Nascida em Ebebeyin, à beira do Rio Muni, na Guiné Equatorial, pertencia a uma família de origem étnica fang de Bidjabidján. Foi confida a uma família missionária que a levou para a Espanha, quando tinha oito anos. Em Madrid, estudou literatura, música e jornalismo, e deu início à carreira como escritora.
Em sua obra, onde subsistem elementos autobiográficos, ela ressalta o impacto do domínio colonial espanhol que persistiu em seu país até 1968 e que depois caiu sob uma ditadura militar. Ela afirma ter nascido na prisão, em 1948, na cidade de Bata, onde seus pais foram confinados por resistir à autoridade do regime colonial. Seu pai, José Nsue Angue Osá, foi um líder anticolonial e pró-independência.
Seu romance Ekomo (1985) é o primeiro de autoria de uma mulher da Guiné Equatorial. Trata da história de uma mulher de etnia fang que após a morte do marido passa por uma transformação pessoal e procura romper os tabus da sociedade africana.
BIBLIOGRAFIA
LIFSHEY, Adam. Ideations of Collective Memory in Hispanophone Africa: The Case of María Nsue Angüe’s “Ekomo”. Hispanic Journal, v. 24, n. 102, p. 173-185, 2003.
MESTER, Anna. Repensar Ekomo de María Nsué Angüe: um desafion ecuatoguineano a la hispanidad. Tesis (Bachelor of Arts), Departamento de Linguas Románicas, Mount Holyoke College, 2009.
VIZCAYA, Benita. “María Nsue Angue”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 499-500.
Última atualização em: 22/01/2021
































