Idia (séculos XV-XVI)

Pendente de quadril esculpido em marfim
Fonte da imagem: The Metropolitan Museum of Art. [Sítio Institucional]. Disponível em:https://www.metmuseum.org/art/collection/search/318622. Acesso em: 22 de dez. de 2020.

Rainha-mãe no reino edo do Benin no período do obá Esigie  (c. 1504-1550), no início do século XVI. Sua iniciativa foi fundamental para garantir-lhe o títulode governante na difícil sucessão de seu pai, o obá Ozolua. Para esse fim ela liderou uma tropa de guerreiros contra Arhuaran, que foi derrotado em batalha. Por isso Esigie criou o título político de iyoba (rainha-mãe) para incluí-la em seu governo.

Ela aparece descrita como uma guerreira destemida cujo papel foi de grande importância na conquista dos povos Igala. Para alguns, ela os teria vencido em combate. Para outros a vitória coube a Esigie, com a ajuda dela, de seus poderes e conhecimentos mágicos. Por tudo isso, o obá mandou construir um palácio nos arredores da cidade de Benin, o Eguae-Iyoba (palácio da rainha mãe), e lhe deu um território para governar.

 Na tradição oral dos Bini, Idia é louvada com vários nomes, como Idia ne Ekonorhue, que significa, “Idia, o útero de Orohue”.  Uma escultura de marfim de seu rosto foi adotada em 1977 como símbolo do II Festival Mundial de Artes e Culturas Negras, realizado em Lagos, Nigéria.

BIBLIOGRAFIA

EGHAREVBA, Jacob. A short history of Benin. Ibadan: Ibadan University Press, 1968.

RYDER, Allan. Benin and the Europeans: 1485-1897. London: Longman Group, 1977.

Última atualização em: 10/02/2021

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