DISSERTAÇÕES
ANO BASE 2010
Título: CAMINHOS POR ESCOLHAS – O DESENVOLVIMENTO DO ESPAÇO REGIONAL DAS CIDADES DA SEGUNDA FASE DA COLONIZAÇÃO ITALIANA NO NORDESTE DO RIO GRANDE DO SUL
Autor: ANDRÉ MELATI
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Prof. Dr. Oberon da Silva Mello
Data da Defesa: 20/12/2010
Banca:
– Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Externo do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura/UFRGS);
– Prof. Dr. Aldomar Arnaldo Rückert (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Carlos Ribeiro Furtado (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
As constantes modificações do mundo contemporâneo e o caráter atual da produção fazem necessária a adaptação dos territórios ao processo vigente a cada alteração das relações socioeconômicas. A região se apresenta como um espaço coeso, onde as relações socioeconômicas, embora diversificadas, possuem uma base territorial e histórica semelhante e interligada em termos de estagnação e desenvolvimento. Entendido o desenvolvimento regional como processo ao longo do tempo de alterações nas características físicas, sociais e econômicas de uma rede de cidades, o trabalho busca a demonstração da importância da implantação da infra-estrutura rodoviária no espaço secundário de uma região. A determinação do traçado de uma interligação entre os centros principais de uma região traz consigo processos de centralidade das relações sociais e econômicas regionais e, conseqüentemente, desequilíbrios. As relações de território, da sociedade e da economia voltam a equilibra-se com o passar dos tempos até o acontecimento de outro processo de desequilíbrio em um processo cíclico de desenvolvimento. O presente trabalho tem por objetivo principal esclarecer as diferenças atuais de desenvolvimento existente entre as cidades de Antônio Prado, Guaporé e Nova Prata, situadas em uma mesma região e com mesma origem histórica, social e econômica. O estudo inicia definindo a região através de recortes temporais e territoriais para formação de uma rede de cidades, para posteriormente analisar o desenvolvimento regional a partir de dados físicos, sociais e econômicos na escala regional e urbana. Como resultado pretende-se apresentar uma visão das diferenças atuais das três cidades de origem similar em função de seus caminhos ou escolhas.
Palavras-chave: Desenvolvimento regional; Região; Infra-estrutura rodoviária;
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Título: ASSOCIANDO DADOS SOCIOECONÔMICOS COM MUDANÇA DE USO DO SOLO NA ESCALA INTRA-URBANA
Autor: MARINA PINO DE BARROS COELHO
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Romulo Krafta
Data da Defesa:17/12/2010
Banca:
– Profª. Drª. Joana Barros (Examinador Externo do Department of Geography, Environment and Development Studies/ University of London);
– Profª. Drª. Eliane Constantinou (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura/UFRGS);
– Prof. Dr. Oberon da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
Considerando a necessidade e a importância dos estudos sobre evolução dos modelos urbanos, melhorando a qualidade de interpretação de seus fenômenos e auxiliando na definição das políticas de planejamento urbano, o objetivo específico deste estudo foi demonstrar, por métodos estatísticos, a correlação existente entre dois grupos de dados de natureza distinta – tipologias funcionais e perfil socioeconômico de população – de modo a encontrar tendências de mudança em um modelo de evolução na escala intra-urbana. Para isso, foram utilizados dados do bairro Santana da cidade de Porto Alegre – RS, em um recorte temporal construído a partir de dados disponibilizados por Constantinou (2007) e pelo IBGE (2009). O tipo de análise utilizada – Análise de Correlação Canônica – identificou as variáveis mais correlacionadas entre si e entre os grupos para um entendimento mais preciso das características de ocupação para possíveis extrapolações temporais. Os resultados obtidos na análise canônica dos dados (RC1=0,66) apontam para a confirmação da hipótese de que os grupos de dados em questão são correlacionados e devem ser ampliados para posterior replicação e confirmação do modelo. O modelo desenvolvido chega mais perto da possibilidade de identificação de um ponto de resiliência do sistema urbano, auxiliando no planejamento das cidades.
