Detentora do título de mohumagadi, equivalente ao de “rainha” ou “rainha-mãe”. Nasceu na comunidade dos povos BaTawana, no Estado Livro de Orange, atual África do Sul. Seus pais eram integrantes do grupo BaRolong, um dos ramos do povo Tswana, em Bechuanalândia, atual Botswana.
Na sua infância e juventude recebeu formação como enfermeira na Escola de Tiger Kloof, até se casar em 1937 com o bogosi (chefe) dos BaTawana, que veio a governar este povo com o nome de Moremi III, com quem teve três filhos, um deles, Letsholathebe, o sucessor legítimo.
Após um governo tenso e conflituoso com os britânicos, Moremi III foi assassinado em 1946, mas o seu filho, nascido em 1941, tinha apenas cinco anos, o que levou Elizabeth a assumir o governo como regente. Ela governou até a maioridade do filho, em 1964, demonstrado grande capacidade de negociação com opositores internos, promoveu reformas, criou conselhos representativos locais e foi a única mulher do Conselho Legislativo do Protetorado Britânico.
Em 1963, por sua iniciativa foi construída a Reserva Moremi da vida selvagem, na parte oriental do delta do rio Okavango, uma área protegida contra a caça, que veio a se tornar importante local turístico. Esta iniciativa despertou oposição inicial do protetorado britânico, mas ela contou com o apoio de grupos locais que lhe faziam oposição, como os BaYei, o que permitiu concluir o projeto.
Quando Letsholathebe assumiu a sua função, ela se tornou matrona do Francistown Teaching College, no Leste de Botswana, e retirou-se para a região de Ngamiland, onde residiu até vir a falecer.
BIBLIOGRAFIA
BOLAANE, Maitseo. Chiefs, hunters and adventurers: the foundation of the Okavango/Moremi National Park, Botswana. Journal of historical geography, v. 31, n. 2, p. 241-259, 2005: https://doi.org/10.1016/j.jhg.2004.12.023
MORTON, barry. The career of Elizabeth Pulane n’ee Seeco Moremi, chief of the Batawana, 1947-1964. Toronto; Atlanta: Emory University, 1994.
Última atualização em: 28/01/2021
































