DISSERTAÇÕES

ANO BASE 2005

Título: VITÓRIA DO FUTURO, VITÓRIA PARA TODOS? UMA ANÁLISE DOS “NOVOS” MODELOS DE PLANEJAMENTO E GESTÃO URBANOS EM VITÓRIA/ES : ESTUDOS DE CASO : PLANO ESTRATÉGICO DE VITÓRIA E PROJETO TERRA
Autor: GIOVANILTON ANDRÉ CARRETA FERREIRA
Linha de Pesquisa: A Distribuição Espacial das Atividades e os Âmbitos de suas Determinações
Orientador: Prof. Dr. Oberon da Silva Mello
Data da Defesa:20/12/2005
Banca:
– Profª. Drª. Eneida Maria Souza Mendonça (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura e Urbanismo/ UFES);
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Estudo sobre o planejamento urbano no Brasil, com o objetivo de construir um modelo analítico capaz de identificar as questões inerentes ao processo de formação do discurso sobre o urbano no país; identificar diferentes vertentes formadas historicamente formadas pelo planejamento urbano brasileiro; estabelecer relações com a natureza, características, sobrevivências e transformações presentes no que a literatura pertinente ao tema tem considerado como “novos” modelos de planejamento e gestão urbanos. Esses “novos” modelos de planejamento têm se organizado em alguns pólos, dentro de uma presente tensão intelectual e ideológica, onde se destacam, três principais correntes: a da Reforma Urbana Democrático-Redistributivista, a do Plano Estratégico Liberal Competitivo e a do Desenvolvimento Urbano Sustentável. Identificam-se algumas práticas tidas como inovadoras nessas três correntes, tais como: o desenvolvimento econômico local, a descentralização das políticas urbanas, a inserção da temática ambiental nas discussões sobre o urbano, uma maior politização do planejamento e o reconhecimento dos assentamentos informais como parte integrante da cidade real. Com este “pano de fundo” o estudo examina a experiência do Planejamento Urbano da cidade de Vitória, compreendida entre os anos de 1997 e 2004. Procura analisar o discurso e a prática relacionados ao Plano Estratégico da Cidade – Vitória do Futuro, 1996-2010 (Plano) e ao Programa Integrado de Desenvolvimento Social, Urbano e Preservação Ambiental em Áreas Ocupadas por População de Baixa Renda – Projeto Terra (programas e ações), inserindo tal caracterização aos seus respectivos contextos sócio-político-econômicos, a fim de responder o seu questionamento central: se estes “novos” modelos compõem realmente novas formas de intervir sobre a questão urbana ou seriam reformulações de antigas abordagens, reafirmando a tradicional prática do planejamento brasileiro de reprodução de modelos, todavia, feitas com aplicações ao “pensamento social” vigente no momento. De modo específico, visa verificar até que ponto há um rebatimento dos “novos” modelos de planejamento abordados, nas experiências de Vitória, bem como verificar as possíveis contradições existentes nessas relações.

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Título: CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS FECHADOS: AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO INTERNO E IMPACTO FÍSICO ESPACIAL NO ESPAÇO URBANO
Autor: DÉBORA BECKER
Linha de Pesquisa: Percepção e Análise do Espaço Urbano
Orientador: Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis
Data da Defesa:16/12/2005
Banca:
– Prof. Dr. Roberto Luís Monte-Mor (Examinador Externo do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional CEDEPLAR da Faculdade de Ciências Econômicas/UFMG);
– Profª. Drª. Eva Machado Barbosa Samios (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)

Resumo:
Este estudo tem como tema os condomínios horizontais fechados, tipologia habitacional que constitui atualmente uma grande fatia do mercado imobiliário brasileiro. O problema de pesquisa reside na satisfação dos moradores em relação ao ambiente interno dos condomínios, o que contribui para sua expansão e legitimação, e na forma que eles interferem na qualidade do ambiente construído. Assim, é objetivo avaliar o desempenho interno dos condomínios horizontais fechados no que tange ao preenchimento das expectativas de seus usuários e o impacto físico-espacial que causam no espaço urbano. Para tal, são selecionados três condomínios horizontais fechados de médio porte, localizados em zonas de tecido urbano consolidado de Porto Alegre, compostos por sobrados dispostos em fita, circundados por barreiras funcionais e visuais (muros), e habitados por população de classe alta. Para comparação, é selecionada uma sub-área (rua) nas proximidades de cada condomínio investigado, com características físico-espaciais similares às adjacentes aos condomínios, porém constituída por edificações tradicionais. Como método de coleta de dados são utilizadas técnicas da área de pesquisa ‘Ambiente Comportamento’: questionários, mapas mentais, observações de comportamento e de traços físicos, levantamentos físicos detalhados, e levantamentos de arquivo, como desenhos e demais dados coletados junto a órgãos públicos, incluindo o registro da ocorrência de crimes. Além da análise estatística não paramétrica dos dados quantitativos e da análise dos dados qualitativos, quanto ao seu significado e freqüência, é procedida à análise compositiva dos condomínios selecionados e sua relação com o espaço urbano, assim como a análise sintática das linhas representativas das ruas mais e menos integradas. Os principais resultados demonstram que os condomínios horizontais fechados tendem a produzir ambientes residenciais que repercutem positivamente na satisfação de seus moradores, atendendo às suas expectativas. Assim, pode-se dizer que possuem bom desempenho interno, e que os pontos positivos centram-se em seu interior. Por outro lado, os condomínios investigados são usualmente percebidos como estruturas monótonas, o que repercute negativamente para a aparência das ruas que conformam. Ainda, a inexistência de conexões físicas entre o espaço público e o privado, tende a favorecer a ocorrência de determinados tipos de crimes, aumentar o sentimento de insegurança, além de diminuir a intensidade e simplificar o tipo de uso dos espaços públicos. Assim, os condomínios horizontais fechados tendem a impactar negativamente o espaço urbano. Palavras chaves: condomínios horizontais fechados; avaliação pós-ocupação; desempenho interno; impacto físico-espacial; aparência, uso, segurança e imagem do espaço urbano.

Palavras-chave: Condomínios Horizontais Fechados; Avaliação de desempenho do ambiente construído; Avaliação de Impacto no Espaço Urbano; Aparência e Imagem; Uso e segurança; Satisfação residencial

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Título: CONSTRUÇÃO DO PORTO DE PORTO ALEGRE (1895-1930) – MODERNIDADE URBANÍSTICA COMO SUPORTE DE UM PROJETO DE ESTADO
Autor: AUGUSTO ALVES
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª Drª Sandra Jatahy Pesavento
Data da Defesa:09/12/2005
Banca:
– Profª. Drª. Maria Heloísa Lenz (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Economia/UFRGS);
– Prof. Dr. Ricardo de Aguiar Pacheco (Examinador Externo do Colégio de Aplicação/UFRGS);
– Profª. Drª. Célia Ferraz de Souza (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Este trabalho aborda o processo de construção do porto de Porto Alegre pelas administrações do PRR no Governo Estadual durante a primeira onda modernizadora na cidade no início do século XX. Nesse contexto, as ações da engenharia e do urbanismo na cidade são vistas enquanto manifestações específicas de um imaginário urbano mais amplo constituído ao longo da modernidade industrial, sendo o porto considerado como o elemento que sintetizou o imaginário de “modernização” e de “progresso” da cidade e do estado. Seguimos a linha de pesquisa Cidade, Cultura e Política, utilizando os conceitos de imaginário social e imaginação. Junto da análise dos objetos técnicos propriamente ditos, como planos, projetos e obras, buscamos seus significados profundos e conteúdos não explicitados. A investigação foi feita sobre os relatórios da Diretoria de Viação Fluvial da Secretaria de Obras Públicas do Estado entre os anos de 1895 e 1930, quando foram abertos os canais de navegação até Rio Grande e construído o cais Mauá, com a ampliação e reformulação das áreas adjacentes no centro histórico da cidade. Também foi levada em conta a dimensão econômica do porto de Porto Alegre como parte de um amplo sistema de transportes que o Governo Estadual implantou no Rio Grande do Sul dentro da “Política de Desenvolvimento Global”, que visava dinamizar a economia e promover o desenvolvimento equilibrado do estado. São analisadas as transferências de modelos urbanos e tecnológicos dos grandes centros europeus para o contexto local por meio de projetos e idéias que influenciaram o pensamento e as ações dos profissionais locais. Da mesma forma é abordada a política federal para a modernização dos portos pelo “Plano de melhoramento dos portos da República”, de 1907. Enfocamos as motivações que levaram à contrução do porto, as dicussões a seu respeirto, os projetos elaborados, inclusive os não executados, e por fim as obras realizadas. O urbanismo e a técnica são entendidos como expressões culturais e produção imaginária, abarcando conteúdos mais amplos da cosmovisão dos agentes envolvidos, de acordo com a metodologia da História Cultural aqui adotada.

Palavras-chave: imaginário urbano; porto de Porto Alegre; desenvolvimento regional;

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Título: A DINÂMICA DE ESTRUTURAÇÃO DOS ESTOQUES RESIDENCIAIS URBANOS – ESTUDO DE CASO: O ENTORNO DO SHOPPING CENTER IGUATEMI – PORTO ALEGRE – RS
Autor: ROZANA RIVAS DE ARAÚJO
Linha de Pesquisa: Sistemas Configurcionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:11/11/2005
Banca:
-Profª. Drª. Thêmis da Cruz Fagundes (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura e Urbanismo/UFSC);
-Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue (Examinador Interno do PROPUR-UFRGS);
-Prof. Dr. Oberon da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Esta dissertação investiga a existência de forças de atração e repulsão que shoppings centers geram no seu entorno e suas repercussões na estruturação dos estoques residenciais urbanos. No estudo de caso, o entorno do Shopping Center Iguatemi – Porto Alegre (SCI) apresentou expansão e elitização urbana na primeira década e, no decorrer do processo urbano, atraiu maior fluxo veicular e atividades comerciais para as principais vias de acesso. Estas mudanças no entorno próximo ao SCI resultaram em mudança do perfil do morador. O processo verificado no entorno do empreendimento é apresentado, neste estudo, como compatível com a dinâmica intra-urbana de atração-repulsão que pode existir na relação entre atividade residencial X atividade comercial. Para abordar o tema proposto, optou-se por uma análise baseada em partes de três teorias (KRAFTA, 1994a; ABRAMO, 2001a; FUJITA et al, 2002), que tratam da dinâmica intra-urbana associada a fatores que atraem ou dispersam investimentos imobiliários e, à estratégia que a construção civil utiliza para convencer as famílias a mudarem para determinados locais – convenção urbana (ABRAMO, 2001a). A partir deste arcabouço teórico foi proposta uma metodologia em que se buscou encontrar correlações entre as mudanças da situação urbana e as mudanças do perfil do morador, dentro do período de 1992 a 2004. A proposta de análise da situação urbana englobou características de fluxo viário, intensidade da atividade comercial, verticalidade-densidade e padrão-tipologia da atividade residencial; enquanto do perfil do morador se analisou dados referentes aos rendimentos. O resultado do trabalho empírico evidenciou a mudança do perfil do morador e sua possível relação com as mudanças no entorno próximo ao SCI. O conjunto de mudanças (situação urbana e perfil do morador) forneceu dados para uma leitura do trabalho empírico em convergência com o arcabouço teórico proposto. Conclui-se que na parte teórica do estudo, houve eficácia das teorias para a análise proposta ao processo urbano. A parte metodológica, embora não tenha obtido o número de amostras suficientes para elaboração de alguns dos resultados, evidenciou a tendência de que o processo de estruturação dos estoques residenciais está intimamente ligado às características urbanas e suas possíveis mudanças.

Palavras-chave: dinâmica intra-urbana; expansão residencial urbana; externalidades de vizinhança;

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Título: IRREGULARIDADE FUNDIÁRIA E USUCAPIÃO ESPECIAL URBANA: RUPTURA cOM A TRADIÇÃO JURÍDICA DE PROTEÇÃO À PROPRIEDADE PRIVADA? A EXPERIÊNCIA DE PORTO ALEGRE (1989-2004)
Autor: JACQUELINE SEVERO DA SILVA
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Prof. Dr. João Farias Rovati
Data da Defesa:04/11/2005
Banca:
-Prof. Dr. Nelson Saule Júnior (Examinador Externo do Instituto Pólis/PUC-SP);
-Profª. Drª. Maria Cristina Cereser Pezzella (Examinador Externo do Centro de Ciências Jurídicas da UNISINOS);

