mundos entre esses dois grupos.

Commodities agrícolas e o conflito por terras entre agricultores familiares e indígenas no norte do Rio Grande do Sul

Participantes: Daniele Cavichioli Barbosa; Lorena Cândido Fleury

Financiamento: CNPQ (de março/2017 a março/2018)

Previsão de Conclusão: agosto de 2021

O programa AmazonFACE aborda a seguinte questão global: “como as mudanças climáticas afetarão a floresta amazônica, a biodiversidade que abriga e os serviços ecossistêmicos que ela fornece à humanidade?”. A característica central do programa é um experimento de campo de alcance sem precedentes que irá expor uma área da floresta madura na Amazônia a uma concentração de CO2 prevista para o futuro, em uma estação de pesquisa perto de Manaus, Brasil, usando a tecnologia “Free-Air CO2 Enrichment” (FACE). Um maior conhecimento sobre o funcionamento da maior floresta tropical do mundo à luz das mudanças climáticas e o uso desse conhecimento para orientar políticas regionais sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas fazem parte do legado que o programa tenta estabelecer. O TEMAS está inserido no componente 5 do programa, com o objetivo de estudar os impactos sociopolíticos e econômicos das mudanças climáticas na Amazônia e suas áreas de influência. Se a “savanização” da Amazônia ou qualquer degradação similar em larga escala causada por mudanças climáticas ocorrer na floresta, isso representaria uma ameaça significativa para a economia da região através de mudanças nos padrões regionais e globais de precipitação, perdas agrícolas e redução da capacidade hidrelétrica. O componente social do projeto segue o princípio de que antecipar impactos socioeconômicos pode nos preparar melhor, em termos de políticas e ações concretas, para enfrentar as adversidades climáticas futuras. Nesse sentido, o componente em questão investiga os impactos dessa degradação clima-floresta em vários setores socioeconômicos da Amazônia, como agricultura, pesca, energia, transportes, cidades, migração, saúde e serviços ecossistêmicos. Em sua fase atual, os pesquisadores também estão realizando uma identificação sistemática de políticas públicas existentes que poderiam se beneficiar dos resultados do experimento AmazonFACE (https://amazonface.inpa.gov.br)

AMAZONFACE: avaliação dos impactos das mudanças climáticas sobre a floresta amazônica (componente 5)

Participantes: Adriano Premebida; Lorena Fleury; Jalcione Almeida; Aline Radaelli; Frederico Salmi; Júlia Menin.

Financiamento: CAPES, CNPq, FAPESP, FAPEAM.

Pretende-se explicar as formas de associação e implementação de uma rede sociotécnica, tendo como estudo de caso o CBA. Como objetivos gerais têm-se: a) analisar como se estabelece a escolha do modelo jurídico e institucional do Centro, atualmente um departamento da SUFRAMA, e os cenários futuros, como empresa pública ou outro modelo: fundação, organização pública não estatal, Organização Social (OS), ou ainda uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), por exemplo; b) comparar o modelo CBA com o CEITEC e verificar pontos de convergência/divergência entre ambos, apontando soluções para o primeiro, a partir da experiência ligeiramente mais consolidada do segundo; c) analisar as configurações técnicas e políticas regionais que reforçam e estabilizam os interesses e alianças heterogêneas de redes sociotécnicas através do CBA; d) analisar as causas e efeitos da desorganização das redes sociotécnicas em torno dessa instituição; e) verificar, através do estudo empírico no CBA, como as relações entre ciência, tecnologia e inovação estão ligadas ao desenvolvimento de políticas públicas setoriais no Estado do Amazonas; f) examinar como o setor privado do Estado do Amazonas está engajado como ator na consolidação do CBA e como demandante de serviços biotecnológicos.

Consolidação e integração de redes sociotécnicas no Estado do Amazonas: o caso do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA)

Participantes: Adriano Premebida (coordenador), Jalcione Almeida, Fabrício Monteiro Neves, Renato de Oliveira, Rosângela Bentes, Felipe Vargas, Léo Peixoto Rodrigues, Daniel Guerrini, Camila Dellagnese Prates, Marcelo Bastos Seráfico de Assis Carvalho, um aluno de mestrado e dois de doutorado

Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Previsão de Conclusão: Encerrado em 2016.

