Nascida na cidade de Abeokutá, de uma família de origem Egba, na atual Nigéria. Seu pai era chefe de guerra de Ikija, e sua mãe era de Ifé e, ao que tudo indica, atuava como mercadora e a iniciou no mundo do comércio. Ela se tornou uma das mais poderosas mulheres da comunidade yoruba de seu tempo, motivo pelo qual é lembrada com o título de yalodê.
Sua ascensão política e econômica ocorreu na cidade de Ibadan, onde tinha parentes que ocupavam posições importantes, e onde encontrou condições de desenvolver suas habilidades como empreendedora, negociante, mediadora e líder política. Ali ela praticou o comércio, acumulou dinheiro e comprou grande quantidade de escravizados(as) que trabalhavam em suas fazendas em plantações de fumo e um produto cosmético local chamado kijipa, que ela revendia em Porto Novo, Badagri, e mesmo em exportações para a América.
Na década de 1860, foi reconhecida como yalodê de Ibadan, acumulando prestígio e aumentando sua influência política. Manteve contatos com membros da Igreja Anglicana e incentivou a implantação do cristianismo na sua cidade. Quando a inglesa Anna Hinderer, pessoa vinculada à comunidade anglicana, viveu na Nigéria, deixou um retrato muito vivo de Efunsetan Aniwura em seu diário que foi publicado com o título Seventh years in the yoruba country (Dezessete anos no país dos yorubas). Para o ano de 1872 ela escreve:
“Entre os yorubas existe uma iyalode ou mãe da cidade, a quem as mulheres submetem todas as suas disputas, antes de serem levadas ao rei. Ela é, na verdade, uma espécie de rainha, uma pessoa de grande influência e tratada com muito respeito. Enviei-lhe um mensageiro para comunicar-lhe que gostaria de visita-la. Mandou-me dizer que ficaria encantada com minha visita… Deparei-me com uma senhora do tipo maternal, cercada por seus servidores e outras pessoas, num ambiente cerimonioso e de grande ordem”.
A influência e liderança de Efunsetan foi afetada em 1874, quando foi deposta da posição de yalodê por instigação de adversários, e segundo consta teria sido pouco depois assassinada por dois escravizados, a mando de seu maior adversário político, o chefe Aare Latoosa. Ela permanece popular na memória dos(as) nigerianos(as), tendo sido enaltecida em livros, peça de teatro e filme, e homenageada em um monumento público em Ibadan.
BIBLIOGRAFIA
IDOWU, Olawale. Gender and the politics of exclusion in pre-colonial Ibadan: the case of iyalode Efunstan Aniwura. Journal of traditions and beliefs, v. 2, n. 21, 2018: https://engagedscholarship.csuohio.edu/jtb/vol2/iss1/21
OGUNLEYE, Foluke. A Male-centric modification of history: Efunsetan Aniwura Revisited. History in Africa. V. 31. p. 303–318, 2004.
Última atualização em: 22/01/2021
































