Mulher pública e ativista de organizações de mulheres na Uganda durante o período colonial. Nasceu na África do Sul, onde começou sua formação em escolas missionárias. Depois continuou sua formação em Londres, onde estudou Pedagogia e publicou um panfleto intitulado Education as i saw it in England (A educação como eu a vejo na Inglaterra).
Em 1939 Pumla conheceu e casou com Christopher Kisosonkole, que era de Uganda, país em que ela passou a morar, e onde deu início à vida política. Em 1956 ela foi a primeira mulher africana nomeada para ser representante do Conselho legislativo de Uganda junto ao governo britânico (1956-1958), e teve participação legislativa durante o processo de independência.
Ela se tornou a primeira africana a ser presidenta do conselho de mulheres da Uganda (UCW) (1957), cargo que deteve durante quatro anos. Kisosonkole também foi eleita presidenta do Conselho Internacional de Mulheres (1959-1962). Foi incansável defensora das mulheres, promovendo a liderança e aumentando sua visibilidade e legitimidade na cena nacional.
Em 1963, Milton Obote, o Primeiro-Ministro de Uganda, a indicou como representante na delegação das Nações Unidas de Uganda. Kisosonkole também trabalhou como especialista em alfabetização na UNESCO nos anos 1960.
Ela foi uma das poucas mulheres de Uganda colonial que se envolveu em política e que teve poder para tomar decisões em âmbito nacional. Kisosonkole é conhecida por quebrar barreiras de gênero como parlamentar e por defender a liderança das mulheres e o avanço das questões de gênero, tanto em organizações governamentais quanto em Organizações Não Governamentais.
BIBLIOGRAFIA
MILLER, Kim. “Pumla kisosonkole”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 393.
TAMALE, Sylvia. When hens begin to crow: gender and parliamentary politics in Uganda. Abington: Routledge, 2018 (or. 1999).
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Última atualização em: 22/01/2021
