O projeto busca desenvolver estudos de cultivo e bioprospecção de Zingiber zerumbet (Gengibre amargo) e Curcuma zerumbet (Curcuma amarga), produtoras de extratos e óleos essenciais para o fortalecimento das cadeias produtivas, visando agregar valores a elas e o desenvolvimento de novos fitofármacos, fitocosméticos e alimentos.

Unidade demonstrativa de cultivo e bioprospecção de espécies amazônicas para a cadeia produtiva de biofármacos, biocosméticos e alimentos

Participantes: Adriano Premebida, Carlos Cleomir de Souza Pinheiro (coordenador), Ezio Sargentini Junior, José Maria Gomes dos Santos, Lenoir Alves dos Santos, Salomão Rocha Martim e Jane Beatriz Gonçalves Siqueira

Financiamento: Financiadora de Estudos e Projetos

Previsão de Conclusão: Encerrado em 2016.

O Centro de Estudos Integrados da Biodiversidade Amazônica (CENBAM) tem por objetivo integrar as pesquisas biológicas na Amazônia em cadeias eficientes de produção científico/tecnológica. Atualmente, a biodiversidade amazônica não está sendo conservada ou explorada de forma eficiente, por falta de conhecimento científico/tecnológico. As poucas pesquisas estão concentradas no entorno dos maiores centros populacionais, Belém e Manaus. Os centros regionais enfrentam um círculo vicioso, no qual a falta de recursos desestimula a fixação de recursos humanos qualificados no interior, e a falta de recursos humanos qualificados resulta em pouca produção científica, impedindo a captação de recursos, o que, por sua vez, dificulta a capacitação de recursos humanos locais. O CENBAM atua em núcleos regionais no Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia, Acre e Mato Grosso, promovendo a capacitação de recursos humanos locais em diversos níveis, desde assistentes de campo e parataxonomistas, até alunos de ensino básico e médio, técnicos de laboratório e alunos de pós-graduação, além de viabilizar a adequação de infraestrutura, como museus, herbários e coleções vivas, a instalação e recuperação de equipamentos e laboratórios, e o intercâmbio necessário para o aproveitamento dos recursos disponíveis. O planejamento e execução dessas atividades serão realizados em colaboração com os usuários das informações, como laboratórios de biotecnologia, gestores de reservas biológicas, áreas de produção madeireira e órgãos responsáveis para avaliação de impactos ambientais e monitoramento de áreas de influência de grandes obras.

Implantação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade da Amazônia – INCT CENBAM

Participantes: Adriano Premebida, William Ernest Magnusson - Coordenador, Thaise Emilio Lopes de Sousa, Maria Aparecida de Freitas e Felipe Vargas

Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas

O EU BON apresenta uma abordagem inovadora para a integração de sistemas de informação sobre biodiversidade, desde dados do terreno até os de detecção remota, para atender as necessidades de políticas e de informação de modo oportuno e customizado. O EU BON proporcionará integração entre as redes sociais científicas e de políticas e as redes tecnológicas de infraestruturas de TI interoperacionais, resultando em uma nova plataforma de acesso aberto para o compartilhamento de dados e ferramentas sobre biodiversidade e o avanço do conhecimento da biodiversidade na Europa. Os 30 parceiros da UE BOM, de 18 países, são membros de redes de detentores de dados sobre biodiversidade, entidades de monitoramento e instituições científicas de ponta. O EU BON irá basear-se em componentes existentes, em particular as infraestruturas GBIF e LifeWatch e em centros de dados sobre biodiversidade nacionais. O EU BOM visa: 1) possibilitar maior interoperabilidade entre níveis e sistemas de dados, através da adoção de novos padrões; 2) promover a integração de dados, através de novas tecnologias (de modelagem); 3) ampliar a utilização dos dados, por comunidades científicas, cientistas, e potenciais usuários de dados; 4) desenvolver estratégias para a futura harmonização e integração do registro e monitoramento da biodiversidade; 5) aprimorar ferramentas analíticas e serviços de interpretação de dados de biodiversidade; 6) apoiar a interface ciência-política por meio de informações oportunas e do desenho de cenários; 7) conectar informação integrada e customizada aos stakeholders relevantes e 8) fortalecer as capacidades e infraestruturas europeias para o gerenciamento da informação ambiental. Os produtos do EU BON incluem um “Portal Europeu da Biodiversidade” aberto a todas as comunidades de stakeholders, e estratégias para uma implementação global do GEO BON e do IPBES de suporte. http://www.eubon.eu