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Título: ANÁLISE ESPACIAL DAS AGLOMERAÇÕES DE COMÉRCIO E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS A VAREJO NO SISTEMA URBANO, CASO: MUNICÍPIO CERCADO, COCHABAMBA – BOLÍVIA
Autor: CLAUDIA GICELA MALDONADO GODOY
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:18/11/2010
Banca:
– Profª. Drª. Clarice Maraschin(Examinador Externo do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura/UFRGS);
– Profª. Drª. Eliane Constantinou (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura/UFRGS);
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
O comércio e a prestação de serviços a varejo, nos últimos anos sofreram um crescimento considerável dentro dos sistemas urbanos, manifestando-se espacialmente no território ocupando e transformando os espaços, gerando vários impactos segundo suas características. A atividade econômica a varejo tem esquemas particulares segundo as características sócio-culturais do território em que se desenvolvem. No entanto de maneira geral a concentração e conformação de aglomerações desta atividade em certos lugares do sistema urbano é um padrão comum. A tendência de agrupação desta atividade está diretamente relacionada com o poder de atração que podem gerar nos consumidores, pela variedade e economias oferecidas. O presente trabalho pretende analisar e entender as aglomerações de comércio e prestação de serviços a varejo aplicando-se indicadores de análise espacial e software de simulação, num caso de estudo particular, o Município de Cercado, em Cochabamba – Bolívia. O trabalho encontras-se estruturado em 4 partes: na primeira se realiza uma revisão conceitual de teorias relacionadas com a análise da economia espacial; numa segunda parte, contextualiza-se o área de estudo e é analisada a profundidade a atividade comercial e a prestação de serviços a varejo; na terceira parte são determinadas variáveis de análises para desenvolver o indicador espacial “Convergência”, o qual permite identificar os pontos mais convergentes e problemáticos no sistema urbano, em situações concretas, para o qual foram definidos três cenários de análises, determinados pelas caracterizas de consumo. Numa ultima parte, são analisados os resultados de convergência e as dinâmicas em cada um dos cenários de analise, os quais são principalmente respostas das características sócio-culturais de consumo da área de estudo. Da mesma maneira foi avaliada a utilização de ferramentas de simulação e indicadores de análise espacial nos processos de planejamento e toma de decisões dentro os sistemas urbanos.
Palavras-chave: Atividade varejista; Aglomerações; Convergência; Impacto Espacial;
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Título: A FERROVIA DO RIACHO: UM CAMINHO PARA A URBANIZAÇÃO DA ZONA SUL DE PORTO ALEGRE
Autor: ANDRÉ HUYER
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Célia Ferraz de Souza
Data da Defesa:28/10/2010
Banca:
– Prof. Dr. Flavio José Magalhães Villaça (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/USP);
– Drª. Briane Elizabeth Panitz Bica (Examinador Externo do Projeto Monumenta do Município de Porto Alegre/RS);
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
No final do século XIX a cidade de Porto Alegre construiu uma ferrovia, para atender demandas de saneamento. Em seguida começou também a transportar passageiros para a zona sul da cidade, na orla do lago Guaíba. Este trabalho estuda o impacto que a ferrovia causou nessa região da cidade, e como foi seu desenvolvimento urbano a partir de então.É analisado como foi esse comportamento sob as questões teóricas do urbanismo. Permite ter um quadro da situação atual, dos diferencias da zona sul, e quais as tendências para o futuro.
Palavras-chave: Ferrovia do Riacho; Porto Alegre; Planejamento Urbano; Balneário; Saneamento;
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Título: A IMPLEMENTAÇÃO INSTITUCIONAL DO ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA E AS PRÁTICAS CONSOLIDADAS DE OUTROS ESTUDOS DE IMPACTOS
Autor: DENISE BONAT PEGORARO
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Prof. Dr. Oberon da Silva Mello
Data da Defesa: 22/09/2010
Banca:
– Profª. Drª. Clarice Maraschin (Examinador Externo do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura/UFRGS);
– Prof. Dr. André Luiz Lopes da Silveira (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
O trabalho versa sobre a clareza das finalidades e dos papéis dos instrumentos de análise de impacto, a fim de ampliar e consolidar a implementação do Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV, como um componente importante na aplicação de políticas urbanas. Práticas profissionais mais consolidadas na administração pública, no caso em análise vinculadas à política ambiental, como a aplicação dos Estudos de Impacto Ambiental – EIA, afetam, direta ou indiretamente, a delimitação de campos de aplicação atribuíveis a esses dois tipos de estudo de impacto. A pesquisa começa com a identificação da gênese do EIV e do EIA e procura, através de uma visão histórica, o reconhecimento dos principais conceitos e das definições legais de âmbito federal, utilizando referências nacionais com algumas citações de experiências internacionais. A seguir, é realizada uma análise de cunho conceitual, tendo como método a interpretação da formação de conceitos e das definições operacionais e diretivas de aplicação do EIA e do EIV, reportando-os a uma tipologia das principais vertentes do planejamento urbano. O estudo de caso é realizado pela análise das legislações municipais das cidades de São Paulo e de Porto Alegre, a fim de identificar a implementação dos dois instrumentos de impacto.
