Nascida na aldeia de Kwali, na região de Gwari, ao Norte da Nigéria, de uma família cujas mulheres oleiras e ceramistas mantinham a tradição cerâmica Gbagyi, aprendeu o ofício quando tinha nove anos com uma tia que a ensinou modelar pelo método de enrolar a argila. Desde o início suas peças chamavam atenção pela qualidade estética e pela simetria, o que fez dela mais tarde uma das artesãs nigerianas mais conhecidas e respeitadas até a atualidade.
Ladi Kwale fabricava manualmente panelas, jarros de água, tigelas e frascos decorados com padrões geométricos e figurativos estilizados que incluíam figuras de escorpiões, lagartos, crocodilos, camaleões, cobras, pássaros e peixes. Seus vasos eram conhecidos por rara beleza e elegância formal. Reconhecida pelo valor artístico, a obra passou a ser exibida em grandes museus, galerias e mostras internacionais, em Londres, Paris e Nova Iorque.
Nos anos 1950, já como ceramista consagrada, foi convidada por Michael Cardew, do Departamento de Comércio e Indústria, para atuar no Centro de Treinamento em Cerâmica de Abuja, onde aprendeu novas técnicas e se tornou instrutora. Entre 1958 e 1962, viajou pela Europa para mostrar o seu trabalho, e de 1962 a 1970 realizou diversas oficinas nos Estados Unidos. Ministrou palestras aos estudantes de artes da Universidade Ahmadu Bello, onde foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa em 1977. Alguns anos mais tarde, em 1981, foi consagrada com o título honorário de Oficial da Ordem do Império Britânico. Entre inúmeras homenagens, sua imagem aparece no verso da nota de 20 nairas – a moeda circulante na Nigéria.
BIBLIOGRAFIA
OKUNNA, E.. Living through two pottery traditions and the story of an icon: Ladi Kwali. Mgbakoigba: Journal of African Studies, V. 1, 2012.
CARDEW, Michael. Ladi Kwali: the potter from england writes on the potter from Africa. Craft Horizons, v. 32, p. 34–37, 1972.
Última atualização em: 28/01/2021
































