Apresentação

A abordagem teórico-metodológica denominada Trajetórias Criativas permite operacionar ações educativas abertas, adaptáveis às escolas de nosso país, sem, contudo, limitar as possibilidades de inovação no âmbito de outras estratégias de trabalho.

Você sabia que ter idade entre 15 e 17 anos e estar fora da escola ou em defasagem idade-ano é a situação de quase metade do universo de jovens brasileiros nessa faixa etária?

Como, então, organizar ações educativas abertas, adaptáveis, contemporâneas, tendo em vista a superação de entraves que impedem a regularidade da sequencia escolar de jovens de 15 a 17 anos?

Esta proposta tem a intenção de, a partir das sugestões apresentadas em sete cadernos publicados, propor um trabalho integrado entre diferentes áreas de conhecimento favorecendo o desenvolvimento de: AUTORIA, CRIAÇÃO, PROTAGONISMO e AUTONOMIA no grupo de professores e de estudantes.

A partir do estabelecimento de parcerias para a realização das experiências-piloto, esperamos que cada docente participante do Programa torne-se coautor das diversas respostas que virão a ser produzidas no atendimento aos jovens de 15 a 17 anos que ainda não concluíram o Ensino Fundamental. O programa está sendo realizado desde 2011 como uma parceria entre o Colégio de Aplicação UFRGS, a Secretaria de Educação Estadual do Rio Grande do Sul e o grupo de escolas parceiras.

Por essa razão, o material disponibilizado e testado envolve uma proposta metodológica aberta, que prevê ajustes demandados por diferentes realidades, e, como tal, possibilita às equipes de professores a organização tanto da grade curricular quanto da dinâmica de trabalho, de acordo com as necessidades de seus alunos, as características do contexto e da comunidade escolar. Assim, a ideia não é prescrever a ordem de conteúdos ou indicar a execução de propostas fechadas.

Esperamos, contudo, que os professores façam uso das sugestões de práticas organizadas na forma de ações e atividades que demandam trabalho colaborativo e cooperativo de estudantes e professores, o que implica a redefinição dos papéis discentes e docentes, além de novas concepções sobre o uso de tempos e espaços para aprendizagens escolares.

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