Nascida em uma família de alta linhagem no atual Estado do Delta, ao sul da República da Nigéria, recebeu na infância sólida formação escolar. Seu pai, Chukwuka Okonjo, era professor de Economia e detinha o título de Obi (rei), na linhagem real do reino de Ogwashi-Ukwu; e sua mãe, Kamene Okonjo, foi destacada médica e professora de sociologia na Universidade da Nigéria, em Nsukka.
Na infância, Ngozi estudou na Queen’s School, em Enugu, na St. Anne’s School, em Molete, e na International School, em Ibadan. No início da década de 1970 foi encaminhada para realizar estudos universitários nos Estados Unidos, tendo estudado na Universidade de Harvard no período de 1973-1976, onde se formou com máxima distinção em Economia. Alguns anos mais tarde completou o Doutorado em Economia Regional e Desenvolvimento no Massachusetts Institute of Technology, com tese intitulada Credit policy, rural financial markets, and Nigeria’s agricultural development ( Política de crédito, mercados financeiros rurais e desenvolvimento agrícola na Nigéria (1981).
Ojonjo-Iweala atuou em importantes postos de governo do seu país, tendo atuado como Ministra das Finanças da Nigéria durante o governo do presidente Olusegun Obasanjo (1999-2007), e depois como Ministra de Relações Exteriores. Por sua alta qualificação e sua grande capacidade de negociação, liderou os acordo econômicos com o Clube de Paris que permitiram a renegociação da Divida Externa do seu país e em 2003 assumiu a liderança na gestão macroeconômica nigeriana e no desenvolvimento de práticas visando a transparência na governança e a eficiência na gestão financeira mediante sistemas eletrônicos e lançando as bases da criação de um Sistema Integrado de Gestão Financeira e Informação do Governo (GIFMIS) – o que ajudou a coibir ações de corrupção na esfera pública. Suas ações contra a corrupção endêmica, sobretudo na área de exploração do petróleo, levou a que sofresse sucessivas ameaças pessoais, e motivou o sequestro de sua mãe, mantida em cativeiro durante seis dias no ano de 2012, episódio relatado na abertura do seu livro Fighting corruption is dangerous: the story behind the headlines (Lutar contra a corrupção é perigoso: a história por trás da manchetes) (2018)
Por sua formação e sua vivência nos Estados Unidos, ela desenvolveu longa experiência como executiva junto ao Banco Mundial durante cerca de vinte e cinco anos, ocupando duas vezes o cargo de diretora-executiva, diretora-gerente e supervisora da carteira operacional do Banco Mundial na África, Sul da Áia, Europa e Ásia Central. Liderou várias iniciativas dirigidas a promover as economias de países pobres ou emergentes, com projetos de cooperação. Desde 2015 preside iniciativas internacionais de promoção e oportunidades de financiamento de educação em nível global e participa de uma Comissão Global para a Economia e o Clima. Em 2020 foi nomeada pela União Africana para obter apoio internacional no combate aos efeitos da Pandemia de Covid 19.
Em junho de 2020 Ngozi Okonjo-Iweala foi indicada pela presidência da Nigéria para o cargo de Diretora-Geral da Organização Mundial do Comércio, obtendo apoio da União Européia e sofrendo restrição por parte do Governo norte-americano do Presidente Donald Trump. No início de 2021, com a ascensão da administração Joe Biden, o veto norte-americano foi retirado, o que levou à confirmação de sua candidatura. Primeira mulher a ocupar a posição máxima da mais importante instituição do sistema multilateral do comércio mundial, Ngozi alcança posição privilegiada e estratégica nas mais altas esferas de decisão da economia mundial.
Na vida pessoal, ela é casada com o neurocirurgião Ikemba Iweala, com que teve três filhos e uma filha, todos(as) coom formação universitária nos Estados Unidos, nas Universidades de Harvard e de Columbia. Formalmente, Ngozi recebeu cidadania nos Estados Unidos em 2019.
BIBLIOGRAFIA
GILLARD, Julia; OKONJO-IWEALA, Ngozi. Women and leadership: real lives, real lessons. Midland (Australia): Penguim Handom House Austalia, 2020.
OKONJO-IWEALA, Ngozi; SOLUDO, Charles Chukwuma; MUHTAR, Mansur (eds.). The debt trap in Nigeria: towards a sustainable debt strategy. Trenton, NJ: Africa World Press, 2003.
VALLELY, Paul. Ngozi Okonjo Iweala: The woman who has the power to change Africa. JENDA: Journal of Culture and African Woman Studies, n. 9, 2006.
Última atualização em: 16/02/2021
































