Escritora feminista histórica egípcia, nasceu em uma família bem situada economicamente. O pai foi professor e funcionário público e a mãe, educada em casa, foi uma leitora vivaz e tinha grande interesse por assuntos públicos. Malak foi a primeira mulher egípcia a obter o diploma primário de uma escola estatal (1900). Lecionou na escola Saniyyah, instituição governamental dedicada à educação de mulheres.
Aos treze anos de idade começou a escrever poemas na escola, e sua escrita expressava o sentimento nacionalista e anticolonial, pois sua família era contrária ao domínio otomano no Egito. Ganhou maior reconhecimento quando começou a escrever no jornal progressista al-Jaridah, fundado em 1907. Sua coluna al-Nisa’iyyat (Preocupações de/sobre mulheres), atraiu muitos leitores que tinham interesse pelas questões de gênero, bem como pessoas preocupadas com a libertação de uma nação colonizada. Nela Malak criticava os homens “progressistas” que restringiam a oportunidade de educação às meninas, que praticavam a poligamia; e refletia sobre o casamento moderno e sobre a vestimenta das mulheres.
Defendia uma reforma drástica nas leis egípcias e a abolição da poligamia e ela própria sofreu a opressão conjugal, pois o marido tinha outras esposas. Ela era especialmente contrária à prática do casamento com meninas menores de idade e acreditava na educação como pré-requisito para a tomada de decisões por parte das mulheres e a aquisição das condições necessárias para sua autodefinição. Preocupava-se em particular com as mulheres pobres das cidades do Cairo e Fayyum.
Nasif morreu jovem e sua morte foi amplamente lamentada em toda a imprensa.
BIBLIOGRAFIA
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YOUSEF, Hoda. Malak Hifni Nasif: negotiations of a feminist agenda between the european and the colonial. Journal of Middle East Women’s Studies , v. 7, n. 1, p. 70–89, 2011: https://doi.org/10.2979/jmiddeastwomstud.2011.7.1.70
Última atualização em: 30/01/2021
