Formação da Rede Europeia de Observação da Biodiversidade – EUBON

Participantes: Adriano Premebida, William Ernest Magnusson - Coordenador, Fabrício Baccaro, Juliana Schietti, Flávia V. Costa e Albertina Lima

Financiamento: European Union's Seventh Programme for Research

Previsão de Conclusão: Encerrado em 2018

Nos últimos 10 anos o distrito de Moatize, localizado na província de Tete, região central de Moçambique, vem sofrendo transformações estruturais causadas pelo incremento de projetos mineiros de carvão mineral, em exploração a céu aberto, e cargas e descargas de carvão mineral em porto seco. As transformações em curso são resultantes da política estatal, aliada ao capital e de acordo com “projetos de desenvolvimento” que, em conjunto, têm efeitos sobre as dinâmicas socioculturais e naturais locais. Junto à intensificação da extração mineira e suas formas específicas de acesso, ocorre uma (re)organização do território (acesso, significados e usos do ambiente e seus “recursos”) e efeitos particulares sobre os entes (ar, água e terra) compartilhados que coloca em questão a coexistência de formas locais de significado-uso. O trabalho de pesquisa pretende estudar as dinâmicas, (re)configurações e transformações (conflituais ou não) locais tomando como âmbito de análise os processos específicos de modernização e suas “matrizes de racionalidade” em confrontação com as formas e “matrizes de racionalidade” do lugar no contexto da exploração mineira. Tendo em conta os diferentes regimes de produção de natureza e suas especificidades, o questionamento central consiste em indagar (i) como esses regimes são produzidos, entram em disputa e se resignificam nas propostas e experiências dos atores em conflito em torno do megaprojeto da empresa Vale em Moatize e (ii) quais os seus processos constituintes sobre as dinâmicas socioculturais, econômicas e naturais baseadas-no-lugar. Ademais, tendo em conta que a questão resulta do privilégio de um certo “modelo de natureza” e sua matriz de racionalidade sobre os modelos e matrizes locais de, segundo Arturo Escobar, sujeitos históricos de culturas, economias e ecologias particulares, produtores particulares de conhecimento, individualidades e/ou coletividades comprometidas com o jogo de viver em paisagens e de outras maneiras específicas, vale indagar também, por fim, (iii) como as formas locais de natureza e seus “recursos” são acionadas, resignificadas e negociadas no conflito.

Modernização, lugar e conflito ambiental: megaprojetos de mineração da Companhia Vale S.A na bacia de Moatize (Moçambique)

Participantes: Anselmo Chizenga e Jalcione Almeida (orientador)

Financiamento: CAPES (bolsa de Doutorado)

Previsão de Conclusão:  concluído em agosto de 2020

A partir do embasamento de cerca de uma década de estudos sobre as relações entre ambiente, desenvolvimento e sociedade tendo como foco central o debate em torno do conceito de conflito ambiental e suas implicações para uma sociologia política da questão ambiental, as pesquisas têm apontado para a análise das mudanças climáticas não como um “problema ambiental”, mas como uma temática inerentemente vinculada à abordagem dos conflitos ambientais e das disputas acerca do desenvolvimento. Assim, no escopo de um esforço coletivo de pesquisadores e parceiros em torno da problematização acerca das mudanças climáticas na perspectiva das Ciências Sociais, formula-se o presente projeto de pesquisa com o objetivo de analisar constituição, no cenário nacional, de uma rede sociotécnica em torno das “Mudanças Climáticas”, a qual congrega organizações não governamentais, cientistas, militantes de movimentos sociais, empresários e órgãos de governos, além de laudos técnicos, pareceres, vídeos, modelagens numéricas e demais formas de inscrição de fatos. O interesse da análise concentra-se, especialmente, nos agenciamentos realizados, permitindo-se discutir quem fala e age, e o que se fala e como se age, quando a gramática das negociações e disputas se estrutura a partir das “mudanças climáticas”. Pretende-se, desta forma, analisar como a formulação das mudanças climáticas como uma gramática envolve não apenas a incorporação de um objeto a uma estrutura estabilizada, mas um processo contínuo de reflexão e reelaboração das categorias e entidades, no qual os próprios termos da análise são colocados em jogo e reformulados de forma a abarcar a complexidade das questões em pauta.