Palavras-chave: Estudo de Impacto de Vizinhança; Estudo de Impacto Ambiental; Política Urbana; Política Ambiental; Vertentes do Planejamento Urbano; Sistema de Informações Municipais;
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Título: ÍNDICE DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL PARA AVALIAR A QUALIDADE DE VIDA URBANA. ESTUDO DE CASO: REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE – RMPA
Autor: LAURA MACHADO
Linha de Pesquisa: Infraestrutura e Planejamento Urbano e Ambiental
Orientador: Prof. Dr. Emilio Merino
Data da Defesa:20/08/2010
Banca:
– Prof. Dr. Pastor Willy Gonzales Taco (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Transportes/UnB);
– Prof. Dr. José Luís Farinatti Aymone (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Design/UFRGS);
– Prof. Dr. Oberon da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
O desenvolvimento de um Índice de Mobilidade Sustentável (IMS) que representasse os principais impactos da mobilidade na sustentabilidade e na qualidade de vida urbanas foi a motivação deste estudo. Através da revisão bibliográfica de sustentabilidade, qualidade de vida e mobilidade, selecionou-se um conjunto de indicadores para a construção do Índice. Na formulação do sistema, três critérios foram decisivos: a disponibilidade de dados, a periodicidade anual e que não gerassem ônus às prefeituras. O IMS foi aplicado em dez municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre revelando as deficiências no planejamento e na gerência da mobilidade na Região. A nível municipal, mostrou a fragilidade do poder público diante das operadoras do transporte coletivo urbano e a ausência de diretrizes de promoção do transporte não-motorizado. Na análise geral, pode-se dizer que o IMS respondeu satisfatoriamente aos objetivos, ou seja, de ser um marco de referência, um ponto de partida para iniciar a mensuração da sustentabilidade da mobilidade e, com isso, identificar as prioridades do planejamento urbano regional neste setor.
Palavras-chave: Sustentabilidade; Qualidade de Vida; Mobilidade Urbana; Indicadores;
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Título: PERSPECTIVA SOCIOAMBIENTAL SOBRE A DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM ARROIOS URBANOS: UM ESTUDO NA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA MÃE D`ÁGUA NO MUNICÍPIO DE VIAMÃO/RS
Autor: ÂNGELA ROSSANA UNGARETTI
Linha de Pesquisa: Infraestrutura e Planejamento Urbano e Ambiental
Orientador: Prof. Dr. André Luiz Lopes da Silveira
Data da Defesa:11/08/2010
Banca:
– Profª. Drª. Clitia Helena Backx Martins (Examinador Externo da Pontifícia Universidade Católica – PUC/RS e da Fundação de Economia e Estatística – FEE/RS);
– Drª. Mariza Fernanda Power Reis (Examinador Externo do Departamento Municipal de Limpeza Urbana – DMLU da Prefeitura de Porto Alegre/RS);
– Prof. Dr. Carlos André Bulhões Mendes (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
As cidades brasileiras redefinidas pelo processo de industrialização são configuradas pela lógica dialética capitalista de ocupação das terras urbanas, ou seja, por um lado concentra trabalhadores no entorno das fábricas e outros locais de trabalho e ao mesmo tempo provoca sua segregação espacial em áreas que apresentam problemas de saneamento. A industrialização baseada em baixos salários determinou muitas características do ambiente construído, no qual a concentração de riquezas atrai, facilita e se apropria dos serviços urbanos, em detrimento da maioria empobrecida da população privada dos benefícios destes serviços. É o rápido processo de urbanização que fragiliza o Estado no seu papel de provedor da universalização do atendimento à população com água tratada, resíduos e esgotos coletados e destinados adequadamente. Assim, impossibilitado de atender a todos por igual, reproduz nos grandes centros a degradação ambiental dos mananciais hídricos e a exclusão da população menos favorecida. Este é o contexto no qual se constitui o palco desta pesquisa. É aqui, que situamos o problema a ser analisado e respondido, ao longo deste trabalho, centrado especificamente em uma sub-bacia pertencente à bacia hidrográfica do arroio Dilúvio, situada na Região Metropolitana de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul. Esta abordagem enfatiza a necessidade de conhecer e compreender as relações entre as