Desenvolvimento de plantas em condição de privação de fosfato

Panorama tecnológico
O fosfato é um nutriente pouco móvel e apresenta pouca disponibilidade para as plantas em termos de absorção. Sendo assim, a capacidade das plantas de suprir a necessidade desse nutriente é diretamente correlacionada com a sua habilidade de explorar o solo. Em caso de deficiência de fosfato ocorre uma mudança na arquitetura do sistema radicular, sendo esse um mecanismo adaptativo chave para esse tipo de estresse. O fosfato concentra-se na parte superior do solo, onde há maior presença de matéria orgânica. Assim, plantas mais adaptadas à condição de baixa concentração de fosfato no solo investem em desenvolvimento de raízes mais superficiais

Descrição da tecnologia
Este invento propõe uma nova estratégia para tornar as plantas mais tolerantes a privação de fosfato. Os genes ASR estão envolvidos no maior desenvolvimento de raízes novas (laterais e adventícias) de plantas em condição de privação de fosfato, de modo a permitir uma maior captação de fosfato por suas raízes.

Problema resolvido
Desenvolvimento de plantas em condição de privação de fosfato.

Vantagens
-Sustentabilidade: O fosfato é um nutriente não renovável e insubstituível. É possível que as reservas de fosfato se esgotem entre 60 e 100 anos. Em torno de 80% do fosfato extraído é utilizado na agricultura. Apenas 30% do fosfato aplicado no solo é absorvido pelas plantas, sendo assim, uma planta que seja capaz de utilizar o nutriente de forma mais eficiente tem grande relevância nos cenários presente e futuro da agricultura.
-Economia: Com a diminuição da aplicação de fosfato, nutriente aplicado em grande quantidade em todas as culturas, o custo para o produtor diminuiria e consequentemente o custo dos alimentos para o consumidor.
-Redução de resíduos: Como a absorção desse nutriente pelas plantas é baixo, a porção não absorvida contamina águas e faz proliferar vegetações aquáticas, prejudiciais para a saúde humana.

Aplicações
No presente, com a obtenção de uma planta mais eficiente na captação de fosfato, será possível aplicar uma menor quantidade do nutriente no solo, mantendo-se a produtividade. No futuro, pensando em uma situação extrema, caso acabem as reservas de fosfato, pode ser possível cultivar plantas mesmo sem aplicação extra do nutriente. Pode-se pensar também em uma estratégia de biofortificação. Já que a planta absorve mais fosfato, poderá se estudar o quanto desse nutriente é translocado para as partes comestíveis das plantas, tendo assim um alimento mais nutritivo.

Estágio de desenvolvimento (TRL – Technology Readiness Level)

Status da tecnologia
Pedido de patente depositado no INPI.

Inventores
Breno Xavier Gonçalves
Marcia Maria Auxiliadora Naschenveng Pinheiro Margis
Felipe dos Santos Maraschin

Visite-nos (clique no logo)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *