Escritora, nascida Sarah Gertrude Liebson na pequena vila de Zagar, Lituânia. Sua família judia mudou-se para a África do Sul quando ela tinha cinco meses de idade por conta do antissemitismo russo, assentando-se na região mineradora de diamantes e logo integrando-se com a classe média branca local. Embora muitos mineiros brancos casassem com mulheres negras ou mestiças, Sarah sempre teve noção das fronteiras raciais e sociais e uma forte convicção na superioridade branca.
Seus primeiros escritos abordavam principalmente o tema da miscigenação. Em 1912 casou-se com Phillip Millin, estudante de direito liberal que viria a ser juiz da Suprema Corte sul-africana, e com ele mudou-se para Johanesburgo. A maior parte da sua produção se deu entre 1919 e 1965, e compreende 17 romances, as biografias de Cecil Rhodes e Jan Smith, memoriais, contos, ensaios e textos de não-ficção sobre a sociedade local durante a Segunda Guerra.
Em God’s Stepchildren (Filhos Adotivos de Deus) (1924), Sarah Millin tratou a miscigenação como degeneração, embora fosse uma crítica do antissemitismo incorporado por muitos nacionalistas africânderes. Esta obra fez grande sucesso nos Estados Unidos, país no qual foi recebida na residência de Franklin e Eleanor Roosevelt.
O advento do apartheid em 1948 e a vitória do Partido Nacionalista foram emblemáticos no fracasso liberal na África do Sul. Sarah Millin, além de não criticar o regime pela sua afinidade com o nazismo, apoiou-o com base na sua branquitude. A partir de então sua obra perdeu qualquer aparência de compaixão que tivera. The Wizard Bird (O Pássaro Mago) (1962), foi o seu romance mais assumidamente racista.
Morreu em 1968, com certa aclamação na imprensa sul-africana e mesmo na estadunidense e britânica. Devido ao caráter da sua obra, acabou sendo eclipsada fora da África do Sul por autores e autoras anti-apartheid.
BIBLIOGRAFIA
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Última atualização em: 22/01/2021
