-Prof. Dr. Oberon da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O trabalho de pesquisa busca verificar em que medida uma política pública de regularização fundiária, identificada com o ideário do Movimento pela Reforma Urbana pode oferecer contribuições ao problema da irregularidade fundiária crescente nas cidades brasileiras. Convém salientar que, num país marcado por desigualdades socioeconômicas como o Brasil, o problema da irregularidade fundiária é um, entre tantos, que reclamam solução. Os legisladores reunidos em Assembléia Constituinte, em 1987, sensíveis às reivindicações dos movimentos sociais organizados pela Reforma Urbana, garantiram importantes princípios e institutos jurídicos que indicaram uma possível ruptura com a tradição jurídica de proteção à propriedade privada, apontando para a regularização jurídica e urbanística dos assentamentos informais. Para elucidar o tema tomou-se como referencial a experiência implementada em Porto Alegre, pela Administração Popular, entre 1989 e 2004, buscando responder a três importantes questionamentos:
– em que medida o instituto da usucapião especial urbana, previsto na Constituição e no Estatuto da Cidade, produziu uma ruptura com a tradição jurídica brasileira de proteção à propriedade privada?
– em que medida a aplicação do instituto da usucapião especial urbana em Porto Alegre representou uma contribuição efetiva para a solução do problema da irregularidade fundiária? Que contribuições oferecem, ao planejamento urbano, a experiência do Programa de Regularização Fundiária e a aplicação do instituto jurídico da usucapião especial urbana em Porto Alegre

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Título: UMA ANÁLISE SISTÊMICA DAS TRANSFORMAÇÕES DE USO DO SOLO COMO SUPORTE À DECISÃO PARA O PLANEJAMENTO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO. ESTUDO DE CASO: PARQUE NACIONAL DE SUPERAGUI – PR
Autor: CAROLINE KUHN
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Profª Drª Simone Zarpelon Leão
Data da Defesa:06/10/2005
Banca:
– Profª Drª Cláudia Almeida(Examinador Externo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
– Profª Drª Maria Tereza Raya (Examinador Interno do Centro de Ecologia / UFRGS);
– Prof. Dr. Rômulo Celso Krafta (Examinador Interno do PROPUR / UFRGS).

Resumo:
Os estudos realizados sobre Unidades de Conservação, e a relação destas Unidades com a população que as habita, trataram em sua maioria dos aspectos antropo-sociológicos da questão. Visto que um aspecto essencial para uma melhor compreensão da questão das populações tradicionais e Unidades de Conservação, contudo pouco explorado, é o processo de mudanças de uso do solo nas regiões em que se inserem estas Unidades, esta pesquisa teve como pretensão preencher esta lacuna. Para tal, são analisadas as transformações de uso do solo em regiões com Unidades de Conservação ambiental e comunidades tradicionais nelas inseridas dentro da realidade brasileira, a fim de melhor compreender suas inter-relações, assim como as implicações de políticas de preservação ambiental incidentes nestas áreas. Esta análise se dá através de modelos de mudança de uso do solo, que são artifícios científicos com estrutura matemática e computacional para apoio ao Planejamento e Gestão Urbana e Regional, e que permitem a análise das causas e das conseqüências da dinâmica dos usos do solo, e quando cenários são utilizados, podem ainda dar suporte ao estabelecimento de políticas e ações de planejamento. Optou-se pela utilização de um sistema de modelagem espaço-temporal integrando um sistema de informações geográficas e um modelo de autômatos celulares como ferramenta de análise das mudanças de uso do solo, incrementado pela análise de demandas pela cadeia de Markov, e com cálculo de preferências de alocação de usos do solo através da Regressão Logística. Procede-se nesta pesquisa a uma avaliação das tendências de uso do solo no Parque Nacional do Superagui, localizado no litoral norte do Estado do Paraná, enquanto estudo de caso. As tendências de uso apresentadas entre os períodos de 1980 e 1990, período anterior à implementação da lei que transformou a área em Parque Nacional, e que poderia ser traduzida como a tendência natural destas comunidades sem a interferência das políticas, são trabalhadas com vista a demonstrar o papel da modelagem na compreensão de realidades, e fornecer embasamento para intervenções pretendidas.