percepções e práticas da população face à precariedade da ação do Estado (administração pública municipal) relativa à gestão de resíduos sólidos urbanos nas zonas de baixadas do arroio Mãe D’água, com atenção a dois aspectos principais: quais os fatores que contribuem para o descarte inadequado de resíduos sólidos nessas regiões?; nos moradores se observam dificuldades de acesso às informações sobre as questões pertinentes a gestão de resíduos implantada pelo poder público, impossibilitando a população local de participar e tomar decisões conjuntas? Para a análise destas questões a estratégia de pesquisa empregada foi o estudo de caso, realizado na mencionada sub-bacia hidrográfica Mãe D’água, na qual foram coletados dados provenientes da aplicação de questionários (a uma amostra de 464 moradores dos domicílios da região), da observação direta da autora, análise de documentos e entrevistas com agentes públicos relacionados à questão dos resíduos sólidos do município. A partir da análise de quatro caracterizações (da área em estudo, socioespacial, ambiental e gestão) verificam-se resultados diferenciados no que diz respeito às condições de vida entre a população, residente em áreas de baixada ou ao longo do arroio Mãe D’água e os demais habitantes localizados mais afastados destas áreas. A população das áreas menos favorecidas mostra uma tendência negativa na sua qualidade de vida, como por exemplo: escolaridade, renda familiar, doenças na família, irregularidades na ocupação e uso do solo, bem como, no uso da água e na destinação do esgoto domiciliar. No que diz respeito à questão das informações disponibilizadas pelo poder público aos moradores, para que contribuam com alternativas para a solução dos problemas da gestão municipal de resíduos, não existe distinção territorial, ou seja, toda a população da região carece de informações que subsidiem sua participação e promova a gestão compartilhada de resíduos sólidos domiciliares. Assim, alternativas são criadas pela população no sentido de minimizar os problemas decorrentes dos resíduos descartados inadequadamente e/ou não coletados pelo serviço público municipal.
Palavras-chave: Segregação territorial; Degradação Ambiental; Resíduos Sólidos domiciliares; Gestão compartilhada;
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Título: A CIDADE DE PORTO ALEGRE ENTRE 1820 E 1890: O QUE OS VIAJANTES PODEM NOS CONTAR?
Autor: BRUNO CESAR EUPHRASIO DE MELLO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Célia Ferraz de Souza
Data da Defesa: 06/08/2010
Banca:
– Prof. Dr. Charles Monteiro (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em História – PUC/RS);
– Prof. Dr. Gilberto Flores Cabral (Examinador Externo do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura/UFRGS);
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
Esta pesquisa trata da cidade de Porto Alegre durante os anos de 1820 – 1890. É um estudo que se apóia nos diários de viajantes estrangeiros para escrever a história urbana e as transformações da capital do Rio Grande do Sul. São fontes não oficiais e pouco utilizadas que merecem ser avaliadas como possibilidades de contribuição para o estudo da cidade. Nesse sentido a pesquisa busca alternativa às fontes utilizadas com mais freqüência como a cartografia histórica e os documentos oficiais e procura provar que estas outras fontes são importantes e devem ser mais exploradas pelos estudos urbanos. Seu uso permite uma aproximação mais íntima com o cotidiano da cidade, com seus espaços, com as sensações que eles transmitem.
Palavras-chave: Porto Alegre; Viajantes estrangeiros; Urbanismo; Evolução urbana; Século XIX; Aspectos locacionais; Serviços públicos; Infra-estrutura; Equipamentos públicos; Espaços públicos;
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Título: PAISAGEM CULTURAL: ELEMENTOS DE CONFIGURAÇÃO MORFOLÓGICA E VALORES DE PRESERVAÇÃO
Autor: SANDRA MARIA FAVARO BARELLA
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Décio Rigatti
Data da Defesa:23/06/2010
Banca:
– Drª. Briane Elizabeth Panitz Bica (Examinador Externo do Projeto Monumenta do Município de Porto Alegre/RS);
– Drª. Ana Lúcia Goelzer Meira (Examinador Externo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN/RS);
– Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Externo do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura/UFRGS).