“Clima não é uma questão de meio ambiente!”: agenciamentos, negociações e disputas na rede brasileira em torno das mudanças climáticas

Participantes: Lorena Cândido Fleury (coordenadora), Jalcione Almeida, Marcelo Kunrath Silva, Yara Cerpa, Rodrigo Ciconet Dornelles, Felipe José Comunello, Eduardo Hernandes Dutra, Ângela Camana, Bruno Fernandes

O presente projeto busca contribuir com o atual momento de renovação e qualificação do campo de estudos sobre movimentos sociais no Brasil abordando uma das temáticas centrais da literatura internacional contemporânea sobre movimentos sociais: as relações entre as tecnologias de comunicação e informação e os processos de mobilização social contestatória. Através de um estudo comparativo entre quatro processos de mobilização social contestatória em quatro diferentes locais no Brasil, buscar-se-á constituir a base empírica necessária para responder ao seguinte problema de pesquisa: se e como/por que a crescente difusão das TICs altera os mecanismos – relacionais, interpretativos, de ação e organizativos – que tradicionalmente conformaram os processos de mobilização social contestatória? Além disto, o presente projeto tem como objetivo o desenvolvimento de metodologias de pesquisa adequadas para a coleta e a análise de dados gerados pelas tecnologias de comunicação e informação, possibilitando o avanço em um campo de pesquisa até então pouco explorado pelas ciências sociais brasileiras.

Tecnologias de informação e comunicação e mobilização social contestatória: uma análise comparativa

Participantes: Lorena Cândido Fleury, Bianca Ruskowski, Marcelo Kunrath Silva (coordenador), Matheus Mazzilli Pereira, Vanessa Marx, Felipe da Luz Colomé, Leonardo Rafael dos Santos Leitão, Camila Farias da Silva, Eduardo Georjão Fernandes, Carla Michele Rech, Maurício Rombaldi, Danielle Soares Pires de Oliveira, Gabrielle Oliveira de Araujo, Guillermo Omar Orsi, Sara Talice Santos Bastos, Juliano Lobato Colla

A despeito de controvérsias científicas e dificuldades de comunicação, as alterações no clima têm se feito presentes nas distintas esferas, da formulação de políticas públicas às demandas de movimentos sociais, e têm demonstrado a possibilidade de colocar em xeque o arsenal crítico conceitual tradicionalmente mobilizado para se pensar a sociedade (e as relações sociedade-natureza), demandando novas concepções do agir político. É inserido neste contexto que temas como justiça ambiental, conflitos ambientais e geopolíticas da natureza passam a ganhar relevância, ainda que as reflexões teóricas e as proposições práticas nesta seara permaneçam de modo geral incipientes. Tendo em vista este contexto, o Ciclo de Debates “Mudanças Climáticas: o que temos a ver com isso?” propõe-se como um espaço de discussão multidisciplinar e engajamento da comunidade acadêmica da UFRGS e de fora da universidade sobre este tema, e, em especial, sobre a 21ª Conferência das Partes das Mudanças do Clima.

Mudanças climáticas: o que temos a ver com isso?

Participantes: Lorena Cândido Fleury (coordenadora), Jalcione Almeida, Marcelo Kunrath Silva, Amanda Nascimento da Silva, Yara Cerpa, Rodrigo Ciconet Dornelles, Felipe José Comunello, Eduardo Hernandes Dutra, Ângela Camana, Bruno Fernandes