Palavras-chave: ferramentas de suporte de decisão; sistemas de modelagem; Geoprocessamento; unidades de conservação

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Título: CRESCIMENTO URBANO SIMULADO PARA SANTA MARIA – RS
Autor: EDUARDO SAURIM
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:11/07/2005
Banca:
– Prof. Dr. Britaldo Silveira Soares Filho (Examinador Externo do Departamento de Cartografia da  UFMG);
– Prof. Dr. Maurício Couto Polidori (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da  UFPel);
– Profª. Drª. Simone Zarpelon Leão (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Esta pesquisa é o resultado de uma busca por representações do fenômeno urbano que incorporem sua dinâmica de crescimento e possibilitem visualizações de suas transformações internas e da influência de seus componentes neste processo. Utiliza como ferramenta um modelo computacional de simulação de crescimento baseado em autômatos celulares estendidos, que incorpora as teorias de Pontencial/Centralidade em um ambiente celular. Foi escolhida como estudo de caso a cidade de Santa Maria – RS e a diversidade de elementos que compõe o sistema urbano foi sistematizada, com o auxilio de técnicas de geoprocessamento, em atributos de input do modelo de natureza urbana, natural ou institucional. Após a montagem do cenário de simulação, que representou a cidade em um grid bidimensional de células de tamanho 285x285m, foi operada a calibração do modelo para que o crescimento realizado correspondesse aos padrões existentes na cidade, utilizando como base de comparação um intervalo de crescimento entre 1986 e 2002. Calibrado o modelo, foram realizadas simulações testando possíveis cenários de crescimento futuro para um período de 30 anos, e a analise dos resultados destes processamentos possibilitou especular sobre as propriedades e tendências de crescimentos da cidade de Santa Maria.

Palavras-chave: Crescimento urbano; Modelos configuracionais urbanos; Autômatos celulares; Geotecnologia

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Título: TERRITORIALIDADE NEGRA URBANA: A MORFOLOGIA SÓCIO-ESPACIAL DOS NÚCLEOS NEGROS SEGUNDO A HERANÇA HISTÓRICA COMUM
Autor: MICHELLE FARIAS SOMMER
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Prof. Dr. Günter Weimer
Data da Defesa:08/07/2005
Banca:
– Profª. Drª. Nara Helena Neumann Machado (Examinador Externo do Departamento de Teoria e História da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ PUC-RS);
– Profª. Drª. Daisy Macedo de Barcellos (Examinador Externo do Progrma de Pós-Graduação em Filosofia e Ciências Humanas/ UFRGS) ;
– Prof. Dr. Romulo Krafta (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O trabalho tem como objetivo caracterizar a territorialidade negra urbana através da análise da morfologia sócio-espacial dos núcleos negros considerando que a estruturação sócio-espacial de territórios negros na cidade pode ser compreendida a partir da analogia entre os assentamentos negros estabelecidos na África e Brasil, evocando uma herança histórica comum. Estão inseridas nessa abordagem as áreas remanescentes de quilombos e territórios negros espontâneos – os redutos negros da periferia. A motivação para a realização da pesquisa surge do interesse em verificar a herança morfológica das configurações étnicas negras na forma urbana das cidades brasileiras. Estuda-se o fenômeno de ocupação territorial dos grupamentos étnicos negros urbanos em duas vertentes concomitantes: histórica e sócio-espacial explorando a possibilidade de apreendê-los morfologicamente a partir de propriedades topológicas associadas a significados sociais tendo na leitura de plantas o elemento essencial da análise. Os territórios negros urbanos são registros configuracionais que ganham “sentido” através de figuras conceituais que podem ser “decodificadas” em referências simbólicas. Os graus de intensidade em que se é verificada a africanidade estão intrinsecamente ligados aos conceitos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização, princípios norteadores fundamentais na formação de sistemas simbólicos sócio-espaciais de grupos étnicos negros contemporâneos.

Palavras-chave: Morfologia urbana; territorialidade negra urbana; configuração socio-espacial de áreas remanescentes de Quilombos;

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