Resumo:
O estudo tem por objetivo discutir o processo evolutivo da ocupação territorial do núcleo de Forqueta como paisagem cultural, um tipo particular de paisagem representada por uma morfologia advinda de um processo evolutivo diferenciado, a partir da identificação de propriedades e qualidades de paisagem que indicam ou promovem um valor definido. Identifica a formação e a evolução dos núcleos rurais da periferia da cidade de Caxias do Sul, no período de 1875 a 1998, explorando o processo de implantação do Plano de Colonização como projeto de parcelamento territorial e assentamento humano. Primeiramente, aborda a dimensão geográfica da área e explora o conceito de percursos matrizes como sistema de conectividade e acessibilidade regional. A partir da metodologia da sintaxe espacial, busca analisar como padrões espaciais estão relacionados à formação de núcleos centrais e das sedes das colônias, a integração e sua distribuição no espaço, associadas a usos do solo e atividades econômicas que ocorreram naquela região. A configuração dada pelo layout do núcleo central de Forqueta, ao longo destes períodos, descreve o sistema radicalmente transformado, a partir da localização da implantação da Gare da Estação Férrea e da própria via da linha férrea no núcleo central do bairro, modificando o padrão morfológico primitivo. O estudo da tipologia de unidade agrícola do início da ocupação na área, busca identificar os limites daquela paisagem que evolui de um caráter rural para a progressiva constituição das sedes de colônias e sedes de Capelas. Descrevem-se também os caminhos como unidades morfológicas que estabelecem conexões viárias e visuais que configuram os primitivos e escassos espaços público-institucionais e articulam os centros de núcleos rurais. Avalia o papel das pessoas que criam as paisagens como produtos de um grande número de decisões distintas sobre lugares individuais, produzindo imagens que ordenam esteticamente o espaço. Busca explicitar, por fim, como tais imagens implicam no conceito de paisagem cultural e discute a conservação de determinados tipos de espaços abertos percebidos como áreas de interesse ecológico e cultural. Explora ainda as qualidades visuais que a fazem especialmente valorizada e que correspondem a uma estrutura e organização espacial e social determinada.
Palavras-chave: Morfologia Urbana; Sintaxe Espacial; Percepção Ambiental; Paisagem Cultural; Valores de Preservação;
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Título: A CONTRIBUIÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL NA QUALIDADE VISUAL DA PAISAGEM URBANA
Autor: MIRIAN SARTORI RODRIGUES
Linha de Pesquisa: Percepção e Análise do Espaço Urbano
Orientador: Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay
Data da Defesa:19/01/2010
Banca:
– Drª. Briane Elizabeth Panitz Bica (Examinador Externo do Projeto Monumenta do Município de Porto Alegre/RS);
– Profª. Drª. Célia Ferraz de Souza (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
Esta pesquisa investigou a contribuição que o patrimônio cultural edificado exerce na qualidade visual da paisagem urbana a partir da abordagem na área da Percepção Ambiental. Adotou como estudo de caso áreas dos centros históricos de três cidades com diferentes graus de preservação do patrimônio cultural edificado: Piratini, a mais preservada, resultado de legislação urbanística pioneira; São José do Norte, onde o patrimônio cultural edificado foi mais destruído ou descaracterizado e Porto Alegre, onde o patrimônio cultural edificado foi parcialmente preservado. A investigação foi operacionalizada através da utilização de métodos qualitativos e quantitativos em duas etapas de investigação. A primeira teve por objetivo reunir subsídios para definir a área de estudo em cada uma das três cidades, e através da aplicação da técnica de mapas mentais nos usuários dos centros históricos, foram identificadas as imagens fortes positivas e negativas das edificações e espaços urbanos (locais, ruas e praças). A segunda etapa teve como objetivo principal testar as hipóteses desta pesquisa através da aplicação de questionários acompanhados de cenas urbanas com diferentes níveis de homogeneidade, escolhidas a partir de critérios estabelecidos a fim de responder os objetivos da investigação. As informações obtidas pelos questionários foram analisadas quantitativamente através de freqüências e testes não paramétricos tais como tabulações cruzadas e testes de correlação Spearman. Os resultados obtidos permitiram chegar a conclusões sobre o importante papel que o patrimônio cultural edificado exerce na qualidade visual da paisagem urbana. Esta relevância foi verificada através da avaliação da aparência visual das edificações, individualmente pelos seus atributos formais e simbólicos, e pelas suas relações no contexto urbano. Importantes correlações foram encontradas entre a avaliação estética da aparência visual das cenas urbanas e atributos formais de volumetria, fachadas e coberturas. As conclusões desta pesquisa reúnem subsídios relativos às questões da estética urbana, do patrimônio cultural edificado e do planejamento urbano que podem contribuir substancialmente nas políticas públicas nas áreas da preservação do patrimônio cultural, do planejamento urbano e ambiental e na implementação de planos e ações de gestão municipal visando qualificar visualmente a paisagem urbana.
Palavras-chave: Patrimônio cultural; Paisagem urbana; Qualidade visual; Estética urbana; Avaliação da aparência visual;
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