Amanishaketo (41–12 a.C.?)

Amanishakheto | Museu Staatliches Ägyptischer Kunst
Fonte da imagem: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Relief_Amanishakheto_Munich.JPG. Acesso em: 21 de dez. de 2020.

Também referenciada como Amanishakto e Amanishakete. Governou Meroé durante ou logo após a transição do domínio ptolemaico para o romano no Egito. Assim, poderiam ter sido suas forças que atacaram a guarnição romana em Assuã no período de governo do imperador Augusto.

Como a cronologia meroítica é muito imprecisa e as inscrições ainda não foram completamente decifradas, ela ou Amenirenas poderia ter sido a candácia mencionada por Estrabão que firmou um tratado para definir a fronteira romana-núbia em Maharraka, e poderia ter sido ela a governanta núbia no fracassado contra-ataque meroítico em Qasr Ibrim.

É muito provável que o seu palácio real de 670 metros quadrados estivesse localizado em Naga, dispondo de alojamentos, sala com várias colunas, diversos corredores e tesouros. Também foram encontradas duas estelas em sua homenagem em Wadi Ben Naga. Amanishkheto demonstrou grande reverência às divindades egípcias Ísis e Amon.

Outro traço marcante da história dessa rainha é o seu túmulo, reencontrado em 1830-1834 pelo médico e caçador de tesouros Giuseppe Ferlini, que impressiona pela quantidade de jóias e ornamentos de ouro, objetos de vidro, prata ou pedras preciosas, e também por conter duas flautas talhadas em estilo helenístico. Este tesouro funerário, após ter sido apropriado e levado pelo italiano, que tentou vendê-lo na Europa, foi parcialmente comprado em 1844 por Ludwig I, rei da Bavária, passando a fazer parte de seu antiquário real e do Museu Egípcio em Berlim. 

BIBLIOGRAFIA

FANTUSATI, Eugenio. Amanishaketo”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 1, p. 196-197.

ONDERKA, Pavel. Preliminary report on the third excavation season of the archaeological expedition to Wad Ben Naga. Annals of the Náprstek Muzeum, v. 33, p. 117-134, 2012.

WILDUNG, Dietrich. The treasure of Amanishakheto. New York: Smithsonian Libraries African Art Index Project, 1997.

Última atualização em: 28/01/2021

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